Criação de conhecimento em acordos de cooperação internacionais com uso e geração de dados abertos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36311/1940-1640.2020.v14n4.10171

Palavras-chave:

Processos de criação de conhecimento, Relação universidade-empresa-governo, Dados abertos, Desenvolvimento territorial

Resumo

As cooperações interorganizacionais podem proporcionar um espaço interativo para a criação do conhecimento por meio de relações entre atores como universidades, empresas e governos. À troca de dados e de informação dessas relações é conferida importante contribuição para a convergência em um ambiente de cooperação organizacional efetivo à ampliação do conhecimento. Esse estudo tem o objetivo de mapear o processo de criação de conhecimento e seus resultados, especialmente, aqueles com o uso e a geração de dados abertos que possam contribuir para o desenvolvimento de cidades. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de campo, com caso de estudo a partir dos resultados gerados em acordos de cooperação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) realizados entre dezembro/2017 a dezembro/2018. Utilizou-se de entrevistas semiestruturadas e de pesquisa documental, suportadas pela Análise de Conteúdo como método principal, configurando-se esta como uma pesquisa fundamentalmente qualitativa. Os principais resultados apontam para o mapeamento de evidências da criação do conhecimento, segundo modelos clássicos, nos acordos de cooperação estudados. Além de um descritivo dos ambientes de conhecimento e de cooperação dos acordos estudados, uma síntese quantitativa dos documentos dos acordos de cooperação; um framework e um fluxo de documentos proposto para ações cooperativas interorganizacionais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Carolina Benelli, Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio)

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade da UTFPR. Trabalha atualmente como Pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio) e é diretora da Linked Data Consultoria. 

Faimara do Rocio Strauhs, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutorado no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC-Porto), em Portugal. Atualmente é professora Titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Referências

Ackoff, R. L. “De data a sabiduría”. Journal of Applied Systems Analysis, Bailrigg Lancaster, vol. 16, pp. 3-9, 1989.

Albagli, S. “A mobilização dos territórios para o desenvolvimento – novas dinâmicas de inclusão.” Territórios em movimento: cultura e identidade como estratégia de inserção competitiva. Lages, V. et al. Relume Dumará, 2004.

Albano, C. S.; Reinhard, N. “Desafios para governos e sociedade no ecossistema brasileiro de dados governamentais abertos”. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, vol. 20, no. 67, 2015.

Angeloni, M. T. “Elementos Intervenientes na Tomada de Decisão”. Ci. Inf., Brasília, vol. 32, no. 1, jan.- abr. 2003, pp. 17-22.

Ávila, T. J. T. Uma proposta de modelo de processo para publicação de Dados Abertos Conectados Governamentais. 2015. Dissertação de Mestrado em Modelagem Computacional do Conhecimento. Programa de Pós-gradução em Modelagem Computacional do Conhecimento da Universidade Federal de Alagoas, Maceió.

Balestrin, A., Vargas, L. M. e Fayard, P. “Criação de conhecimento nas redes de cooperação interorganizacional”. Revista de Administração de Empresas - RAE, vol. 45, no. 3, 2005, pp. 52–64.

Balestrin, A. e Vershoore, J. “Redes de cooperação empresarial: estratégias de gestão na nova economia”. Bookman, 2008.

Bardin, L. “Análise de conteúdo”. Edições 70, 2011.

Barns, S. “Mine your data: open data, digital strategies and entrepreneurial governance by code”. Urban Geography, vol. 37, no. 4, 2016, pp. 554 - 571.

Barns, S. et al. “Digital infrastructures and urban governance”. Urban Policy and Research, vol. 35, no. 1, 2017, pp. 20–31.

Bellinger, G. Knowledge management - emerging perspectives. (1998?). Disponível em: http://www.outsights.com/systems/kmgmt/kmgmt.html. Acessado 10 dez. 2017.

Capdevila, J. and Zarlenga, M. I. “Smart city or smart citizens? The Barcelona case”. Journal of Strategy and Management, vol. 8, no. 3, 2015, pp. 266–282.

