A crise estrutural e reconfiguração do capitalismo global

Autores

  • Francisco Luiz Rodrigues CORSI

DOI:

https://doi.org/10.36311/1982-8004.2009.v2n2.1210

Resumo

Desde agosto de 2007, o capitalismo global vive uma crise estrutural de grandes proporções, cuja causa imediata foi o estouro da bolha de títulos imobiliários nos EUA. O estouro da bolha se alastrou rapidamente para o sistema financeiro e para a economia em escala mundial. O epicentro irradiador da crise é o próprio coração do sistema e não mais a periferia, como nos anos 1990. A forte queda do movimento especulativo com ações na Nasdaq, em 2000, foi o primeiro prenúncio de que a crise sistêmica tinha alcançado o núcleo do capitalismo. Embora o contexto histórico seja bem diverso, o desenrolar da crise atual guarda certas semelhanças com a de 1929, que foi, pouco a pouco, se agravando e atingiu o auge em 1932 e 1933. Contudo, a atual crise de sobreacumulação de capital não repete as que a antecederam. Cada uma tem suas próprias e múltiplas determinações. Porém, como no passado, o capitalismo, tudo indica, reagirá à crise se reestruturando.

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Publicado

2009-07-20

Edição

Seção

Especial