https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/issue/feed TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia 2020-09-14T08:07:58-03:00 Marcos Antonio Alves transformacao.marilia@unesp.br Open Journal Systems <p>A <em>Trans/Form/Ação: Revista de Filosofia</em>&nbsp;tem por missão publicar, por meio impresso e eletrônico, textos de excelência em filosofia ou de relevância filosófica, socializando&nbsp; e ampliando o conhecimento, buscando promover o debate e a interlocução de ideias. O conteúdo dos textos é exposto em forma de artigos, resenhas, traduções, além de entrevistas aplicadas a profissionais cujos papéis concernem à relevância da produção e dedicação à área filosófica. Todas as formas de publicação obedecem à variedade temática, metodológica e de época, mantendo-se, com isso, o respeito às diversas tendências do conhecimento filosófico, assim como às diversas orientações de pensamento.</p> https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10934 Transformação v. 43, n. 3, 2020 2020-09-14T06:22:55-03:00 Equipe Editorial transformacao.marilia@unesp.br 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10931 Apresentação 2020-09-14T06:22:56-03:00 Marcos Antonio Alves marcos.a.alves@unesp.br <p>Com alegria, apresentamos o terceiro número do volume 43 da Trans/Form/Ação: revista de filosofia da Unesp. Do total de 12 artigos aqui publicados, dois são escritos em espanhol, um deles em francês e os demais na língua portuguesa. Este número também socializa uma entrevista com o filósofo francês Renaud Barbaras. Os autores brasileiros deste fascículo são oriundos de todas as regiões do Brasil, representadas pelo Distrito Federal e pelos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já os estrangeiros estão vinculados a instituições da Argentina e do Chile.&nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10948 Normas para publicação 2020-09-14T06:23:01-03:00 Revista TRANS/FORM/AÇÃO labeditorial@marilia.unesp.br <p>Normas de submissão e avaliação. Normas para apresentação dos originais</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10650 Entrevista com Renaud Barbaras 2020-09-14T08:07:58-03:00 Paulo César Rodrigues paulo.c.rodrigues@unesp.br Fabrício Rodrigues Pizelli fabricioreino@hotmail.com Renaud Barbaras renaudbarbaras@orange.fr Gabriel Gurae Guedes Paes ggurae@yahoo.com.br <p>Em março de 2020, pouco antes do início da quarentena, ocasionada pela evolução da pandemia de COVID-19, Fabrício Rodrigues Pizelli, aluno do curso de Filosofia da UNESP-Marília, em estágio de pesquisa na França, juntamente com Gabriel Gurae Guedes Paes, ex-aluno do curso de Filosofia da UNESP e doutorando na UFSCar, ambos em Paris, realizaram uma entrevista&nbsp;com um dos principais nomes da fenomenologia contemporânea: Renaud Barbaras.&nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8670 Desfamiliarização e ficção científica 2020-09-14T06:22:56-03:00 Caroline Elisa Murr caromurr@gmail.com <p style="text-indent: 2cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 150%;" align="justify"><span style="color: #000000;">O presente artigo propõe uma descrição da construção dos objetos literários na experiência humana, tomando como base as ideias de Erwin Schrödinger para a construção da realidade, publicadas em seus escritos filosóficos de 1928 a 1964. Sugere-se que a construção de tais objetos pode ser descrita por um processo parecido com o de resgate de invariantes e a construção de objetos científicos, na abordagem schrödingeriana, mas que essa abordagem não é suficiente para explicar alguns casos. É preciso incluir, então, a conceituação de desfamiliarização, proposta por Viktor Shklovsky em 1917 e revisitada por Sally Banes em 2003. Essa concepção consiste basicamente em tornar estranho o que é familiar, provocando a atenção na sua direção e despertando a consciência, em uma experiência marcante. A desfamiliarização mostra-se adequada para descrever os momentos em que há quebra de expectativas e por vezes também resgate de sensações. Este trabalho explora, ainda, exemplos que ilustram esses processos, estudando trechos de algumas obras de ficção científica, com ênfase em objetos científicos que são resgatados na ficção. Esta análise mostra que esses objetos também sofrem desfamiliarização, e que esta se dá de forma ligeiramente distinta dos objetos cotidianos. Além disso, especificidades do gênero escolhido encontradas em alguns dos trechos examinados sugerem que a desfamiliarização pode ocorrer de maneira peculiar, mais acentuada, na leitura de ficção científica.