Princípio do prazer como regulador de uma civilização em declínio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2019.v42n1.07.p123

Palavras-chave:

Psicanálise, Freud, Princípio do prazer, Progresso, Declínio, Entropia.

Resumo

Este artigo, em lugar do frequente pessimismo, tem por objetivo identificar no pensamento de Freud um ponto de vista evolucionista e finalista-declinista sobre o homem, a civilização e seus destinos. Para isto, recorre, sem cronologia, a várias obras de Freud onde apresenta seu ponto de vista conjectural que colocou em perspectiva os fatos históricos em ordem de progressos e avanços culturais, mas também como produtores de mal estar, de intolerância e de declínio civilizatório. Também destaca em sua obra pontos de vista compartilhados com o evolucionismo darwinista e com a entropia da física moderna, pondo em discussão a questão fundamental relativa à atribuição de validade da segunda lei da termodinâmica para além dos sistemas físicos inertes. O que permitiu identificar em Freud a consideração de que a entropia se aplica e orienta a evolução finalista dos sistemas biológicos e sociais.

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Biografia do Autor

Francisco Verardi Bocca, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Professor Titular do Programa de Mestrado e Doutorado em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Curitiba, PR – Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6337-9263
E-mail: francisco.bocca@pucpr.br
Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (2001); Mestre em Filosofia pela Unicamp (1994); Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Unicamp (1997); e Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela PUCCAMP (1985). Pós-Doutor em Filosofia pela UFSCar (2009), e pela Universidade de Paris VII - Denis Diderot (2014). Atua nos seguintes temas: Filosofia da História, Psicanálise, Literatura e Ética. Integra e coordena a linha de pesquisa Filosofia da Psicanálise; compõe e lidera o grupo de pesquisa Filosofia da Psicanálise (PUCPR), cadastrado no CNPq. Compõe ainda os grupos de pesquisa Filosofia e Psicanálise (UFSCar) e Filosofia e Práticas Psicoterápicas (Unicamp), cadastrados no CNPq. No biênio de 2008 a 2009, ocupou a coordenação do GT Filosofia e Psicanálise da ANPOF. Membro associado da Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII. Foi bolsista produtividade pela Fundação Araucária – PR, no ano de 2013. É coautor da obra Ontologia sem espelhos (Editora CRV, 2015) e autor da obra Do Estado à orgia (Editora CRV, 2016).

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Publicado

2019-03-31

Como Citar

Bocca, F. V. (2019). Princípio do prazer como regulador de uma civilização em declínio. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 42(1), 123–152. https://doi.org/10.1590/0101-3173.2019.v42n1.07.p123

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