Edições anteriores

  • RFM5

    Revolução e Contra Revolução
    n. 5

    Chegamos à quinta Edição da Revista Fim do Mundo ainda em meio à luta por sobrevivência frente a maior crise social e sanitária da história da humanidade. Os dilemas de um ano e meio de pandemia submeteram os trabalhadores ao fio da navalha da sua capacidade de reprodução social, trazendo à baila, mais do que nunca, a emergência de se organizar uma profunda transformação no modo de vida predominante, a fim de superar o domínio do capital. A revolução foi uma forma inventada pela humanidade para se livrar da opressão, principalmente aquela que emana do cerceamento da liberdade em suas múltiplas dimensões existenciais da vida. Como um ideal emancipador, a revolução também supõe sua prática constante, em que as etapas presentes de consolidação, pavimentam os patamares futuros, mais elevados, do encontro do ser-humano consigo mesmo. Uma revolução cuja raiz só pode ser alcançada na força suficiente para romper os grilhões que bloqueiam as reais demandas humanas de emancipação, como o próprio Marx nos ensina: “uma revolução radical só pode ser a revolução de necessidades reais”. Para cada lance revolucionário, no entanto, as prisões da opressão – se não forem inteiramente destruídas, também se renovam na forma de contrarrevolução, até mesmo preventivamente.

     

  • RFM 4

    jan./abr. 2021 - Capitalismo e Racismo: a práxis negra
    n. 4

    Chegamos ao quarto número de nossa Revista Fim do Mundo em um momento de agravamento da presente crise civilizatória que vivemos. Considerando o caráter inerentemente cíclico do processo de acumulação de capital e as características do capitalismo contemporânea, ainda estamos sob os efeitos da crise mundial que estourou em 2007/2008, somada a uma interminável crise sanitária. A resposta a esta crise tem sido o aprofundamento, do ponto de vista global, da dependência das economias periféricas na lógica de acumulação de capital; e do ponto de vista nacional, das reformas neoliberais à classe trabalhadora, configurada como um desmanche do estado democrático de direito e retrocesso das conquistas dos trabalhadores no último século.

    No Brasil, com o golpe institucional de 2016 e a crise gerada pela pandemia, esse ”ajuste” da crise à classe trabalhadora, implica no aumento sobremaneira do peso sobre a população negra que historicamente é a mais explorada no país, a velha socialização das perdas na particularidade escravocrata de nossa formação social. Nesse sentido, faz-se necessário uma leitura conjuntural e estrutural da racialização da classe, como particularidade da constituição das relações sociais de produção no Brasil, indicando uma perspectiva crítica frente o Capital.

  • RFM3

    set./dez. 2020 - Pandemia e Revolução
    n. 03

    A pandemia da Covid-19 que vem varrendo o mundo neste ano de 2020 é o tema de nossa edição número 3 da Revista Fim do Mundo. Aparentemente o vírus atinge todos por igual, mas esta assertiva não resiste a uma análise um pouco mais acurada, pois já está claro que a classe trabalhadora é a principal vítima de todos os aspectos que se somam: crise sanitária, crise ambiental, crise econômica, ou seja, é a complexificação da crise estrutural do capital. A falta de leitos no setor público fica mais evidente naqueles países onde a extrema direita pode demonstrar suas aptidões genocidas, tanto no que se refere aos mortos por doenças, quanto ao tradicional massacre dos povos negros e dos pobres nas periferias, guetos de imigrantes, favelas etc. No Brasil a conjunção das duas crises já matou mais de 150 mil pessoas e atualmente coloca mais da metade dos jovens aptos a trabalhar no desemprego, além de lançar milhões de pessoas na barbárie da extrema pobreza.

  • RFM 2

    mai./ago. 2020 - Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital
    n. 02

    Esta edição número 2 abriga um dossiê temático sobre Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital e tem como objetivo discutir os temas que decorrem destas duas categorias, tal como elas se apresentam mutuamente determinadas. Muito oportuno o debate frente ao atual momento histórico francamente instável, como mais um capítulo da crise do capital, que se expressa agora adicionalmente, mas não exclusivamente, na forma da pandemia da COVID-19.

  • RFM

    jan./abr. 2020 - O Fim do Mundo
    n. 01

    A Revista Fim do Mundo neste primeiro número traz aos leitores um conjunto de trabalhos encomendado com autores que desenvolvem pesquisas do âmbito do “Fim do Mundo” como apresentamos em nosso Editorial. Estes trabalhos buscam preencher um largo espectro de debates necessários para iniciarmos uma trajetória de pensamento social envolvendo grande parte dos pesquisadores dedicados a pensar uma sociedade para além do capital.