REVOLUÇÃO E AUTOCRACIA BURGUESA NO BRASIL

SEUS REFLEXOS NA EDUCAÇÃO APÓS O GOLPE DE 1964

Autores

  • George Amaral Pereira Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC/UNESP-MARÍLIA

DOI:

https://doi.org/10.36311/2447-780X.2019.v5.n1.09.p91

Palavras-chave:

Estado burguês; autocracia; ditadura civil-militar; reforma educacional

Resumo

Este artigo, de caráter teórico bibliográfico, se propõe a realizar um debate sobre a relação entre o processo de histórico institucionalização da autocracia burguesa de Estado e as reformas educativas implantadas no Brasil no pós-golpe de 1964. O contexto do capitalismo periférico brasileiro, que pressupomos estar em consonância com as políticas de ajustamento do Estado às concepções de produção e reprodução da hegemonia de classe burguesa. Nos anos seguintes após o golpe militar, apoiado por setores da sociedade civil e do empresariado, um conjunto de políticas educacionais destinadas a educação escolar foram implementadas. Optamos, nesse sentido, pela metodologia marxista onto-histórica por considerar como pressuposto que o nosso objeto compõe o quadro da totalidade do ser social e seu contexto precisa ser desvelado para não ficarmos apenas nas expressões fenomênicas do objeto em estudo. Com esse método, acreditamos aclarar a aparência mistificadora posta pelo processo de alienação marcado pela sociedade de classes em seu estágio imperialista. Nesse estágio, o capital busca imprimir na educação seu viés econômico voltado a acumulação lucrativa, ao mesmo tempo, em que pese a alienação em favor da dominação de classe.

Submissão: 2019-07-12

Aceite: 2019-07-13

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2019-07-26

Edição

Seção

Artigos do Dossiê: Mulheres na Pandemia