Problematizações sobre metodologias e currículo na promoção da Educação Integral

Autores

  • Sergio Vale da Paixão Instituto Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.36311/2236-5192.2021.v22esp2.p11

Palavras-chave:

Educação integral, Escola em tempo integral, Currículo

Resumo

Ainda que o termo educação integral já faça parte de inúmeros documentos que norteiam o trabalho do professor, parece-nos que o conceito do que, de fato, seja uma educação integral não é assim tão claro para muitos educadores. Esse artigo procura discutir alguns posicionamentos teóricos e conceituais que subjazem o conceito de Educação Integral postas nos documentos oficiais que organizam o trabalho do professor no Brasil, problematizando as metodologias ativas e o currículo como caminhos para a construção dessa educação. O conceito de educação integral e de escolas em tempo integral tal como se apresentam nos registros documentais, em especial os projetos políticos pedagógicos das escolas, exige que se problematize essa temática tão importante e atual no cenário da educação brasileira, principalmente com a chegada da BNCC (BRASIL, 2017). A partir da revisão da literatura sobre o conceito de educação integral bem como de problematizações acerca das pedagogias ativas e do currículo, buscaremos informações para compreendermos o que de fato significa promover Educação Integral no contexto das instituições escolares.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sergio Vale da Paixão, Instituto Federal do Paraná

Doutor em Psicologia pela UNESP. Professor do IFPR - campus Jacarezinho

Referências

ARAÚJO, Ulisses F. A dimensão afetiva da psique humana e a educação em valores. In: ARANTES, Valéria Amorim (org.). Afetividade na escola alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 2003.

APPLE, M. W. et al. Currículo, poder e lutas educacionais com a palavra, os subalternos. Porto Alegre: Artmed, 2008.

ARROYO, M. G. Currículo, território em disputa. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP Nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 22 dez. 2017, Seção 1, pp. 41-44. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/. Acesso em: 10 maio 2018.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de jun. de 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 10 mai. 2017.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p.

CAVALIERI. Escolas de tempo integral versus alunos de tempo integral. In: Revista Em Aberto, v. 22, n. 80, 2009, p. 51-64.

FILVOCK, F. Solange; TEIXEIRA, F. Cristina. Análise da relação homem natureza nos Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas transversais: Educação Ambiental: Disponível em http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2006/anaisEvento/docs/CI-066-TC.pdf. Acesso em: 29 maio 2016.

FREIRE, Madalena. A paixão de conhecer o mundo. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2011.

KATZ, Lilian G. O que podemos aprender com Reggio Emilia? In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança – A abordagem de Reggio Emilia na Educação da Primeira Infância. v. 1. Porto Alegre, Artmed, 1999.

WESTBROOK, Robert B.; TEIXEIRA, Anísio; ROMÃO, José E.; RODRIGUES, Verone. (Orgs.). Jonh Dewey. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2011.

MORENO, Montserrat; SASTRE, Genoveva; LEAL, Aurora et al. Falemos de sentimentos: A afetividade como tema transversal. São Paulo: Moderna, 1999.

NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia de projetos: etapas, papéis e atores. São Paulo: Érica, 2008.

NUNES, César. A Educação como direito e o direito a educação integral na superação do reducionismo profissionalizante conservador. In: CORRÊA, H. E. R.; FIORUCCI, R.; PAIXÃO, S. V. (orgs). Educação (integral) para o século XXI: cognição, aprendizagens e diversidades. Bauru, SP: Gradus Editora, 2021.

SACRISTÁN, J. G. Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Penso, 2013.

SILVEIRA, A. Importância da afetividade na aprendizagem escolar: o afeto na relação aluno-professor. Disponível em: https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-escolar/a-importancia-da-afetividade-na-aprendizagem-escolar-o-afeto-na-relacao-aluno-professor. Acesso em: 15 fev. 2018.

RINALDI, Carlina. O currículo emergente e o construtivismo social. In: EDWARDS, C; GANDINI, L; FORMAM, G. As cem linguagens da criança – a abordagen de Reggio Emilia na educação da primeira infância. v. 1. Porto Alegre: Ed. Artmed, 1999.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola editorial, 2009.

ZANARDI, Teodoro Adriano Costa. Educação integral, tempo integral e Paulo Freire: os desafios da articulação conhecimento-tempo-território. Disponível em https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/viewFile/26354/19389. Acesso em: 26 fev. 2019.

Downloads

Publicado

2021-12-22