</span></p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10932 Comentário ao artigo Desfamiliarização e ficção científica: uma abordagem de base schröndigeriana à construção do objeto literário 2020-09-14T06:22:57-03:00 Pedro Pricladnitzky pricladnitzky@gmail.com <p>O texto “Desfamiliarização e ficção científica: uma abordagem de base schröndigeriana à construção do objeto literário” apresenta instigantes considerações sobre a construção de objetos científicos e a sua relação com obras de ficção. A comparação entre ficção e ciência nos remete, por sua vez, a uma série de questões relacionadas aos elementos centrais da reflexão filosófica da atividade científica: pode a ficção científica ser um instrumento relevante para a filosofia da ciência? O que um gênero literário, de cinema e entretenimento em geral poderia nos ensinar acerca das nossas ferramentas especulativas?</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8094 A dimensão literária do diagnóstico do presente em Foucault 2020-09-14T06:22:57-03:00 Daniel Verginelli Galantin d.galantin@gmail.com <p>Neste artigo propomos uma investigação sobre a definição foucaultiana do papel da filosofia enquanto a construção de um diagnóstico do presente. Sustentamos que o pensamento de Foucault em torno à figura do diagnóstico incorpora algumas de suas considerações sobre a linguagem e literatura modernas. Destacamos essa apropriação notadamente os partir dos temas do apagamento do rosto, a relação entre linguagem e morte, e seu artigo sobre Georges Bataille. Para sustentar essa hipótese de leitura, elencamos uma série de encadeamentos e deslocamentos de ideias em textos de diferentes momentos de Foucault, o que sugere a existência de uma dimensão literária do diagnóstico. Terminamos apresentando algumas repercussões ético-políticas de todas essas considerações em alguns de seus textos derradeiros, de modo a sugerir que sua relação com o pensamento literário é profunda, podendo ser encontrada em suas considerações sobre história e sobre o funcionamento de seus próprio livros enquanto livros-experiência.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10933 Comentário ao artigo “A dimensão literária do diagnóstico do presente em Foucault” de Daniel Verginelli Galantin 2020-09-14T06:22:57-03:00 Helton Adverse heltonadverse@hotmail.com <p>“Não me pergunte quem eu sou nem me diga para permanecer o mesmo: é uma moral de estado civil, ela rege nossos papéis. Que ela nos deixe livres quando se trata de escrever”, diz Foucault (1969, p. 28). Essa famosa passagem, que encerra a Introdução de A arqueologia do saber, é relembrada por Daniel Verginelli Galantin (daqui em diante, DVG), em seu belo artigo sobre a dimensão literária do diagnóstico do presente em Michel Foucault. Ela é muito bem escolhida. Afinal de contas, Foucault não apenas reivindicou a liberdade da escrita filosófica, mas efetivamente a praticou, não hesitando em mudar a direção de suas pesquisas e seus métodos de análise, quando considerava necessário. E o mais importante é que essas mudanças de&nbsp;percurso, longe de colocarem seu trabalho sob o risco da contradição, estão incorporadas em sua filosofia.&nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10935 Comentário ao artigo “A dimensão literária do diagnóstico do presente em Foucault” de Daniel Verginelli Galantin 2020-09-14T06:22:57-03:00 Adriano Correia correiaadriano@yahoo.com.br <p>Em texto publicado em 1984, pouco antes de sua morte, Foucault volta-se uma vez mais para o clássico texto de Kant sobre a Aufklärung, que assume para ele uma decisiva centralidade na autocompreensão de sua própria tarefa e trajetória como filósofo. Em seu texto, Kant se empenha por compreender o presente buscando antes pela diferença que ele instaura em relação ao passado, em vez de procurar compreendê-lo a partir de alguma totalidade ou de alguma realização futura. Foucault acaba por indicar que independentemente de o diagnóstico de Kant de uma saída da menoridade poder não ser tomado por acurado em nossos dias, resta claro que em sua interrogação sobre o presente e sobre nós mesmos ele revelou um modo de filosofar que não teria perdido sua atualidade e seu vigor. Foucault conclui indicando que a ontologia crítica de nós mesmos “tem de ser compreendida como uma atitude, um êthos, uma vida filosófica em que a crítica do que somos é simultaneamente a análise&nbsp;histórica dos limites que nos são impostos e um experimento com a possibilidade de ir além deles” (FOUCAULT, 1984, p. 50).</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8116 La différence phénoménologique selon Barbaras et Marion. 2020-09-14T06:22:58-03:00 Eric Pommier ericspommier@hotmail.fr <p>Cet article se propose de proposer les conditions d’une confrontation entre la phénoménologie de la donation de Jean-Luc Marion et l’ontologie de la vie de Renaud Barbaras. Cela suppose d’établir un certain plan de convergence à propos du projet d’une description de l’apparaître pur, de la méthode et de la conception "événementiale" du phénomène et du sujet afin de faire valoir une divergence quant à la question de la naissance transcendantale du sujet.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10937 Comentário "La différence phénoménologique selon Barbaras et Marion (Projet, méthode et ligne de tension)" 2020-09-14T06:22:58-03:00 Rodrigo Alvarenga alvarenga.rodrigo@pucpr.br <p>Diante da cisão radical entre sujeito e objeto, aprofundada pela ontologia moderna como uma forma de alcançar a objetividade do conhecimento científico, a fenomenologia se coloca como um método de investigação que pretende descrever a experiência do sorrir, de tal modo que recupere o sentido do ato originário, cujo extremo subjetivismo ou objetivismo comprometeu. Que o sorriso não é pura expressão de um sujeito solipsista ou simplesmente a manifestação neurofisiológica de um estímulo exterior, mas algo que se deve compreender justamente naquilo que se encontra não reduzido ao sujeito&nbsp;ou ao objeto, parece-nos evidente. Contudo, como ter acesso a esse campo originário da experiência do mundo sensível, sem que esse campo se objetifique pela própria descrição e reinstaure os prejuizos clássicos do subjetivismo e do objetivismo? Seria possível fazer filosofia sobre uma experiência já perdida no tempo e que apenas ganha sentido enquanto fenômeno de expressão?</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8734 A Tese da mente estendida à luz do externismo ativo 2020-09-14T06:22:58-03:00 Eros Moreira de Carvalho eros.carvalho@ufrgs.br <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify">A tese da mente estendida sustenta que alguns estados mentais e processos cognitivos se estendem para além do cérebro e do corpo do indivíduo. Itens externos ao organismo ou ações envolvendo a exploração ou manipulação do ambiente externo podem constituir, em parte, alguns estados mentais ou processos cognitivos. No artigo inaugural de Clark e Chalmers, “The Extended Mind”, essa tese recebe apoio do <em>princípio da paridade</em><span style="font-style: normal;"> e do </span><em>externismo ativo. </em><span style="font-style: normal;">No artigo dos filósofos, é dada maior ênfase ao princípio da paridade, que é apresentado como neutro em relação à natureza da cognição. Seria uma vantagem que as extensões propostas não envolvessem uma reforma da nossa concepção pré-teórica de cognição. Neste artigo, proponho que maior ênfase seja dada ao externismo ativo, </span><span style="font-style: normal;">o qual</span><span style="font-style: normal;"> não é neutro em relação à natureza da cognição. Embora esse movimento possa parecer desvantajoso, ele é necessário para a correta compreensão e defesa do caso Otto. </span><span style="font-style: normal;">O princípio da