Clóvis Moura e Florestan Fernandes

interpretações marxistas da escravidão, da abolição e da emergência do trabalho livre no Brasil

Autores

  • Marcos Queiroz UnB

Palavras-chave:

Clóvis Moura, Florestan Fernandes, escravidão

Resumo

O artigo faz uma incursão sobre os pensamentos de Clóvis Moura e Florestan Fernandes. Para tanto, em um primeiro momento analisa pontos de convergência entre esses dois autores, especialmente a relação entre escravidão e acumulação capitalista; a importância do negro como agente dinamizador da ordem social escravocrata; e a interpretação crítica e materialista do mito da democracia racial. Posteriormente, são trabalhadas divergências entre eles em mais três aspectos: características da escravidão; o processo abolicionista; a emergência do trabalho livre. Essa abordagem é feita pela análise do cotejamento das obras do período estruturante de ambos autores, compreendido entre 1950 e 1970, com os seus últimos livros, publicados na virada da década de 80 para 90. Conclui-se que, a despeito das fortes convergências entre Clóvis e Florestan, eles apresentam linhas distintas para pensar as relações raciais, a escravidão e o capitalismo no Brasil.

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Biografia do Autor

Marcos Queiroz, UnB

Professor do Instituto Brasiliense de Direito Público. Doutorando em Direito pela UnB (Sanduíche na Universidad Nacional de Colombia). Coordenador do Peabiru - Grupo de Estudos em História e Constitucionalismo da América Latina (IDP). Membro do Maré e do CEDD/UnB.

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Publicado

2021-03-27