https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/issue/feed Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília 2022-11-04T14:11:26-03:00 Rosane Michelli de Castro rippmar.marilia@unesp.br Open Journal Systems <p>É uma revista científica de publicação contínua em volumes anuais, do Instituto de Políticas Públicas de Marília, que tem por missão divulgar a produção científica na área da Educação e afins, visando contribuir para a discussão e desenvolvimento do conhecimento na área.</p> <p><strong>RIPPMAR</strong><br /><strong>e-ISSN:</strong> 2447-780X<br /><strong>ISSN L:</strong> 2447-780X<br /><strong>Ano de fundação:</strong> 2015<br /><strong>Periodicidade:</strong> Semestral<br /><strong>Editor responsável:</strong> Rosane Michelli de Castro<br /><strong>E-mail institucional:</strong> rippmar.marilia@unesp.br</p> <p><strong>Indexadores:</strong><br /><em><strong>Base de dados: </strong></em><a href="https://www-periodicos-capes-gov-br.ez87.periodicos.capes.gov.br/index.php/acervo/lista-a-z-periodicos.html">CAPES</a> | <a href="https://scholar.google.com.br/citations?user=SbOUT9sAAAAJ&amp;hl=pt-BR">Google Scholar</a> | <a href="https://sumarios.org/revista/instituto-de-pol%C3%ADticas-p%C3%BAblicas-de-mar%C3%ADlia-0">Sumarios.org</a> | <a href="https://www.scilit.net/journal/4196348">Scilit</a><br /><em><strong>Diretórios:</strong></em> <a href="https://doaj.org/toc/2447-780X?source=%7B%22query%22%3A%7B%22bool%22%3A%7B%22must%22%3A%5B%7B%22terms%22%3A%7B%22index.issn.exact%22%3A%5B%222447-780X%22%5D%7D%7D%5D%7D%7D%2C%22size%22%3A100%2C%22sort%22%3A%5B%7B%22created_date%22%3A%7B%22order%22%3A%22desc%22%7D%7D%5D%2C%22_source%22%3A%7B%7D%2C%22track_total_hits%22%3Atrue%7D">DOAJ</a><br /><em><strong>Índices e Portais: </strong></em><br /><em><strong>Redes Sociais Acadêmicas:</strong></em> <a href="https://latinrev.flacso.org.ar/revistas/revista-instituto-politicas-publicas-marilia">LatinRev</a> </p> <p><strong>Licença: </strong><strong><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></strong></p> https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13352 Escuta feminista e a revelação de violências invisíveis 2022-10-06T14:57:24-03:00 Beatriz Jorge Barreto biajbarreto@hotmail.com <p>Diante do cenário de conflitos e violências observado nos relacionamentos interpessoais em universidades, constata-se que estudantes mulheres são as maiores vítimas dessas agressões. O período 2013 – 2019 foi marcado pelo crescimento no número de acusações e denúncias de violência registradas na Ouvidoria da Unesp e, concomitantemente ao recrudescimento das agressões, ocorre intensa atuação dos movimentos estudantis de resistência a essas práticas na universidade. Este artigo objetiva analisar as experiências do Núcleo MAJU (2018) e do Movimento “Meu professor abusador” (2019), ambos compreendidos como táticas institucionais de <em>escuta feminista</em> que, segundo Sara Ahmed (2021), são capazes de ouvir queixas, quebrar barreiras e impedir que as violências se perpetuem de forma invisível e inaudível nas universidades. O artigo é amparado pelas discussões, temas e conceitos abordados por Sara Ahmed nas obras <em>Vivir una vida feminista</em> (2018) e <em>Complaint!</em> (2021). Os dados coletados e analisados são da pesquisa quantitativa realizada no início de 2020, via plataforma <em>GoogleForms</em>, com 121 estudantes da UNESP de Marília. As análises apresentadas neste artigo, demonstram como os movimentos estudantis de <em>estragas-prazeres</em> da UNESP-Marília, se tornaram protagonistas no combate às recorrentes violências no campus, devido à falta de canais institucionais consolidados de suporte legítimo e de confiança para as vítimas. Portanto, as coletividades realizam de forma efetiva o “ouvido feminista”, a integração e acolhimento de estudantes, ao mesmo tempo que evidenciam e confrontam todas essas problemáticas no ambiente universitário.</p> 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13343 Decolonizando o olhar 2022-08-15T15:26:58-03:00 Maria Inês Almeida Godinho minesgodinho@hotmail.com <p>A universidade tem se mostrado um local de formas de violências relacionadas ao gênero e suas interseccionalidades que atinge alunas, alunos e alunes. Para dar visibilidade a essas agressões, estudantes das três universidades públicas estaduais paulistas (UNESP, USP e UNICAMP) estão se mobilizando e criando coletivos em redes sociais digitais onde compartilham textos e imagens - produzidas ou repostadas de outras fontes - cujo intuito é revelar sua luta em construir espaços acadêmicos livres de discriminações. O objetivo é analisar essas peças visuais – ilustrações e fotografias - criadas para as plataformas <em>Facebook</em> e <em>Instagram</em>, a fim de compreender se essas imagens têm a intenção de “decolonizar o olhar”, isto é, se desconstroem as lógicas colonialistas de percepção dos corpos, dos gêneros e das sexualidades. Esta pesquisa está baseada no conceito de decolonização do olhar, conforme descrito pelos autores latino-americanos Barriendos (2019), Léon (2012) e Schenkler (2019; 2017;2016; 2012).</p> 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13382 A gente não vai acreditar nessa neguinha! 2022-06-28T09:32:39-03:00 Carolina dos Santos Bezerra Perez carolsb@alumni.usp.br <p>O objetivo principal deste artigo é apresentar a relevância do tema da violência de gênero no ambiente universitário, pontuando as possibilidades de análise a partir da interseccionalidade e dos marcadores sociais da diferença.