paridade não dá conta da</span><span style="font-style: normal;"> crítica de </span><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;">W</span></span></span><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US"><span style="font-style: normal;">eiskopf </span></span></span><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">de que os registros no caderno de notas de Otto não são responsiv</span></span><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">o</span></span><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">s a razões. </span></span><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;">Para responder a essa crítica, temos de mobilizar o externismo ativo e a consequente compreensão da cognição que ele envolve.</span></span></p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8020 O tempo como critério de verificação da possibilidade do discurso filosófico 2020-09-14T06:22:58-03:00 Estevão Lemos Cruz estevaolemoscruz@yahoo.com.br <p>O objetivo principal do presente estudo é identificar o tempo como o critério de verificação da possibilidade de um discurso filosófico, isto é, de uma possibilidade discursiva ser capaz de falar adequadamente acerca das palavras fundamentais. Para tanto, interessará mostrar como o tempo é o elemento vinculador das condições de possibilidade do enunciado em geral e como este se fundamenta na estrutura imprópria da temporalidade. Tal prerrogativa é o que inviabiliza o enunciado tratar adequadamente qualquer palavra fundamental. Caberá, então, afirmar que somente uma possibilidade discursiva que se fundamente na estrutura própria da temporalidade poderá ter um acesso adequado às palavras fundamentais.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10938 Comentário ao artigo "O tempo como critério de verificação da possibilidade do discurso filosófico" 2020-09-14T06:22:58-03:00 Augusto B. de Carvalho Dias Leite augustobrunoc@yahoo.com.br <p>Penso ser ocioso reiterar as qualidades do texto de Estevão Lemos Cruz, que possui precisão filológica e um argumento em boa medida original. Para o leitor atento, tal artigo é uma importante contribuição para se pensar, segundo as palavras do autor, o fato de que "[...] o tempo é o elemento vinculador das condições de possibilidade da predicação e que só pode haver algo assim como o enunciado na medida em que há temporalidade; [no entanto, a predicação] é incapaz de expor adequadamente tanto o próprio tempo quanto todas as outras palavras fundamentais”, porque “o enunciado se fundamenta na estrutura imprópria da temporalidade (CRUZ, 2020, p. 183)." Trata-se, portanto, do desdobramento de uma conhecida tese que abre novos horizontes para o pensamento filosófico nos anos 1920, descoberta pelo hercúleo trabalho de Martin Heidegger, a saber, ser é tempo</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8669 El Iusnaturalismo frente a la ley de Hume 2020-09-14T06:22:59-03:00 Felipe Francisco Widow Lira ffwidow@uc.cl <p>Según autores como Grisez y Finnis, la teoría clásica de la ley natural es inmune a la crítica contenida en el argumento de la <em>ley de Hume</em>, porque aquella teoría no aspira a derivar la ética de la metafísica, ni los enunciados prácticos de enunciados fácticos. La autonomía de la razón práctica, sostienen estos autores, permite una explicación de la teoría de la ley natural que no exige ningún recurso a la metafísica o a cualquier otro conocimiento teórico de la naturaleza. Esta tesis ha sido fuertemente discutida por autores vinculados al <em>neo-tomismo</em> que niegan la validez de la regla lógica expresada en la <em>ley de Hume</em>. Sin embargo, tanto los autores de la <em>New Natural Law Theory</em> como sus críticos parecen comprender equívocamente la <em>ley de Hume, </em>pues no consideran adecuadamente los supuestos nominalistas y empiristas desde los que tal <em>ley</em> es formulada por la filosofía analítica.