Relação entre o brincar e os aspectos motores e comunicativos de crianças com paralisia cerebral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/2358-8845.2020.v7n1.p133

Palavras-chave:

Terapia Ocupacional., Desenvolvimento Sensório-Motor, Paralisia Cerebral, Educação Especial

Resumo

A Paralisia Cerebral (PC) pode gerar dificuldade nas ações do brincar em decorrência das restritas oportunidades, rotina de terapias, barreiras arquitetônicas, inexperiência em brincar com pares, dificuldade no desenvolvimento cognitivo e dificuldade para expressar suas emoções. O objetivo deste estudo foi identificar a relação do brincar entre a habilidade motora grossa, manual e comunicativa de crianças com PC. Participaram do estudo 7 crianças com diagnóstico de PC com idade média de 4 anos e seus respectivos responsáveis. Para coleta de dados foi utilizada a avaliação Modelo Lúdico e os instrumentos Gross Motor Function Measure Classification System (GMFCS), Manual Ability Classification System (MACS), Mini-Manual Ability Classification System for children with cerebral palsy (Mini-MACS), e Sistema de Classificação da Função de Comunicação (CFCS). Para análise dos resultados utilizou-se o software IBM SPSS Statistics, versão 22 para realizar a análise estatística do estudo, utilizando o Coeficiente de Correlação de Pearson. Os resultados deste estudo evidenciaram que quanto maior o nível de comprometimento motor, menor foi o escore apresentado na ACL, demonstrando que há comprometimento no brincar. Conclui-se que a EIP e a ACL do Modelo Lúdico são instrumentos de avaliação que permitem construir o perfil da capacidade lúdica da criança, de seus interesses e de suas características pessoais, permitindo que o profissional trace o plano de tratamento de acordo com as reais necessidades da criança e seus responsáveis. Sugere-se que novos estudos sejam realizados, a fim de ampliar o número de participantes, além de propor um programa de intervenção, voltado para as dificuldades identificadas nas avaliações padronizadas.

A Paralisia Cerebral (PC) pode gerar dificuldade nas ações do brincar em decorrência das restritas oportunidades, rotina de terapias, barreiras arquitetônicas, inexperiência em brincar com pares, dificuldade no desenvolvimento cognitivo e dificuldade para expressar suas emoções. O objetivo deste estudo foi identificar a relação do brincar entre a habilidade motora grossa, manual e comunicativa de crianças com PC. Participaram do estudo 7 crianças com diagnóstico de PC com idade média de 4 anos e seus respectivos responsáveis. Para coleta de dados foi utilizada a avaliação Modelo Lúdico e os instrumentos Gross Motor Function Measure Classification System (GMFCS), Manual Ability Classification System (MACS), Mini-Manual Ability Classification System for children with cerebral palsy (Mini-MACS), e Sistema de Classificação da Função de Comunicação (CFCS). Para análise dos resultados utilizou-se o software IBM SPSS Statistics, versão 22 para realizar a análise estatística do estudo, utilizando o Coeficiente de Correlação de Pearson. Os resultados deste estudo evidenciaram que quanto maior o nível de comprometimento motor, menor foi o escore apresentado na ACL, demonstrando que há comprometimento no brincar. Conclui-se que a EIP e a ACL do Modelo Lúdico são instrumentos de avaliação que permitem construir o perfil da capacidade lúdica da criança, de seus interesses e de suas características pessoais, permitindo que o profissional trace o plano de tratamento de acordo com as reais necessidades da criança e seus responsáveis. Sugere-se que novos estudos sejam realizados, a fim de ampliar o número de participantes, além de propor um programa de intervenção, voltado para as dificuldades identificadas nas avaliações padronizadas.

 

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Biografia do Autor

Fabiola Antunes da Silva, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Filosofia e Ciências, Marília, SP. Pós-graduanda em Análise do Comportamento Aplicada. Atua em clínica no interior de São Paulo com crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista. É colaboradora do Laboratório de Estudos de Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI), UNESP, Marília.

Camila Boarini dos Santos, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, linha Educação Especial pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Filosofia e Ciências, Marília, SP; Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Filosofia e Ciências, Marília, SP. Possui Aprimoramento e Especialização em Reabilitação e Tecnologia na área de Terapia Ocupacional pela mesma universidade. É colaboradora do
Laboratório de Estudos de Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI).

Maria Mandalena Moraes Sant' Anna, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Doutora em Educação, pela Linha de Pesquisa em Educação Especial, Programa de Pós-Graduação em Educação, linha Educação Especial pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Filosofia e Ciências, Marília, SP. Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente é Coordenadora Pedagógica e Docente Convidada do Curso de Pós-graduação lato sensu em Terapia Ocupacional: Uma Visão Dinâmica em Neurologia da FAMESP, São Paulo.

Aila Narene Dahwache Criado Rocha, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, linha Educação Especial pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Filosofia e Ciências, Marília, SP. Docente do Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e do Programa de Pós Graduação em Educação, UNESP, campus de Marília/SP; Coordenadora do Laboratório de Estudos em Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI).

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Publicado

2021-03-16

Edição

Seção

Fluxo Continuo