O modelo liberal e republicano de liberdade: uma escolha disjuntiva?

Autores

  • Cesar Augusto Ramos

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31732011000100004

Palavras-chave:

Liberdade, Liberalismo, Republicanismo

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar duas maneiras de compreender a liberdade: a liberdade negativa do liberalismo, definida como a esfera do livre agir do indivíduo pela ausência de impedimentos externos, e que se norteia pelo paradigma jurídico dos direitos individuais; e a liberdade política do republicanismo, que se define como não-dominação e se orienta pelo paradigma das virtudes cívicas da cidadania. Um outro propósito consiste em mostrar que a oposição entre o ponto de vista jurídico-liberal e o republicanismo não está na aceitação ou na recusa da liberdade e dos direitos individuais. A divergência repousa, antes, sobre a maneira pela qual essa liberdade e direitos podem ser fundamentados: se pela via do individualismo e subjetivismo, que subordina a sociedade e o direito como instrumentos para a realização e proteção dos direitos individuais, ou pela via comunitarista e cívica. Desse modo, o conceito republicanismo de liberdade, sem abandonar a conquista liberal do pluralismo e da liberdade negativa, pode contribuir para uma efetiva ampliação e garantia dos princípios democráticos de uma sociedade moderna.

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Publicado

2011-07-25

Como Citar

Ramos, C. A. (2011). O modelo liberal e republicano de liberdade: uma escolha disjuntiva?. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 34(1), 43–66. https://doi.org/10.1590/S0101-31732011000100004

Edição

Seção

Artigos e Comentários