Direitos humanos, propriedade privada e educação

Autores

  • Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC - Campus de Marília

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31731985000100002

Palavras-chave:

Ideologia, educação, propriedade privada, organização do saber, capital humano, divisão do trabalho

Resumo

O presente texto constitui síntese de comunicação do autor à III Conferência Brasileira de Educação (Niterói, outubro de 1984). Afirma-se a necessidade de discutir as raízes da idéia de direitos do indivíduo e seu vínculo, no pensamento fundador de Locke, com a propriedade e, mais ainda, a liberdade e autonomia da pessoa humana. Discute-se ainda o suposto liberal-racionalista de alocação ótima dos recursos sociais através do choque e combinação de interesses privados. Uma dupla crise de nossos tempos: crise da concepção de universo auto-regulado laplaceano (e sua ciência: o determinismo mecânico ou substancial) e a crise da crença na alocação ótima via mercado. A idéia de intervenção do Estado na economia não significa a destruição da propriedade privada, da lei do valor e do lucro. Apenas atesta a sua sobrevivência e procura garantir seu desenvolvimento. Não se pode pensar analogamente a idéia de educação como direito social garantido e alocado pelo Estado, como investimento no "capital humano"? Qual o sentido da expressão - uma "política educacional"?

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Publicado

1985-01-01

Como Citar

Moraes, R. C. C. de. (1985). Direitos humanos, propriedade privada e educação. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 8, 25–28. https://doi.org/10.1590/S0101-31731985000100002

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