Por que a onda progressista não abriu caminho para um mundo melhor?

Autores

  • Fabio Luis Barbosa dos Santos UNIFESP
  • Daniel Augusto Feldmann UNIFESP

DOI:

https://doi.org/10.36311/2675-3871.2021.v2n6.p207-229

Palavras-chave:

Onda progressista, Progresso, Pandemia, Keynesianismo.

Resumo

Diante do agravamento de problemas econômicos e sociais no contexto da pandemia, em que há um «revival» keynesiano nos países industrializados, este artigo questiona se faz sentido reviver o progressismo como uma alternativa civilizatória na América Latina. O texto faz o seguinte movimento. Incialmente, problematiza-se a ideologia do progresso. Em seguida, sobrevoa-se a situação de diferentes países latino-americanos no contexto que antecedeu a pandemia do coronavírus, para explorar a hipótese de esgotamento do progresssismo. Ao contrário de explicar o momento político atual como uma reação a avanços precedentes, sugere-se que a tentativa de conter o processo histórico de dessocialização nos marcos da crise estrutural do capitalismo implicou no recurso a práticas, dispositivos e políticas que terminaram acelerando este mesmo processo, que é detalhado no caso brasileiro. As noções de «contenção aceleracionista», «progressivismo regressivo» e «neoliberalismo inclusivo» são as chaves propostas para examinar as contradições do progressivismo e entender porque a onda progressista não abriu caminho para um mundo melhor. O texto se encerra com um paralelo entre as expectativas de um retorno keynesiano no contexto da pandemia e os limites do horizonte civilizatório progressista para enfrentar os problemas estruturais agravados por esta situação inédita.

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Biografia do Autor

Fabio Luis Barbosa dos Santos, UNIFESP

Professor da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM) da Universidade de São Paulo - USP.

Daniel Augusto Feldmann, UNIFESP

Professor da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Doutor em Desenvolvimento económico pela UNICAMP com Pós Doutorado no Laboratório de Sociedade, Filosofia e Antropologia Política (SOPHIAPOL) da Universidade parís Nanterre.

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Publicado

2021-12-21