Tempo e capital

uma breve ontologia da moderna dominação social

Autores

  • Cíntia Medina Universidade de São Paulo
  • Adriano Parra Universidade Federal do ABC

DOI:

https://doi.org/10.36311/1982-8004.2020.v13n1.p9-36

Palavras-chave:

Tempo, Capital, Valor, Historicidade

Resumo

Há milênios, a humanidade vem-se perguntando sobre a natureza do tempo. Das mais remotas civilizações até a atualidade, o tempo tem sido objeto de curioso fascínio e contemplação. Porém, sua existência social, não obstante sua intangibilidade, torna-se cada vez mais presente em nossos dias. Cumprir prazo, cronometrar tarefas, delimitar durações; a vida cotidiana nos exige, progressivamente, uma aceleração das atividades que desempenhamos aliada à racionalização e fragmentação do próprio devir. Vários autores contemporâneos, como Elias, dedicaram-se a investigar sua natureza social. Contudo, conceberam-na, abstratamente, como uma convenção simbólica de aferição e ordenamento dos acontecimentos, desconsiderando os processos que o levam a assumir seu caráter de dominação no seio da sociedade burguesa. Assim, este artigo procura estabelecer um resgate ontológico do tempo ante à função que exerce no interior do modo de produção capitalista, cujo atual contexto neoliberal subjuga-nos aos ininterruptos ritmos laborais da acumulação.

Submetido em: 04/04/2020
Aceito em: 24/08/2020

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Biografia do Autor

Cíntia Medina, Universidade de São Paulo

Doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento d Pessoal de Nível Superior (CAPES), com ênfase nos estudos sobre a história e os impactos socioeconômicos do modo de produção capitalista contemporâneo sob a esfera da produção cultural.

Adriano Parra, Universidade Federal do ABC

Mestre em Planejamento e Gestão do Território pela Universidade Federal do ABC, com ênfase nos estudos sobre as relações entre a cultura material, o mundo do trabalho e suas manifestações no território.

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Publicado

2021-03-22

Edição

Seção

Dossiê