Sobre o status metafísico das cores

Autores

  • Plinio Junqueira Smith Unifesp

Palavras-chave:

Qualidade secundária, Qualidade primária, Metafísica, Visão cética do mundo, Dogmatismo, Percepção

Resumo

Neste artigo, pretende-se desenvolver uma concepção sobre as cores como parte de uma visão cética do mundo. Para isso, investiga-se como alguns dos principais céticos, ao longo da história da filosofia, conceberam as cores, seja em relação a outras qualidades sensíveis, seja em relação ao objeto físico. Depois, à luz do debate entre Barry Stroud e John McDowell, descreve-se aquela que parece ser a concepção comum das cores, sustentando-se que o cético não apenas aceita que os objetos são coloridos, mas que ele pode saber qual é a sua cor, por meio da percepção.

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Biografia do Autor

Plinio Junqueira Smith, Unifesp

Docente na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP – Brasil. Bolsista Produtividade do CNPq. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5239-3190.

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Recebido: 12/09/2022

Aceito: 21/02/2023

Publicado

2023-07-08

Como Citar

Smith, P. J. (2023). Sobre o status metafísico das cores. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia Da Unesp, 46, 473–500. Recuperado de https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/13713