A REPRESENTAÇÃO DO AMOR NOS QUADROS DAS PAIXÕES

DA CRÍTICA TEATRAL AO ÁRDUO CONSENTIMENTO DO ROMANCE

Autores

  • Luciano da Silva FAÇANHA

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31732015000400006

Palavras-chave:

Amor. Representação. Teatro. Romance.

Resumo

Na Carta a d’Alembert, Rousseau se coloca contra a ideia de um teatro enquanto instrumento de educação moral, porém, o posicionamento do filósofo não está em colocar essa atividade lúdica de ordem moral na categoria de atividade imoral, mas na de atividade artificial, e, talvez, isso gerasse efeitos imorais. Todavia, é preciso observar os verdadeiros efeitos do teatro, a partir
de alguns argumentos que Rousseau resolve construir e analisá-los, contudo, apenas se trouxesse à tona a crítica de Rousseau ao romance, na Carta a d’Alembert, que tem como contexto “a ideia negativa de privatização da cena”, pois o teatro destina uma excessiva importância à descrição do amor,
obviamente, exagerando na representação, naquilo que é romanesco. Porém, se, na Carta a d’Alembert, o filósofo não expressa de forma direta que a teorização sobre o teatro também equivale ao romance, na Nova Heloísa, ou seja, no próprio romance, o autor faz essa ratificação, ao importar um longo
comentário sobre o teatro que estava na Carta, afirmando que considera o mesmo da própria cena quanto à maioria dos novos escritos. O cidadão genebrino ataca os romances indiretamente e viceversa, porque é observado que tudo aquilo que diz sobre uma arte se aplica quase que integralmente a
outra arte. E, como um povo galante deseja amor e polidez, Rousseau resolve fixar alguns termos, na tentativa de explicar suas críticas e argumentar a coerência de seu posicionamento, já que, se, em geral, a cena é um quadro das paixões humanas, cujo original está nos corações, se o pintor, porém, não tiver
cuidado de acariciar suas paixões, os espectadores logo ficarão desgostosos e não desejarão mais se ver sob um aspecto que fizesse com que desprezassem a si mesmos. E pontua que essa linguagem não tem mais sentido, em seu século, pois é preciso falar as paixões, esforçando-nos para usar uma que melhor
se compreenda, talvez o romance.

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Biografia do Autor

Luciano da Silva FAÇANHA

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Publicado

2015-09-22

Como Citar

FAÇANHA, L. da S. (2015). A REPRESENTAÇÃO DO AMOR NOS QUADROS DAS PAIXÕES: DA CRÍTICA TEATRAL AO ÁRDUO CONSENTIMENTO DO ROMANCE. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 38(Special Issue). https://doi.org/10.1590/S0101-31732015000400006

Edição

Seção

Artigos e Comentários