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/9295 Liberdade democrática como desenvolvimento de si, resistência à opressão e à injustiça epistêmica 2020-09-14T06:22:59-03:00 Gustavo Hessmann Dalaqua gustavodalaqua@yahoo.com.br <p>O artigo busca elaborar um conceito de liberdade democrática como desenvolvimento de si, resistência à opressão e à injustiça epistêmica mediante engajamento crítico com as obras de Paulo Freire, Amílcar Cabral e Augusto Boal. No pensamento dos três autores, democracia, liberdade e desenvolvimento de si constituem uma tríade de mútua influência, de sorte que o pleno exercício de quaisquer destes itens é impossível na ausência de qualquer um dos outros dois. Trata-se de mostrar, ademais, a maneira pela qual a opressão é compreendida nos trabalhos dos três pensadores como o oposto da liberdade, e a injustiça epistêmica, como uma dimensão psíquica da opressão.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10939 Da liberdade democrática à vontade de potência: comentários ao texto de Gustavo Hessmann Dalaqua 2020-09-14T06:22:59-03:00 Emília Carvalho Leitão Biato emiliacbiato@yahoo.com.br <p>O artigo de Gustavo Hessmann Dalaqua – Liberdade democrática como desenvolvimento de si, resistência à opressão e à injustiça epistêmica – propicia uma discussão sobre a noção de liberdade democrática, conforme Freire, Cabral e Boal, a partir de provocações que encontro numa perspectiva nietzschiana sobre luta de forças e vontade de potência. A leitura é instigante e dá o que pensar, perguntar, desdobrar. Destaco o valor atribuído ao processo de conscientização – de entendimento de si e de sua condição – que contribui para que o oprimido tenha clareza das possibilidades de resistência e de ocupação de espaços justos. A conscientização é tomada como fator relevante ao processo de mudança e de prática de liberdade.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10940 Comentário Quatro teses acerca de Liberdade democrática como desenvolvimento de si, resistência à opressão e à injustiça epistêmica 2020-09-14T06:22:59-03:00 Neiva Afonso Oliveira neivaafonsooliveira@gmail.com <p>Pretendo, neste ensaio, impulsionada e motivada pela leitura que fiz do artigo do Professor Gustavo Hessmann Dalaqua, lançar quatro teses gerais que interconectam os conceitos tratados no texto. A primeira tese compila uma retomada teórica do conceito de democracia, por meio de uma abordagem que fará com que os leitores, de alguma forma, se sintam situados e colocados frente a frente com os demais conceitos – desenvolvimento de si, resistência à opressão e injustiça epistêmica. A segunda, a terceira e a quarta teses trarão apontamentos sobre esses conceitos, desde uma metodologia relacional, e focalizarão aspectos de intertextualidade, o que pode ser salutar para o tipo de argumentação levada a cabo em um Ensaio como este.&nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/8629 Valores, Verdade e Investigação 2020-09-14T06:22:59-03:00 Ivan Ferreira da Cunha clockwork.ivan@gmail.com <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Este artigo apresenta um referencial pragmatista para compreender o estatuto epistêmico da valoração que é produzida na reflexão acerca das consequências sociais de propostas científicas e tecnológicas. O problema é posto seguindo as considerações de Bertrand Russell sobre o impacto da ciência na sociedade<span style="font-style: normal;">. Russell argumenta que a valoração de arranjos sociais fica fora dos limites do conhecimento, porque valorações não podem ser verdadeiras ou falsas em sentido correspondencial. Isso leva o pensamento social a um impasse, pois não se pode saber que dado arranjo social seria indesejável ou inadequado. Este artigo esboça uma alternativa a partir dos trabalhos sobre valoração de Clarence Irving Lewis tomados em continuidade com a teoria da investigação de John Dewey. </span><span style="font-style: normal;">E</span><span style="font-style: normal;">ste referencial alternativo </span><span style="font-style: normal;">assume </span><span style="font-style: normal;">noções epistêmicas de verdade e justificação, </span><span style="font-style: normal;">o que permite que </span><span style="font-style: normal;">valorações </span><span style="font-style: normal;">possam ser</span><span style="font-style: normal;"> concebidas em contextos de investigação e, assim, como objetos de conhecimento.