Edições anteriores

  • RFM 4

    jan./abr. 2021 - Capitalismo e Racismo: a práxis negra
    n. 4

    Chegamos ao quarto número de nossa Revista Fim do Mundo em um momento de agravamento da presente crise civilizatória que vivemos. Considerando o caráter inerentemente cíclico do processo de acumulação de capital e as características do capitalismo contemporânea, ainda estamos sob os efeitos da crise mundial que estourou em 2007/2008, somada a uma interminável crise sanitária. A resposta a esta crise tem sido o aprofundamento, do ponto de vista global, da dependência das economias periféricas na lógica de acumulação de capital; e do ponto de vista nacional, das reformas neoliberais à classe trabalhadora, configurada como um desmanche do estado democrático de direito e retrocesso das conquistas dos trabalhadores no último século.

    No Brasil, com o golpe institucional de 2016 e a crise gerada pela pandemia, esse ”ajuste” da crise à classe trabalhadora, implica no aumento sobremaneira do peso sobre a população negra que historicamente é a mais explorada no país, a velha socialização das perdas na particularidade escravocrata de nossa formação social. Nesse sentido, faz-se necessário uma leitura conjuntural e estrutural da racialização da classe, como particularidade da constituição das relações sociais de produção no Brasil, indicando uma perspectiva crítica frente o Capital.

  • RFM3

    set./dez. 2020 - Pandemia e Revolução
    n. 03

    A pandemia da Covid-19 que vem varrendo o mundo neste ano de 2020 é o tema de nossa edição número 3 da Revista Fim do Mundo. Aparentemente o vírus atinge todos por igual, mas esta assertiva não resiste a uma análise um pouco mais acurada, pois já está claro que a classe trabalhadora é a principal vítima de todos os aspectos que se somam: crise sanitária, crise ambiental, crise econômica, ou seja, é a complexificação da crise estrutural do capital. A falta de leitos no setor público fica mais evidente naqueles países onde a extrema direita pode demonstrar suas aptidões genocidas, tanto no que se refere aos mortos por doenças, quanto ao tradicional massacre dos povos negros e dos pobres nas periferias, guetos de imigrantes, favelas etc. No Brasil a conjunção das duas crises já matou mais de 150 mil pessoas e atualmente coloca mais da metade dos jovens aptos a trabalhar no desemprego, além de lançar milhões de pessoas na barbárie da extrema pobreza.

  • RFM 2

    mai./ago. 2020 - Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital
    n. 02

    Esta edição número 2 abriga um dossiê temático sobre Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital e tem como objetivo discutir os temas que decorrem destas duas categorias, tal como elas se apresentam mutuamente determinadas. Muito oportuno o debate frente ao atual momento histórico francamente instável, como mais um capítulo da crise do capital, que se expressa agora adicionalmente, mas não exclusivamente, na forma da pandemia da COVID-19.

  • RFM

    jan./abr. 2020 - O Fim do Mundo
    n. 01

    A Revista Fim do Mundo neste primeiro número traz aos leitores um conjunto de trabalhos encomendado com autores que desenvolvem pesquisas do âmbito do “Fim do Mundo” como apresentamos em nosso Editorial. Estes trabalhos buscam preencher um largo espectro de debates necessários para iniciarmos uma trajetória de pensamento social envolvendo grande parte dos pesquisadores dedicados a pensar uma sociedade para além do capital.