A produção racional em regime histórico de fé

com vistas à ciência

Autores

  • Ubaldo M. Puppi Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC - Campus de Marília

Palavras-chave:

Ciência, fé, diálogo, discurso, intérprete, filosofia

Resumo

Em razão das diferenças das respectivas pertinencias, não há diálogo direto possível entre ciência e fé teologal. Não há nada de estranho nisso, pois o mesmo ocorre entre uma ciência e outra, entre ciência e filosofia e até entre ciência e cultura geral. Cada ciência é uma estrutura fechada, fala apenas sua língua, ignorando as demais. Mas isso não quer dizer que não seja possível o diálogo entre diversas espécies ou diversos gêneros de discurso. É a mediação de intérpretes que o viabiliza, e a filosofia é o seu agente privilegiado. Por sua natureza, e desde que assistida por intérpretes que podem estar acumulados no próprio filósofo, a filosofia é apta a conduzir um diálogo universal. Por aquilo que ela transcende, a filosofia mantém fronteiras com as ciências e com a cultura geral; por aquilo que a transcende, ela mantém fronteiras com a teologia. Esta última marca, ela a deve ao estado em que se encon tra, que é de um regime histórico de revelação e de fé.

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Publicado

01-01-1984 — Atualizado em 21-02-2023

Como Citar

Puppi, U. M. (2023). A produção racional em regime histórico de fé: com vistas à ciência. TRANS/FORM/AÇÃO: Revista De Filosofia Da Unesp, 7, 1–7. Recuperado de https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/transformacao/article/view/12161

Edição

Seção

Artigos e Comentários