</span></span></p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10941 Comentário a “Valores, verdade e investigação: uma alternativa pragmatista ao não cognitivismo de Russell” 2020-09-14T06:23:00-03:00 Vinícius França Freitas ffvinicius@yahoo.com.br <p>O artigo ‘Valores, verdade e investigação: uma alternativa pragmatista ao não cognitivismo de Russell’, de autoria de Ivan Ferreira da Cunha, em uma apresentação clara e objetiva, propõe uma teoria pragmatista do conhecimento inspirada nos trabalhos de Clarence Lewis e John Dewey. A teoria proposta pelo autor teria o mérito de permitir a avalição do estatuto epistêmico de juízos valorativos, como, por exemplo, “um arranjo social de determinado tipo é benéfico/agradável/utópico”. Em pensamentos como o de Bertrand Russell, apoiados sobre uma noção correspondencial de verdade, juízos valorativos como esses não seriam passíveis de avaliação do ponto de vista epistêmico: enquanto juízos subjetivos, permanecendo no domínio das preferências pessoais, eles não guardariam qualquer correspondência com a realidade. Cunha nota, no entanto, que cada um de nós tem uma intuição de que esses juízos constituem conhecimento. Por exemplo, temos a “sensação” de que os juízos valorativos do próprio Russell – e também de Aldous Huxley – sobre os impactos negativos dos avanços tecnológicos em sociedades futuras&nbsp;são verdadeiros. A teoria pragmatista proposta pelo autor pretende explicar o estatuto epistêmico desses juízos que intuitivamente aceitamos como conhecimento.&nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10942 Comentário ao artigo "Valores, Verdade e Investigação: uma alternativa pragmatista ao não cognitivismo de Russell." 2020-09-14T06:23:00-03:00 Susana de Castro decastrosusana@terra.com.br <p>Em seu texto, Ivan F. da Cunha apresenta um dos maiores embates da filosofia contemporânea, a saber, a divisão entre realistas e não realistas, em outras palavras, entre aqueles que acham que a divisão metafísica entre real e aparente é fundamental, para definir um critério de verdade correspondentista, e aqueles que não acham que essa diferença seja importante. Mostra por que, apesar de realista e correspondentista, Russell defende, na parte final do The Scientific Outlook, que a ciência não pode ser a única a definir os rumos da sociedade, pois isso nos levaria à possibilidade de que uma oligarquia detentora dos meios de financiamento da pesquisa científica e de seu direcionamento, para a aplicação do conhecimento científico no desenvolvimento de tecnologias, definisse que toda pesquisa e tecnologia fosse direcionada para o aprimoramento dos modos de produção – inclusive com o desenvolvimento de tecnologia genética voltada para a criação de castas de trabalhadores dóceis ao sistema de trabalho.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/7345 Capitalismo como prática social? 2020-09-14T06:23:00-03:00 Leonardo da Hora Pereira leonardojorgehp@gmail.com <p>Este artigo procura apresentar e discutir tentativas recentes em filosofia social de analisar e interpretar o capitalismo a partir de uma perspectiva praxeológica. O <em>practice turn </em>em teoria social procurou superar o dualismo entre agência e estrutura, ou entre ação e sistema, por meio da noção de prática social. Seria possível então interpretar o capitalismo como um tipo especifico de prática social? Para tentar encaminhar esta questão, apresento brevemente, em um primeiro momento, em que consiste o <em>practice turn </em>em teoria social. Num segundo momento, analiso e discuto a proposta de Rahel Jaeggi de conceber a economia como uma rede de práticas sociais. Em seguida, exponho e avalio a tentativa de Christian Lotz em ver no dinheiro a chave para compreender aquilo que ele chama de esquema capitalista. Por fim, concluo chamando a atenção para os potenciais e desafios ligados ao empreendimento de interpretar o capitalismo a partir de uma teoria da prática, sugerindo que talvez um aprofundamento na análise da plasticidade e diversidade do