A pluralidade como idéia reguladora: a noção de justiça a partir da filosofia de Lyotard

Autores

  • Karla Chediak

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31732001000100014

Palavras-chave:

Justiça, Kant, Lyotard, pluralidade.

Resumo

De acordo com Lyotard, não poderíamos mais contar com o apoio de um sistema filosófico para fundamentar nosso conceito de justiça. A pluralidade é a grande marca da experiência do pensamento no nosso tempo e, por isso, deveríamos considerar o problema da justiça a partir dessa pluralidade e não contra ela. Isso não significa reduzir a questão da justiça ao jogo de opinião e das relações de dominação, mas significa concebê-la a partir de uma Idéia que é capaz de reconstituir a universalidade e também a finalidade na forma da coexistência das diferenças. Essa Idéia teria uma função reguladora sobre a diversidade das opiniões e se basearia no fato de que o julgar transcende a determinação do presente, pois projeta o porvir da humanidade. Se, por um lado, a Idéia é incapaz de gerar um conceito unitário de justiça, capaz de garantir a paz entre os diferentes, por outro, ela, ao menos, evita que se confundam unificação e dominação, promovendo acordos que sustentem a coexistência das diferenças.

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Publicado

2001-01-01

Como Citar

Chediak, K. (2001). A pluralidade como idéia reguladora: a noção de justiça a partir da filosofia de Lyotard. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 24(1), 213–224. https://doi.org/10.1590/S0101-31732001000100014

Edição

Seção

Artigos e Comentários