Modernidade e crise ambiental

das incertezas dos riscos à responsabilidade ética

Autores

  • Silvia Maria Santos MATOS
  • Antônio Carlos dos SANTOS

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2018.v41n2.11.p197

Palavras-chave:

Crise ambiental. Modernidade, Ética da responsabilidade, Política.

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a crise ambiental, a partir do conceito de modernidade e, levando em consideração a preocupação com a natureza, debater as possibilidades de pensar uma ética da responsabilidade que influencie as práticas da ciência e da política. A discussão tomou como referência diversos autores que examinaram a modernidade e sua relação com o contexto da crise, entendida como resultado do caráter experimental na expansão das ciências e das técnicas. Diante disso, as saídas aqui indicadas se direcionam para caminhos diferentes. O primeiro envolve uma posição que implica modificar o conjunto dos elementos que caracterizam o processo de modernização da sociedade. O segundo caminho se insere na mesma estrutura do progresso técnico e científico vigente, modificando somente os valores regulativos. Ambas as possibilidades demonstram a necessidade de considerar que as ações da ciência devem fazer parte das discussões centrais da política, pois se instalam no contexto político de exercício de uma ética em meio à crise ambiental. Nessa perspectiva, faz-se necessária a criação de novos arranjos institucionais para o debate crítico, sob os mais variados riscos produzidos na sociedade.

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Publicado

2018-07-06

Como Citar

MATOS, S. M. S., & SANTOS, A. C. dos. (2018). Modernidade e crise ambiental: das incertezas dos riscos à responsabilidade ética. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 41(2), 197–216. https://doi.org/10.1590/0101-3173.2018.v41n2.11.p197

Edição

Seção

Artigos e Comentários