Há associação entre o valor do volume expiratório forçado no 1º segundo e o Teste de Controle da Asma e a classificação do grau de controle proposta pelo Global initiative for Asthmaem crianças e adolescentes asmáticos tratados com corticosteroide inalató

  • Karla Delevedove Taglia-Ferre Hospital Infantil Francisco de Assis. Cachoeiro de Itapemirim (ES)
  • Sandra Lisboa Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) - Rio de Janeiro (RJ)
  • Luanda Dias da S. Salviano Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) - Rio de Janeiro (RJ)
  • Ana Carolina Carioca da Costa Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) - Rio de Janeiro (RJ)
  • Shandra Lisboa Monteiro Acadêmica da Escola de Medicina Souza Marques. Rio de Janeiro, (RJ)
  • Hisbello da Silva Campos Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) - Rio de Janeiro (RJ)
  • Maria de Fátima Pombo March Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Rio de Janeiro
Palavras-chave: Asma, Questionários, Crianças, Adolescentes, Espirometria

Resumo

Objetivo: Avaliar a presença de associação entre a classificação do grau de controle da asma, usando a proposta pelo Global initiative for Asthma(GINA), o AsthmaControl Test (ACT)/Childhood-ACT, e o volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1), em crianças e adolescentes asmáticos em tratamento com corticoide inalatório, atendidos no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz(IFF/FIOCRUZ).

Método: Estudo transversal, com revisão de prontuários de todas as crianças entre 7 e 17 anos acompanhadas no Ambulatório de Asma e encaminhados ao setor de Prova de Função Respiratória (PFR) entre março de 2013 e setembro de 2014. Foram aplicados no mesmo dia, os questionários C-ACT/ACT, a classificação do grau de controle da asma proposta pelo GINA e o valor do VEF1 obtido em exame espirométrico.

Resultados: Do total de prontuários avaliados (72), 16 crianças foram excluídas por não preencherem os critérios exigidos para realização da espirometria. A amostra estudada (56 crianças) apresentou predomínio do sexo masculino (58,9%) e mediana de idade igual a 12 (7-17) anos. Observou-se associação entre os valores de VEF1 e o GINA (p<0,01).

Conclusão: Os resultados encontrados nesse estudo indicam que a medida do VEF1é um componente útil dentre os instrumentos para avaliação do controle clínico da asma pelo GINA.

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Publicado
2019-12-12
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