O caráter substancial dos organismos vivos em Aristóteles

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2020.v43n2.15.p281

Palavras-chave:

Substância, Organismo vivo, Unidade, Independência Composicional, Aristóteles.

Resumo

Neste artigo, procurarei analisar os fatores envolvidos na determinação da natureza substancial do organismo vivo em Aristóteles. Tais fatores seriam, por um lado, a forte unidade e coesão interna composicional e, por outro, o elevado caráter de independência quanto às propriedades essenciais ou formais, relativamente às propriedades próprias dos componentes materiais por meio dos quais o organismo vivo vem a ser formado, ou relativamente aos outros tipos de particularidades de seres. Com esta análise, pretende-se, ao mesmo tempo, mostrar que, de um modo geral, a unidade do composto orgânico-animado é constituída por um complexo arranjo de camadas estratificadas (elementos, partes homogêneas, partes não homogêneas), no qual as camadas ou os tipos de composições materiais apresentam, entre si, um forte grau de interdependência. Tal interdependência entre as partes materiais, que formam uma rede composicional complexa e bem articulada, faz com que as propriedades essenciais ou formais do todo orgânico se diferenciem sobremaneira das propriedades essenciais dos tipos de componentes que integram esse todo, caracterizando, assim, o caráter substancial da composição orgânica.

Recebido: 27/6/2018
Aceito: 04/7/2019

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Biografia do Autor

Rodrigo Romão de Carvalho, Universidade de São Paulo

Doutor em Filosofia pelo Departamento de Filosofia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2020-06-30

Edição

Seção

Artigos/Articles