CHOQUE & MODERNIDADE: BENJAMIN ÀS VOLTAS COM FREUD

Autores

  • Diego Luiz Warmling Mestrando em Ontologia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Thor João de Sousa Veras Mestrando em Ética e Filosofia Política pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DOI:

https://doi.org/10.36311/1984-8900.2017.v9n21.06.p48

Resumo

Da proposta freudiana de Além do Princípio do Prazer (1920), este artigo põe à prova a “teoria do choque” desenvolvida por Walter Benjamin como chave da crítica à modernidade, e cuja problemática visa distinguir Erfahrung e Erlebnis. Primeiramente, veremos como a segunda tópica freudiana nos põe diante daquilo que está subscrito ao aparato psíquico. Numa segunda instância, compreenderemos 1) como, da vivência dos choques, Benjamin encontra em Baudelaire um caminho à lírica da modernidade e 2) como, lendo Freud, a vida nas cidades nos despe da memória das experiências passadas, forçando-nos a estar atentos aos perigos imediatos e, sob o preço de uma irreflexividade, criar modos de defesa capazes de proteger-nos dos múltiplos choques. Veremos como estas vivências afetam as distintas esferas da vida cotidiana à ponto de habitar todos os seus domínios. Todavia, se aqui a “estética dos choques” leva à atrofia da experiência histórica, veremos, à luz de Freud, como o ensaísta jamais distingue as demandas traumáticas das não-traumáticas. Contrários à Benjamin, defenderemos enfim que suas teses não são compatíveis com Freud, pois ambos diferem tanto no aspecto decisivo da memória na proteção contra os desgostos, quanto acerca da gênese de nossos traumas.

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Publicado

2018-03-15

Edição

Seção

Artigos