A ideia de composição nos Salões de Diderot

Autores

  • Arlenice Almeida da Silva Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2021.v44n2.03.p33

Palavras-chave:

Diderot, Greuze, Vernet, Sublime, Unidade, Variedade.

Resumo

O artigo examina a noção de “unidade na variedade” na filosofia e crítica de  arte de Diderot. Em diálogo com os ensaios publicados na coletânea intitulada Esthétiques de Diderot, de 2015, na qual vários especialistas examinam  a  atualidade da estética materialista do filósofo, este artigo aproxima as noções de unidade  apresentadas na Enciclopédia com os usos e sentidos do termo nos Salões. Pretende-se mostrar como Diderot rompe gradativamente com a epistemologia clássica ao pensar a obra com uma unidade instável, ligada ao tempo e que se constitui apenas no fazer da obra; especificamente, pretende-se ressaltar o tratamento dado à variedade nas obras de Greuze e Vernet, procedimento que aproxima a crítica de arte de Diderot de elementos modernos, tais como os conceitos de sublime e de autonomia da arte, os quais indiciam a relevância da sua filosofia da arte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Arlenice Almeida da Silva, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP

Professora de Estética e Filosofia da Arte do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP – Brasil. Membro da Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII (ABES-18).

Referências

ARANTES, P. E. Um departamento francês de ultramar. Estudos sobre a formação da cultura filosófica uspiana (Uma experiência nos anos 60). São Paulo: Paz e Terra, 1994.

BOLZANI FILHO, R. Sobre filosofia e filosofar. Discurso, v. 35, 2005, p. 29-59.

CHAUI, M. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004.

CHAUI, M. Texto e contexto: a dupla lógica do discurso filosófico. Cadernos Espinosanos, n. 37, 2017, p. 15-31.

COSTA, J. C. Contribuição à História das Ideias no Brasil. O desenvolvimento da filosofia no Brasil e a evolução história nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956.

DE LIBERA, A. Retour de la philosophie médiévale? Le débat, Paris, v. 72, n. thématique: La philosophie qui vient, nov./dez.1992, p. 155-195.

FIGUEIREDO, V. (org.). Filosofia: temas e percursos. 2. ed. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2016.

PANACCIO, C. Les Mots, les Concepts et les Choses: La Sémantique de Guillaume d'Occam et le Nominalisme d'aujourd'hui. Montréal-Paris: Bellarmin-Vrin, 1991 (Analytiques, 3).

PANACCIO, C. De la reconstruction en histoire de la philosphie. In: BOSS, G. (éd.). La philosophie et son histoire: essais et discussions. Zurique: Grand Midi, 1994, p. 173-195.

PORCHAT, O. O conflito das filosofias. In: PORCHAT, O. Vida comum e ceticismo. São Paulo: Brasiliense, 1993 [1. ed., Brasiliense, 1981, Col. Almanaque].

PORCHAT, O. Meu ceticismo. Discurso, v. 46, n. 2, 2016, p. 7-36.

PRADO JÚNIOR, B. O problema da filosofia no Brasil. In: PRADO JÚNIOR, B. Alguns Ensaios: Filosofia, Literatura e Psicanálise. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p. 153-71.

SACRINI, M.; MARCO, V. de. Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto 'Práticas de leitura e escrita acadêmicas. Estudos avançados, São Paulo, v. 32, n. 93, maio/ago. 2018.

SILVA FILHO, W. (org.). O ceticismo e a possibilidade da filosofia. Ijuí: Editora Unijuí, 2005.

TERRA, R. R. Não se pode aprender filosofia, pode-se apenas aprender a filosofar. Discurso, v. 40, 2013, p. 9-38.

Recebido: 05/8/2020 - Aceito: 07/9/2020

Downloads

Publicado

2021-06-25 — Atualizado em 2021-08-27

Como Citar

Silva, A. A. da . (2021). A ideia de composição nos Salões de Diderot. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 44(2), 33–58. https://doi.org/10.1590/0101-3173.2021.v44n2.03.p33

Edição

Seção

Artigos e Comentários