O conatus imaginativo em Espinosa:

a produção da contingência e da ideia de finalidade

Autores

  • Juarez Lopes Rodrigues Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2021.v44n1.14.p205

Palavras-chave:

conatus; liberdade, paixões; afetos; possível; contingente; Espinosa.

Resumo

O escopo desse artigo é explicitar a lógica da produção das paixões através do conatus imaginativo em Espinosa. Essa lógica envolve a compreensão dos afetos primitivos de alegria, tristeza e desejo que irão compor as paixões pelas quais somos determinados a pensar e agir, e ao mesmo tempo, produzem a ilusão da liberdade de escolha indeterminada. Veremos como essa lógica do conatus imaginativo, ao sofrer a flutuação do ânimo, produzirá as modalidades de contingente e possível que são responsáveis pela ilusão da escolha indeterminada, isto é, da vontade livre. Tentaremos demonstrar que a experiência da liberdade como poder dos contrários pela qual os homens acreditam determinar os fins pelos quais o apetite/desejo se modifica em paixões reduz-se à experiência da flutuação do ânimo. Essa ilusão da liberdade indeterminada surge porque os homens desconhecem a sua essência (conatus) de maneira adequada, fato que os leva a identificar as causas eficientes da produção dos afetos como causas finais.

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Biografia do Autor

Juarez Lopes Rodrigues, Universidade de São Paulo

Universidade de São Paulo. Departamento de Filosofia. Filosofia Moderna.

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Publicado

2021-04-22

Edição

Seção

Artigos/Articles