Caragliu, A., Del Bo, C. and Nijkamp, P. “Smart cities in Europe”. Journal of Urban Technology, vol. 18, no. 2, 2011, pp. 65–82.

Carayannis, E. and Grigoroudis, E. “Quadruple innovation helix and smart specialization: knowledge production and national competitiveness”. Foresight and STI Governance, vol. 10, no. 1, mar. 2016, pp. 31–42.

Cruz, E. M. and Segatto, A. P. “Processos de Comunicação em Cooperações Tecnológicas Universidade- Universidade-Empresa: Estudos de Caso em Universidades Empresa: Estudos de Caso em Universidades Federais do Paraná”. Revista de Administração Contemporânea, vol. 13, no. 3, art. 5, jul.-ago. 2009, pp. 430-449.

Davenport, T. H. e Prusak, L. “Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam seu capital intelectual”. 10 ed. Elsevier, 2003.

Gatti Junior, W. e YU, A. “As transformações do conhecimento no processo de inovação: um estudo multicasos no desenvolvimento da tecnologia flex fuel no Brasil”. Revista de Gestão, vol. 24, no. 3, 2017, pp. 256–267.

Gibson, D. V., Kozmetsky, G. and Smilor, R. W. “The Technopolis Phenomenon: Smart Cities, Fast Systems, Global Networks”. Rowman & Littlefield, 1992.

Giffinger, R. et al. “Smart Cities: Ranking of European Medium-Sized Cities”. Centre of Regional Science (SRF). Viena University of Technology, 2007.

Gomes, Rhodrigo Deda. “Contexto capacitante para inovação em programas de aceleração em Curitiba: mapeamento do processo e construção do conhecimento em aceleradoras de startups, à luz da Teoria Ator-Rede e do Conceito de ba”. 283 f. 2018. Dissertação de Mestrado em Tecnologia e Sociedade – Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade, Universidade Federal Tecnológica do Paraná, Curitiba, 2018.

Holzbach, R. H., Nascimento, D. E. and Strauhs, F. R. “O papel da confiança na gestão do conhecimento e na inovação em redes de cooperação interorganizacionais”. Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade, 3., 2009, Curitiba. [Anais...] Curitiba: UTFPR, 2009.

Isotani, S. and Bittencourt, I. I. “Dados abertos e conectados.” Novatec Editora, 2015.

Jiang, X. et al. “Entrepreneurial Orientation, Strategic Alliances, and Firm Performance: Inside the Black Box”. Long Range Planning, vol. 49, no. 1, 2014, pp. 103–116.

Kayser, A. C. and Schreiber, D. “Innovation in firms from collaborative projects.” Romanian Review Precision Mechanics, Optics and Mechatronics, vol. 2016, no. 49, 2016, pp. 30–38.

Kitchin, R. “The real-time city? Big data and smart urbanism”. GeoJournal, vol. 79, 2014, pp. 1–14.

Lundberg, H. and Andresen, E. “Cooperation among companies, universities and local government in a Swedish contexto”. Industrial Marketing Management, vol. 41, no. 3, 2012, pp. 429-437.

Manyika, J. et al. “Big data: the next frontier for innovation, competition, and productivity”. Nova York, 2011. Disponível em: https://www.mckinsey.com/business-functions/digital-mckinsey/our-insights/big-data-the-next-frontier-for-innovation. Acessado 10 fev. 2017.

Maxqda The Art of Data Analysis. Versão 10. Site mantido por VERBI GmbH. Disponível em: https://www.maxqda.com. Acessado 05 jan. 2019.

Militão, J. B. F. “Processo de reúso do conhecimento em projetos de inovação tecnológica: caso do edital de inovação para a indústria do Senai-PR”. 170 p. 2018. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Sociedade. Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Curitiba: 2019.

Müller, R. “As Redes de Conhecimento nas Relações de Cooperação Interorganizacionais: uma abordagem sobre a relação entre universidade e empresa no cenário brasileiro”. 296p. 2018. Tese de Doutorado em Tecnologia e Sociedade. Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Sociedade, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba: 2018.

