CONSCIÊNCIA E INCONSCIENTE EM MATÉRIA E MEMÓRIA: BERGSON PARA ALÉM DO CAMPO DAS REPRESENTAÇÕES

Autores

  • Rafael Pellegrino Doutorando em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

DOI:

https://doi.org/10.36311/1984-8900.2017.v9n20.16.p252

Resumo

O problema a respeito do que está para além do campo da vivência consciente pode parecer assunto de menor importância no interior da filosofia de Henri Bergson pela magnitude que esta oferece a temas como os da consciência, do corpo e da ação. Conceitos que são, tanto em seu alcance metafísico e ontológico quanto no seu sentido epistemológico, algumas das mais notáveis características do bergsonismo e, assim, alguns dos principais focos dos estudos sobre ele. Ao leitor que se pauta nesta perspectiva pode parecer um tanto inusitado que o tema do inconsciente surja em Matéria e Memória, com especial relevo em seu terceiro capítulo, que trata de formular o que Bergson mesmo chama de uma psicologia ainda por fazer. A questão, neste ponto do capítulo, seria responder a aparente desaparição das imagens na memória; problema que Bergson busca resolver a partir do papel pragmático do corpo, mais precisamente, do sistema nervoso. As imagens do passado viriam, deste modo, à representação na lembrança em função da atenção que o sistema nervoso lhe lança; uma atenção que, pelos motivos fundamentais da necessidade de manter-se vivo, estaria em função da ação, dos interesses práticos do momento. Haveria então, neste sentido, um momento inconsciente da psique para Bergson, dado que nem toda vivência passada cumpriria um papel nos interesses pragmáticos da atenção. Nosso trabalho tem por objetivo percorrer alguns pontos de Matéria e memória para precisar o sentido que uma noção de inconsciente teria no contexto dessa obra e seu papel na definição bergsoniana de consciência.

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Publicado

2018-03-15

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Artigos