CORPO, CÉREBRO E AMBIENTE: O ORGANISMO COMO ALICERCE DA MENTE CONSCIENTE

Autores

  • Leonardo Ferreira Almada Professor do Programa de Pós Graduação em Filosofia e do Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Luiz Otávio de Sousa Mesquista Interno do curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândiaj (UFU)

DOI:

https://doi.org/10.36311/1984-8900.2017.v9n21.10.p110

Resumo

O presente artigo se propõe analisar uma concepção interdisciplinarmente orientada da relação entre a mente (consciente) e o corpo enraizado no ambiente. Em vista desse propósito, propomos atribuir um papel de destaque à corporeidade na emergência e estruturação da mente consciente, indo ao encontro de um grande número de contemporâneos filósofos, psicólogos e cientistas cognitivos. Propomos uma concepção de organismo como a inextricável associação entre encéfalo, corpo-propriamente-dito e ambiente, o que nos leva a rejeitar a ideia de organismo reduzida ao cérebro e ao corpo-propriamente-dito. Com base nessas delimitações teórico-conceituais básicas, nosso estudo busca extrair consequências filosóficas da tese de que a emergência da autoconsciência remete a uma via dupla de incessantes relações entre os receptores neurais dedicados a mapear o corpo e os canais de informações corporais dirigidos às estruturas encefálicas. A análise filosófica dessa concepção científica nos propiciará avançar para a investigação acerca das dimensões fenomenológicas da autoconsciência corporal, no interior da qual tangenciaremos o problema das relações entre o esquema do corpo e a intencionalidade corporificada.

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Publicado

2018-03-15

Edição

Seção

Artigos