A ruptura do pacto social no pensamento de Sade

Autores

  • Mônica Guimarães Teixeira do Amaral

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0101-31731992000100004

Palavras-chave:

Filosofia anti-humanista, verdade, sexualidade, transcendência

Resumo

As obras de Sade procuram retratar as práticas corruptas e libertinas presentes no regime despótico de Luís XV, apontando invariavelmente a "alcova" como lugar privilegiado de transformação do corpo e da mente e, ao mesmo tempo, de produção filosófica. A atualidade do pensamento de Sade revela-se no fato de colocar como tendencia da modernidade, a constituição narcísica da subjetividade que, em sua variante político-social, aparece sob a forma do conformismo político. Este artigo pretende apresentar o pensamento de Sade como urna crítica aos liames sociais, o que conduz à ruptura da idéia de pacto social formulada por Rousseau. A doutrina sem compaixão de Sade torna-se filosofia negativa na medida em que fornece os fundamentos da crítica à razão instrumental. Sendo pessimista quanto aos rumos do existente, a teoria sadiana aponta a "animalidade" humana como possibilidade de transcendencia da artificialidade dos laços sociais.

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Publicado

1992-12-30

Como Citar

Amaral, M. G. T. do. (1992). A ruptura do pacto social no pensamento de Sade. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia, 15, 65–83. https://doi.org/10.1590/S0101-31731992000100004

Edição

Seção

Artigos e Comentários