capitalismo possa ajudar a avançar neste campo. &nbsp;</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10943 Comentário sobre el capitalismo como práctica social 2020-09-14T06:23:00-03:00 Hernán Gabriel Borisonik hborisonik@unsam.edu.ar <p>Pensar el capitalismo actual (ya también llamado post capitalismo en algunos casos, como lo hizo Romandini (2018), entre otros) es un ejercicio tan complejo como necesario. Complejo porque la crisis actual (acelerada por la llegada del estado de alerta frente al COVID-19 o Coronavirus, pero que es notoria y evidente por lo menos desde el año 2008), fruto de una serie de políticas globales en favor de las minorías más ricas del planeta que se vienen llevando a cabo desde la década de 1970, reclama una reelaboración en todos los contornos de la vida humana, desde los hábitos más automatizados hasta las concepciones más profundas y desde la metafísica hasta la economía. Y necesario porque ya se ha puesto de manifiesto sobradamente que las condiciones actuales de vida ponen en claro peligro la subsistencia del género humano y, más en general, de todo el sistema ecológico del planeta.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10944 Comentário ao artigo Capitalismo como prática social?: os potenciais e desafios de uma aproximação entre o practice turn em teoria social e a interpretação do capitalismo. 2020-09-14T06:23:00-03:00 Cristobal Balbontin-Gallo cbalbonting@gmail.com <p>El artículo busca discutir críticamente las tentativas recientes en filosofía social de interpretar el capitalismo a partir de las reactualización de las premisas del pragmatismo. Se trata por cierto de un modelo de teoría social que busca desafiar los presupuestos de objetivismo como clave de lectura económica. Para ello el artículo se concentra en el trabajo de dos pensadores contemporáneos pertenecientes a la teoría crítica: Rahel Jaeggi y Christian Lotz. En el caso de Jaeggi, el texto destaca su esfuerzo por concebir la economía como una red de practicas sociales. Según lo anterior, el malestar del capitalismo pasa entonces por una comprensión indebida de la economía, de forma que la pensadora nos invita a entender la economía en un sentido más amplio, esto es, como conjunto de prácticas socio económicas que presuponen relaciones interpersonales de coordinación que cuyos presupuestos de validez implican un dominio de sentido social preconstitutido por convenciones que permiten interpretar y dotar las practicas económicas de un cierto significado.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/7778 Esclarecimento e dominação masculina 2020-09-14T06:23:01-03:00 Patrícia da Silva Santos patricia215@gmail.com <p>O diagnóstico fundamental da modernidade de uma perspectiva da teoria crítica incluía o entrelaçamento entre mito e esclarecimento durante o processo de civilização ocidental. Esse artigo pretende analisar tal diagnóstico com base nas considerações apresentadas no livro <em>Dialética do Esclarecimento</em>, levando em consideração o fato de que a modernidade é um projeto fundamentalmente masculino. Se, por um lado, como portadores por excelência da racionalidade ocidental, os homens recusaram às mulheres a “honra da individualização” para estabelecer a dominação masculina, por outro, a indefinição da identidade feminina é justamente o elemento que pode se apresentar como uma potencialidade do ponto de vista da crítica do esclarecimento.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10945 Comentário ao artigo "Esclarecimento e Dominação masculina" 2020-09-14T06:23:01-03:00 Oneide Perius oneideperius@uft.edu.br <p>Há, pelos menos, dois postulados fundamentais e incontornáveis –&nbsp;portanto, que se impõem ao pensamento –, quando alguém se ocupa de uma obra filosófica como a de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. O primeiro deles é a primazia do objeto. Isto é, qualquer pensamento que não esteja disposto a abdicar de sua necessária criticidade não pode simplesmente partir de uma teoria para, em função dela, “entender” o que está acontecendo. O próprio desdobramento da realidade, ao invés disso, precisa ser rigorosamente acompanhado, para que seja possível estabelecer algo como uma teoria. Dito de outro modo, a teoria não é a finalidade da filosofia. É apenas o resultado provisório do exercício, sempre em curso, de compreender. Por mais óbvio que isso possa parecer, compreender esse ponto é condição para uma atitude crítica para com os textos.