Comentário a “Valores, verdade e investigação: uma alternativa pragmatista ao não cognitivismo de Russell”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/0101-3173.2020.v43n3.18.p269

Palavras-chave:

Russell, cognitivismo

Resumo

O artigo ‘Valores, verdade e investigação: uma alternativa pragmatista ao não cognitivismo de Russell’, de autoria de Ivan Ferreira da Cunha, em uma apresentação clara e objetiva, propõe uma teoria pragmatista do conhecimento inspirada nos trabalhos de Clarence Lewis e John Dewey. A teoria proposta pelo autor teria o mérito de permitir a avalição do estatuto epistêmico de juízos valorativos, como, por exemplo, “um arranjo social de determinado tipo é benéfico/agradável/utópico”. Em pensamentos como o de Bertrand Russell, apoiados sobre uma noção correspondencial de verdade, juízos valorativos como esses não seriam passíveis de avaliação do ponto de vista epistêmico: enquanto juízos subjetivos, permanecendo no domínio das preferências pessoais, eles não guardariam qualquer correspondência com a realidade. Cunha nota, no entanto, que cada um de nós tem uma intuição de que esses juízos constituem conhecimento. Por exemplo, temos a “sensação” de que os juízos valorativos do próprio Russell – e também de Aldous Huxley – sobre os impactos negativos dos avanços tecnológicos em sociedades futuras são verdadeiros. A teoria pragmatista proposta pelo autor pretende explicar o estatuto epistêmico desses juízos que intuitivamente aceitamos como conhecimento. 

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Biografia do Autor

Vinícius França Freitas, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Pós-Doutorando PNPD/CAPES - PPG-Fil UFMG. Editor da Revista Estudos Hum(e)anos.

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Publicado

2020-09-10

Edição

Seção

Artigos/Articles