A Questão do Fundamento em Heidegger e a Importância para a Teoria Política Pós-Estruturalista

Autores

  • Daniel de Mendonça Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2020.v43n4.07.p117

Palavras-chave:

Teoria Política, Pós-estruturalismo, Fundamento, Diferença política

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir as implicações filosóficas e teóricas que a reflexão ontológica de Martin Heidegger exerceu sobre o pós-estruturalismo, principalmente aquele recepcionado pela teoria política. Para cumprir este objetivo, primeiramente, serão abordadas as noções de pós-estruturalismo e de pós-fundacionalismo. A seguir, realizaremos um exercício exegético da noção de fundamento de Heidegger, estabelecendo a distinção entre seus efeitos epistemológicos e ontológicos. Após, analisaremos criticamente a leitura fundacional heideggeriana de Oliver Marchart. Na última seção, a partir da radicalidade do fundamento heideggeriano, proporemos a nossa abordagem sobre a diferença política tendo a diferença ontológica de Heidegger como base. Esta leitura pode ser simplificada da seguinte forma: não há fundamento no ser, mas o ente fundamenta-se desde si.

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Biografia do Autor

Daniel de Mendonça, Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2

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Publicado

2020-11-20

Edição

Seção

Artigos/Articles