Trabalho estranhado, americanismo e fordismo
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Palavras-chave

Trabalho
Estranhamento
Fordismo
Cinema

Como Citar

Trabalho estranhado, americanismo e fordismo: análise crítica da obra fílmica a nós a liberdade. Revista Aurora, [S. l.], v. 7, n. 2, p. 35–48, 2014. DOI: 10.36311/1982-8004.2014.v7n2.3849. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/aurora/article/view/3849.. Acesso em: 23 jul. 2024.

Resumo

No filme A Nous la Liberte (1931) do cineasta francês René Clair, as personagens Émile e Louis são os chamados "vagabundos", como o Carlitos de Chaplin em Tempos Modernos (1936), e que portanto cultivam valores pré-modernos, da liberdadee do companheirismo. Na referida obra cinematográfica, o diretor Clair expõe a lógica da sociedade do trabalho estranhado e suas impostações factuais, que alienam os homens do verdadeiro sentido da vida, a real liberdade. O presente artigo propõe uma análise crítica da obra fílmica de Clair, nos apropriando da metodologia Tela Crítica de forma a utilizarmos A Nós A Liberdade como ferramenta de compreensão e entendimento do desenvolvimento da sociedade burguesa descrita em "Americanismo e Fordismo" (1934) de Antonio Gramsci que passa a ser, portanto, nosso texto-base para compor tal dinâmica de análise crítica visto que a obra de Clair e o escrito de Gramsci são contemporâneos. A apropriação crítica (e compreensiva) do cinema permite por um lado, a apreensão da forma e do sentido das obras fílmicas em questão e por outro, contribui para o desenvolvimento do complexo teóricocategoral utilizado pelo sujeito que se faz público-como-classe. O que significa que a análise crítica de filmes pode contribuir com o desenvolvimento das ciências sociais e do cinema para uma percepção além da tela, pois partimos da visão estética lukasciana de que a arte é uma atividade que parte da vida cotidiana para, em seguida, a ela retornar, o que produz, nesse movimento dialético, uma elevação na consciência sensível dos homens.
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Referências

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GRAMSCI, Antonio (1891-1937). 1 Americanismo e fordismo. 2 Quaderni Del carcere. 3. Tradução: Gabriel Bogossian. 4 Notas Alvaro Bianchi. São Paulo: Editora Hedra, 2010.

LUKÁCS, György. Arte e Sociedade: escritos estéticos 1932-1967. Organização, apresentação e tradução Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Netto. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009. (Pensam- ento Crítico, 13)

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MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Editora Boitempo, 2004.14

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Copyright (c) 2014 Revista Aurora

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