Formas de organização do trabalho

apontamentos para uma “anti-sociologia do trabalho”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/1982-8004.2008.v1n2.1177

Palavras-chave:

mundialização, organização do trabalho, fordismo

Resumo

A globalização, ou mundialização, compreende o avanço da forma de sociabilidade capitalista pelo globo a partir de uma lógica produtiva universal, que combinada às particularidades regionais, compreende a transformação das relações sociais. Os variados métodos de gestão organizacional atuam como disciplinadores do trabalho e extrapolam a dinâmica do processo produtivo, assumindo caráter social. Fordismo, taylorismo e toyotismo são expressões particulares de um mesmo fenômeno: o controle do processo de trabalho pela dinâmica da acumulação. Nesta perspectiva, analisar tais fenômenos sob a ótica etapista ou sem observar as conexões entre processos de ruptura com continuidade, conduz à interpretações limitadas ou equivocadas que não consideram a essência social dos fenômenos, restringindo-os ao espaço produtivo. Daí a importância de um enfoque que considere a mundialização capitalista em consonância com as transformações das relações sociais de trabalho, entendidas como expressões históricas que se articulam dialeticamente.

Biografia do Autor

  • Erika Batista, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

     Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista, UNESP/ Marília (2007), especialista em Gestão de Recursos Humanos e Psicologia Organizacional pela Universidade Metodista de São Paulo, UMESP/ Sâo Bernardo do Campo (2004) e bacharel em Ciências Sociais também pela UNESP/ Marília (2001).

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Publicado

2008-06-10

Edição

Seção

Miscelânea

Como Citar

Formas de organização do trabalho: apontamentos para uma “anti-sociologia do trabalho”. Revista Aurora, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 38–46, 2008. DOI: 10.36311/1982-8004.2008.v1n2.1177. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/aurora/article/view/1177.. Acesso em: 15 jun. 2024.