Análise crítica de um artigo da Revista Schème sobre os estudos da obra de Jean Piaget no Brasil

Autores

  • Zélia Ramozzi-Chiarottino Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.36311/1984-1655.2010.v3n5.1966

Palavras-chave:

Filosofia das Ciências, pesquisa, Laboratório de Epistemologia Genética, Piaget, Brasil.

Resumo

Apesar de este artigo ter sido originalmente redigido como uma réplica à Revista Schème, pelos motivos abaixo, ele gradualmente se transformou em um histórico do primeiro Laboratório de Epistemologia Genética do Brasil, criado, em 1968, no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, na Cadeira de Psicologia, regida por Annita de Castilho e Marcondes Cabral, no Setor de Psicologia Experimental e Social. A partir de 1970, essa Cadeira de Psicologia passou a constituir, como Departamento, o Instituto de Psicologia. A Revista Schème, Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, volume 2, Número 4, AgoDez/2009, publicou pesquisa sobre a Situação atual dos grupos de pesquisa no Brasil que estudam a obra de Jean Piaget, levando em consideração apenas os assim chamados "grupos de pesquisa", registrados ou não no CNPq. Esse "método" deixou de fora da pesquisa os Laboratórios, nos quais desde a década de 60 estudos sobre a teoria de Piaget têm sido realizados. Qualquer que tenha sido o objetivo da pesquisa publicada, o fato é que, o mais antigo dos Laboratórios de Epistemologia Genética do Brasil, ficou de fora, embora seja sua produção de pesquisas teóricas e práticas de nível internacional. Essas geraram por volta de 60 Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado que se transformaram em mais de 40 livros publicados em respeitáveis editoras e incontáveis artigos em revistas indexadas. 90% das pesquisas tiveram como objeto a obra de Jean Piaget: sua Teoria do Conhecimento, sua Epistemologia, sua Ética, e sua Filosofia da Biologia. O Laboratório de Epistemologia Genética da USP promoveu cinco (5) Simpósios Internacionais de Epistemologia Genética, em 1990, 1992, 1994, 1996, e 1998, com média de 12/13 convidados dentre os mais ilustres especialistas em Epistemologia Genética do mundo em cada simpósio. Membros do Laboratório apresentaram trabalhos em vários estados do Brasil e em congressos na França, Suíça, Itália, Portugal, EEUU, Canadá, Argentina e outros de 1976 a 2011. Este artigo demonstrará as sólidas bases sobre as quais se construiu esse Laboratório a partir da Pós-Graduação em Filosofia das Ciências que sua fundadora realizou em Aixen-Provence, França, sob a orientação do grande epistemólogo dos séculos XX e XXI, Gilles Gaston Granger.

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