</p> <p>Realizarei a interpretação e estudo de caso de um relato de pesquisa, pontuando como no engendramento de diversas opressões, as instituições reproduzem graves violações de direitos. Dessa forma, as violências institucionais direcionadas ao corpo das mulheres negras e racializadas, para além de terem uma raiz histórica nas tensas relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade que existem na sociedade, adquirem no espaço acadêmico mecanismos perversos que impactam na saúde, criatividade, formação, pleno desenvolvimento e permanência desses corpos na universidade.</p> <p>Como se trata de narrativas delicadas, complexas e fortes, serão garantidos o sigilo e o anonimato das/os interlocutoras/es de pesquisa, assim como nenhuma instituição ou pessoa será identificada. A metodologia utilizada para a análise desse fenômeno tão complexo, se ancora na articulação entre academia e movimentos sociais, valendo-se da produção das feministas negras e decoloniais (CRENSHAW, 2002; DAVIS, 2016; hooks, 2019; VIGOYA, 2009 e 2016; CARNEIRO, 1996 e 2005; GONZALES, 2019 e 2020, NASCIMENTO, 2007 e 2019; COLLINS, 2016; LORDE, 1984; KILOMBA, 2019, ANZALDÚA, 1998 e 2016 e SPIVAK, 2010), congruentes com a metodologia da “reclamação” proposta por Sara Ahmed (2018 e 2021).</p> 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13564 Experiências femininas na Univeridade 2022-08-05T14:12:16-03:00 Natalia Silveira de Carvalho nsilveira.carvalho@gmail.com <p>Recentes denúncias de assédio nas Universidades ensejam debate e análise crítica a partir do aporte dos estudos de gênero. Neste ensaio, procuro refletir sobre violência de gênero e resistência feminista na Universidade por meio de metodologias autobiográficas, a fim de relatar experiências em dois contextos, na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” e na Universidade Federal da Bahia. Identifico que a organização feminista na Universidade é central no fortalecimento das mulheres e desenvolvimento das políticas de prevenção e enfretamento à violência de gênero.</p> 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13809 Todavía llevando esta carga 2022-10-21T16:41:08-03:00 Maria Emília Barbosa ebarbosa@mst.edu <p>Este artigo oferece uma visão panorâmica de vários casos de violência de género nas universidades dos Estados Unidos, partindo das denúncias feitas em 2015 no filme documental The Hunting Ground [El Coto de Caza, en español; A Coutada de caça, em Português] até ao presente. Desde uma perspectiva hemisférica feminista e decolonial, questiono a emergência de mais casos de violência de género, o processo de denúncia, os trâmites institucionais, a impunidade do atacante, a re-victimização dos sobrevivientes e o fracasso generalizado das medidas de reparação e prevenção existentes. Com base nas teorizações de Sara Ahmed em Complaint! (2021), indico quais são&nbsp; os principais impedimentos correntes que observo na actual panorâmica de violência de género nas universidades nos Estados Unidos e concluo pela necessidade imperativa de reformar o actual sistema vigente. Esta análise inclue referência expressa à materialização das experiências de pessoas LGBTQIA+ nos espaços académicos, as quais, com frequência, são ignoradas ou invisibilizadas na literatura especializada. Por último, enfatizo as possibilidades das pedagogias do cuidado e dos colectivos de queixa/reclamação, e menciono formas alternativas de prevenção de violência de género no campus como com o Teatro para la Justiça Social.</p> 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13344 Violência de gênero 2022-11-04T14:11:26-03:00 Adriane Corrêa da SILVA adriane.acs@gmail.com Anderson Pereira EVANGELISTA andersonevangelistavzs@gmail.com Luciana Zardo PADOVANI ozelupadovani@gmail.com <p>O presente artigo possui a temática da violência de gênero nas universidades brasileiras, que vem ganhando espaço nas discussões e publicações científicas. Tendo a Universidade Federal do Acre (Ufac) e, mais especificamente, o curso de Licenciatura em Educação Física (LEF) como contexto de produção, o objetivo deste estudo é propiciar maior visibilidade ao assunto, analisando o contingente discursivo de base documental e de experiências, o qual compreende os seguintes desdobramentos para violência de gênero - violência física, psicológica, sexual e qualquer tipo de discriminação sociocultural. Como subsídio para as análises, optamos pelo estudo de caso, por se tratar de uma questão emergente na contemporaneidade. Sendo assim, após o contato com os textos acessados (PPC de LEF e registros/ocorrências), notamos um silenciamento concernente à violência &nbsp;de gênero. Tal constatação nos leva a presumir que, na instituição em questão, há a efetivação da naturalização dos discursos heteronormativos da sociedade patriarcal. Isso devido ao processo de apagamento das diferenças de gênero e sexualidades no curso de LEF, demonstrada na ausência de estranhamento nos discursos, quando se referem ao tema, além da falta de acolhimento em relação às ocorrências.</p> 2022-11-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RIPPMAR/article/view/13780 DOSSIÊ I - “Violência de Gênero na Universidade" 2022-09-23T17:09:25-03:00 Lídia Maria Vianna Possas lidia.possas@uol.com.br 2022-11-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista do Instituto de Políticas Públicas de Marília