A Tese da mente estendida à luz do externismo ativo

Como tornar Otto responsivo a razões?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2020.v43n3.10.p143

Palavras-chave:

A tese da mente estendida, princípio da paridade, externismo ativo, marca da cognição, crenças responsivas

Resumo

A tese da mente estendida sustenta que alguns estados mentais e processos cognitivos se estendem para além do cérebro e do corpo do indivíduo. Itens externos ao organismo ou ações envolvendo a exploração ou manipulação do ambiente externo podem constituir, em parte, alguns estados mentais ou processos cognitivos. No artigo inaugural de Clark e Chalmers, “The Extended Mind”, essa tese recebe apoio do princípio da paridade e do externismo ativo. No artigo dos filósofos, é dada maior ênfase ao princípio da paridade, que é apresentado como neutro em relação à natureza da cognição. Seria uma vantagem que as extensões propostas não envolvessem uma reforma da nossa concepção pré-teórica de cognição. Neste artigo, proponho que maior ênfase seja dada ao externismo ativo, o qual não é neutro em relação à natureza da cognição. Embora esse movimento possa parecer desvantajoso, ele é necessário para a correta compreensão e defesa do caso Otto. O princípio da paridade não dá conta da crítica de Weiskopf de que os registros no caderno de notas de Otto não são responsivos a razões. Para responder a essa crítica, temos de mobilizar o externismo ativo e a consequente compreensão da cognição que ele envolve.

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Biografia do Autor

Eros Moreira de Carvalho, Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS

Professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS- Brasil, e Bolsista de Produtividade do CNPq

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Publicado

2020-09-10

Edição

Seção

Artigos/Articles