A INCONSISTÊNCIA LÓGICA DOS DILEMAS MORAIS IMPLICA A NÃO EXISTÊNCIA DESSES CONFLITOS?

Autores

  • Eugênia Ribeiro Teles Doutora em filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora substituta da UEPB

DOI:

https://doi.org/10.36311/1984-8900.2019.v11.n26.02.p1

Palavras-chave:

Dilemas morais, Inconsistência lógica, Princípios deônticos.

Resumo

No cotidiano, muitas vezes nos encontramos diante de situações moralmente conflitantes que requerem decisões. Em certas ocasiões, dependendo do tipo de conflito em que o agente moral se encontra, tais decisões não são triviais. Situações em que uma pessoa tem a exigência moral de efetivar duas ações, mas não pode efetivar ambas porque efetivar uma impede de efetivar a outra, caracterizam o que chamamos de dilemas morais. Esse tipo de circunstância pode sugerir um tipo de inconsistência que, de acordo com alguns, leva à negação da existência desses conflitos ou leva à negação de alguns princípios deônticos consagrados. No cerne dessa querela está a construção de argumentos baseados na inconsistência lógica visando à demonstração de que dilemas morais não existem. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo expor alguns argumentos contra a existência dos dilemas morais baseados na inconsistência lógica, bem como uma análise dos princípios deônticos usados para gerar essa inconsistência. Feito isso, procuraremos responder a questão se a inconsistência lógica realmente implica na não existência desses dilemas.

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Publicado

2019-03-01