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/9164 Morte impune, luto proibido 2020-09-14T06:23:01-03:00 Reginaldo Oliveira Silva rgnaldo@uol.com.br <p>Giorgio Agamben tece a genealogia da “vida nua”, no percurso que vai do <em>homo sacer</em> ao <em>Muselmann</em>, do primeiro paradigma da política ocidental à fabricação do morto-vivo em <em>Auschwitz</em>, como vida insacrificável e impunemente matável. Judith Butler segue argumento semelhante ao desenvolver o conceito de “vida precária”, com o qual problematiza a seperação entre vulnerabilidade universal e formas de produção da precariedade, a distinção entre vidas cujas perdas importam e as indignas de pranto e luto. A finalidade deste artigo consiste em aproximar as concepções dos dois autores, sob a hipótese de que em ambos trata-se da fabricação de vidas matáveis, sobre as quais pesa a proibição do luto.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10946 Comentário ao artigo " Morte impune, luto proibido: vida nua e vida precária em Giorgio Agamben e Judith Butler" 2020-09-14T06:23:01-03:00 Raphael Guazzelli Valerio guazzellivalerio@hotmail.com <p>O excelente e original artigo de Reginaldo Oliveira Silva, “Morte impune, luto proibido: vida nua e vida precária em Giorgio Agamben e Judith Butler”, procura fazer confluir dois conceitos que já gozam de uma fortuna crítica considerável, vale dizer, vida nua e vida precária, respectivamente, em um terreno comum. Embora possamos enquadrar Agamben e Butler em algo como uma segunda geração daquilo que Peters (2000) chamou de pós-estruturalismo ou filosofia da diferença e, ainda que ambos colham diversas de suas hipóteses no canteiro aberto por Foucault, sobremaneira na hipótese biopolítica, essa singular aproximação nos é desconhecida, ao menos em pesquisa na língua nacional.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/10947 Comentário Fazer morrer, deixar morrer 2020-09-14T06:23:01-03:00 Carla Rodrigues carla.ifcs@gmail.com <p>Há muito a ganhar, do ponto de vista teórico e conceitual, na aproximação entre os conceitos de vida nua, em Giorgio Agamben, e vida precária, em Judith Butler. O artigo de Reginaldo Oliveira Silva cumpre muito bem essa função, legando-nos, no entanto, a tarefa de ainda refletir sobre os pontos divergentes que decerto também existem, seja pelo contexto histórico e político em que filósofo e filósofa conceberam suas ideias – Agamben, na Europa pós-queda do Muro de Berlim, Butler nos EUA, pós-11 de setembro –, seja pelo que ambos recusam, no pensamento do outro.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/9471 Las Objeciones gassendianas a las Meditaciones metafísicas de Descartes en su contexto filosófico 2020-09-14T06:23:01-03:00 Samuel Herrera-Balboa samuel.herrera@ufrontera.cl <p>En general la disputa entre Gassendi y Descartes ha sido tratada desde el punto de vista cartesiano y, en ese contexto, nuestro artículo se centra en la filosofía de Gassendi. Buscamos un modo para entender la lógica o la estrategia de las objeciones gassendianas, tratando de mostrar los supuestos filosóficos que operan bajo las críticas a Descartes. Junto con ello, mostraremos parte de la recepción contemporánea de la polémica y explicaremos los tópicos más problemáticos adoptados por Gassendi relativos al método y las asunciones relativas a la sustancia. Para cumplir estos objetivos, estudiaremos las objeciones de Gassendi a Descartes en las <em>Quintas Objeciones a las Meditaciones Metafísicas </em>y, también, en la <em>Disquisitio metaphysica&nbsp;seu dubitationes et instantiae adversus Renati Cartesii metaphysicam et responsa, </em>obra publicada por Gassendi en 1644.</p> 2020-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 TRANS/FORM/AÇÃO: Revista de Filosofia