A concepção neofregeana de proposição em Mente e Mundo, de J. McDowell

Autores

  • José Renato Salatiel Universidade Federal do Espírito Santos

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2020.v43n4.14.p231

Palavras-chave:

Pensamento singular, Percepção, John McDowell, Frege

Resumo

 A epistemologia tradicional trata de certas questões, como a justificação de crenças empíricas, em um viés cartesiano representacionalista, o qual distingue conceitos e experiência em diferentes domínios metafísicos. Mas, desse modo, torna-se difícil explicar como a percepção pode ter um papel normativo no processo de justificação do nosso conhecimento sobre o mundo. A solução recomendada por McDowell, em Mente e Mundo, é considerar que a percepção envolve capacidades conceituais e que ela provê um acesso direto aos objetos da realidade externa. Além disso, McDowell endossa a teoria proposicional neofregiana de Evans, que, em parte, explica como o conteúdo da experiência pode ser estruturado, de sorte a atender ao empirismo mínimo. O presente artigo objetiva analisar as implicações da semântica neofregiana de McDowell para o projeto filosófico delineado em Mente e Mundo. Argumenta-se que essa conexão entre a teoria conceitualista da percepção e a teoria semântica dos sentidos de re suporta o disjuntivismo epistemológico, que visa a escapar ao problema cético.

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Biografia do Autor

José Renato Salatiel, Universidade Federal do Espírito Santos

Professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

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Publicado

2020-11-20

Edição

Seção

Artigos/Articles