A formação do espaço capitalista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/2675-3871.2021.v2n5.p77-107

Palavras-chave:

Capital, formação histórica, fetichismo do espaço

Resumo

O artigo faz um retrospecto pelas várias maneiras de ocupação do espaço e sua formação, sua construção antes de chegar ao espaço capitalista e sua específica construção, sua fenomenologia por estruturas econômicas próprias e bastante diversas. Com isso, além de se verificar um percurso histórico, o artigo também verifica este no qual vivemos, sua percepção, seus gerenciamentos dos afetos: é desta maneira que surge, por exemplo, o conceito de fetichismo do espaço como poderosa maneira de gerenciar percepções e suas conceituações sobre a sociedade e o espaço ocupado. O artigo demonstra o espaço como força produtiva e necessidade de sua antropogênese: processo que não significa “humanização” do espaço, mas construção por meio de relações de produção e estruturas de classe. Mostra ainda como as estruturas do capital o produzem constituindo uma força produtiva peculiar de desenvolvimento mais lento; porém, com os desdobramentos industriais o espaço é finalmente subsumido pelo capital.

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Biografia do Autor

Marcelo Micke Doti, CEETEPS (CPS) - Fatec

Professor e pesquisador em regime integral (RJI) do CPS (CEETEPS) do Estado de São Paulo na Faculdade de Tecnologia (Fatec/Campus Mococa) e psicanalista (em formação). O campo intelectual de meus estudos configura-se especialmente nas interfaces entre filosofia da tecnologia, sociedade e formas atuais de sujeição. Isso envolve e articula de maneira muito especial a filosofia, a crítica social e a psicanálise com suas potencialidades de intervenção nesta crítica não sendo apenas, mas também, um campo clínico. Dentro desta perspectiva dá-se, então, estudos relacionados com as TICs e suas modalidades, suas configurações sobre os indivíduos dentro de uma sociedade de controle e de modulação das subjetividades, afetando-as tanto em seu fazer psíquico como também em seus atos educacionais fortemente imbricados. Isto é altamente relevante quando se fala em mundo digital e educação, sobretudo a depender qual o conceito de educação está em evidência: educação como formação e engajamento de sujeitos em complexidades da realidade histórica e social a lhe permear a existência.
Formado em Ciências Econômicas (Unesp/FCLAr), mestrado em Filosofia Política (Unicamp/IFCH), mestrado em Sociologia (Unesp/FCLAr), doutorado em Planejamento de Sistemas Energéticos (Unicamp/FEM) e pós-doutorado em Pesquisas Energéticas (UFABC/CECS).

Sinclair Mallet Guy Guerra

Alcançou o título de livre docente pela Unicamp em 2004, depois do doutoramento em Economia da Energia na Université Paris III (1986), antecedido do mestrado em Economia de Empresas pela FGV (1981), com a graduação em Economia na Universidade de Marília (1966). Destaquem-se também pós-doutorados realizados na Université Laval, no Québec/CA (1992/93) e no CRBC em Paris/FR (2001). Chefe de Gabinete entre 03/2007 e 08/2008 na UFABC, na qual foi admitido mediante concurso de títulos, documentos e provas em agosto de 2006, tendo nessa mesma entidade sido aprovado em concurso para professor titular em dezembro de 2006. É pesquisador PQ/CNPq 2. Parecerista ad-hoc do CNPq e da Fapesp. Desempenhou atividades acadêmicas no DE/FEM/UNICAMP e no PGE/IEE/USP. Entre 2010 e 2012 foi PVNS junto a UNIR/RO. Tem experiência em Economia da Energia, com ênfase em Planejamento e Operação de Sistemas Energéticos e Economia dos Combustíveis Fósseis, atuando em várias de suas vertentes.

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Publicado

2021-08-28