NEOPENTECOSTALISMO E NEOLIBERALISMO NO BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/2526-1843.2020.v5n7.p53-69

Palavras-chave:

Religião. Neopentecostalismo. Ideologia. Neoliberalismo.

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a construção histórica do neopentecostalismo e relacioná-lo com o neoliberalismo no Brasil. Ele emerge de expressões religiosas do pentecostalismo, especialmente nos anos de 1970. Sua presença, cultural e política, é sentida pela utilização que faz dos meios de comunicação social, concomitante ao avanço das políticas e das determinações do neoliberalismo, a partir da década de 1990. É caracterizado pela utilização e pela adaptabilidade de seus ritos, cultos, liturgias à radiodifusão e pela participação institucional consolidada assentado sobre as dinâmicas das mídias e do mercado das coisas ligadas à religião, no âmbito da mística dos media. A materialidade de suas prerrogativas se deve ao exercício de sua atividade prática. Trata-se de uma ideologia adequada ao neoliberalismo pelo fato de que reproduz as desigualdades e mantém a alienação como condição de participação política. 

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Biografia do Autor

William Robson Cazavechia

Formado em Teologia pelo Centro Universitário de Maringá - CESUMAR (2006), em Filosofia pelo Centro Universitário Internacional - UNINTER (2019), com mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá – UEM (2017) e doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UEM. Participante do Grupo de Pesquisa sobre Política, Religião e Educação na Modernidade.

Cézar de Alencar Arnaut de Toledo

Formado em Filosofia pela PUC/PR, de Curitiba (1978), com mestrado em Educação pela UNIMEP de Piracicaba (1987) e doutorado em Educação pela UNICAMP, de Campinas (1996). Departamento de Fundamentos da Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá, campus de Maringá. Líder do Grupo de Pesquisa sobre Política, Religião e Educação na Modernidade.

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Publicado

2020-12-18

Edição

Seção

Dossiê temático