Nam, T. e Pardo, T. A. “Conceptualizing smart city with dimensions of technology, people, and institutions”. International Digital Government Research Conference, 12., 2011, Maryland. [Anais]... Maryland: College Park, 2011.

Nonaka, I. “A dynamic theory of organizational knowledge creation”. Organization Science, vol. 5, no. 1, 1994, pp. 14–37.

Nonaka, I. e Konno, N. “The concept of “ba”: building a foundation for knowledge creation”. California Management Review, vol. 40, no. 3, 1998, pp. 40–54.

Nonaka, I. e Takeuchi, H. “Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica do conhecimento”. 19 ed. Elsevier, 1997.

Nonaka, I. e Takeuchi, H. “Gestão do conhecimento”. 20 ed. Bookman, 2008.

Nonaka, I., Toyama, R. and Konno, N. “SECI, “ba” and leadership: a unified model of dynamic knowledge creation”. Leadership, vol. 33, 2008, pp. 5–34.

Pauwels, C. et al. “Understanding a new generation incubation model: The accelerator, 2014”. Technovation, vol. 50-51, 2015, pp. 13-24.

Pepulim, M. E., Fialho, F. A. e Varvákis, G. “Barreiras culturais à efetivação da gestão do conhecimento nas organizações públicas: relato de pesquisa”. Inf. & Soc.:Est., vol.27, no.3, set-dez. 2017, pp. 219-240.

Rizzon, F. et al. “Smart City: um conceito em construção”. Revista Metropolitana de Sustentabilidade, vol. 7, no. 3, 2017, pp. 123–142.

Romanelli, M. “Towards sustainable cities”. Management Dynamics in the Knowledge Economy, vol. 5, no. 1, mar. 2017, pp. 119–135.

Rucinska, S. and Knezova, J. “Development Planning Optimalization of the Kosice City in the Context of the Smart City and City Region Conceptions”. Central European Conference In Regional Science, 5., 2015, Kosice. [Anais...] Kosice: The Regional Science Association International, 2015.

Sayão, L. F. e Sales, L. F. “Dados de pesquisa: contribuição para o estabelecimento de um modelo de curadoria digital para o país”. Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, vol. 8, no. 2, 2014.

Secretaria de Governo da Presidência da República. Acordo de cooperação técnica. Brasília: 2012.

Sencioles, S. V., Santoyo, A. H. and Rocio Strauhs, F. “Use of Wikis in Organizational Knowledge Management”. Social Networks, vol. 5, jan. 2016, pp. 39-56. https://doi.org/10.4236/sn.2016.51005 Acesssado 25 set. 2018.

Skoric, M. M. “The implications of big data for developing and transitional economies: Extending the Triple Helix.” Scientometrics, vol. 99, no. 1, 2014, pp. 175–186.

Strauhs, F. R. “Gestão do Conhecimento em Laboratório Acadêmico: Proposição de Metodologia”. 480 p. 2003. Tese de Doutorado em Engenharia de Produção. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

Strauhs, F. R. et al. “Gestão do conhecimento nas organizações”. Aymará Educação, 2012.

Uhlir, P. and Schöder, P. “Open Data for Global Science”. Data Science Journal, vol. 6, jun. 2007. http://doi.org/10.2481/dsj.6.OD36. Acessado 05 dez. 2018.

Vick, T. E. and Nagano, M. S. “Preconditions for successful knowledge creation in the context of academic innovation projects”. Journal of Information & Knowledge Management, vol. 17, no. 01, 2018.

Downloads

Publicado

2020-09-17

Como Citar

Benelli, A. C., e F. do R. Strauhs. “Criação De Conhecimento Em Acordos De cooperação Internacionais Com Uso E geração De Dados Abertos”. Brazilian Journal of Information Science: Research Trends, vol. 14, nº 4, setembro de 2020, p. e020009, doi:10.36311/1940-1640.2020.v14n4.10171.
Bookmark and Share