A morte como força produtiva no capitalismo brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/2675-3871.2021.v2n4.p87-109

Palavras-chave:

Morte, Questão social, Capitalismo dependente, Coronavírus, Racismo estrutural

Resumo

O artigo aborda a morte e o seu sentido na formação social brasileira lançando luz ao momento barbárico intensificado por uma pandemia. Nosso argumento é que a morte, apesar de inerente à humanidade, possui uma determinação social, sendo também uma força produtiva no capitalismo dependente e de constituição colonial brasileiro. Interpretamos aspectos nevrálgicos do modo de produção capitalista e da particularidade de nossa formação social a partir da tradição marxista. Por mais que os meios tenham se sofisticado, incorporando novas formas ou mesmo novos indivíduos, o conteúdo de nossas mortes contemporâneas não se altera substancialmente: a morte segue como desdobramento da questão social e/ou corolário do capitalismo dependente brasileiro e seu caráter autocrático assentado na superexploração da força de trabalho e racismo estrutural.

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Biografia do Autor

Pedro Henrique Antunes da Costa, Universidade de Brasília

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professor do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB). | phantunes.costa@gmail.com

Kíssila Teixeira Mendes, Universidade Federal de Juiz de Fora

Cientista Social e psicóloga. Mestra e doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). | kissilamm@hotmail.com

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Publicado

2021-03-27