Fundamentos epistemológicos da teoria modular da mente de Jerry A. Fodor

Autores

  • Kleber Bez Birolo Candiotto

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31732008000200007

Palavras-chave:

ciências cognitivas, arquitetura mental, inatismo,

Resumo

Este artigo é uma apresentação dos fundamentos da teoria modular desenvolvida por Jerry A. Fodor e uma reflexão sobre seus principais desafios. A noção de modularidade da mente de Fodor, por um lado, procura superar as insuficiências metodológicas e epistemológicas do associacionismo e do localizacionismo a respeito das explicações da estrutura e do funcionamento mental; por outro lado, é uma oposição à postura culturalista de Vygotsky, para o qual as funções superiores da mente, como a cognição, são produtos artificiais, culturais. A psicologia cognitiva de Chomsky converteu esse produto “artificial” em “natural”, postulando a existência de módulos inatos para desempenhar funções cognitivas específicos. Com base nessa ideia de Chomsky, Fodor procura explicar a mente como um conjunto de módulos. No entanto, sua principal contribuição para as ciências cognitivas é a apresentação da arquitetura mental em dois níveis e a afirmação da existência de módulos centrais responsáveis pelas atividades cognitivas superiores, como criatividade, reflexão ou imaginação.

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Publicado

2008-12-10

Como Citar

Candiotto, K. B. B. (2008). Fundamentos epistemológicos da teoria modular da mente de Jerry A. Fodor. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 31(2), 119–135. https://doi.org/10.1590/S0101-31732008000200007

Edição

Seção

Artigos e Comentários