Em busca do nada

considerações sobre os argumentos a favor do vácuo ou do éter

Autores

  • Roberto de Andrade Martins

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31731993000100001

Palavras-chave:

Espaço, Conhecimento a Priori, Observáveis, Epistemologia, Vácuo, Éter

Resumo

Este artigo discute a possibilidade do vácuo absoluto - ou seja, de um espaço no qual não exista qualquer substância. A motivação desse estudo é o contraste entre a quase unanimidade dos filósofos, até Descartes, contra a possibilidade do vácuo - e a mudança ocorrida no século XVII, quando, a partir de estudos experimentais de Torricelli e Pascal, passou-se a aceitar a possibilidade e existência efetiva do vácuo. Contrariando a opinião atual mais comum, este artigo procura mostrar que uma concepção hoje em descrédito na ciência - a de um éter - é preferível à concepção de um vácuo, por vários motivos. Em primeiro lugar, porque não se pode mostrar, empiricamente, que o éter não existe; em segundo lugar, porque um vácuo é impensável; em terceiro, porque a concepção de um éter é útil à compreensão dos fenômenos físicos; e, em quarto lugar, porque a hipótese da existência de um éter em espaços aparentemente vazios é útil ao progresso futuro da ciência. O artigo procura mostrar também que nenhum avanço recente da ciência alterou essas antigas conclusões e que nenhum avanço futuro pode alterá-las.

 

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Publicado

1993-01-01

Como Citar

Martins, R. de A. (1993). Em busca do nada: considerações sobre os argumentos a favor do vácuo ou do éter. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 16, 7–27. https://doi.org/10.1590/S0101-31731993000100001

Edição

Seção

Artigos e Comentários