Notas sobre a visão não tutelada em Brakhage e Kant

Autores

  • Mateus Araújo Universidade de São Paulo (USP)
  • Patrícia Kauark-Leite Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

DOI:

https://doi.org/10.36311/2318-0501.2021.v9n1.p59

Palavras-chave:

Stan Brakhage, Immanuel Kant, Experiência perceptual, Imaginação

Resumo

Este trabalho sugere uma comparação preliminar entre dois autores de tradições muito distintas - o cineasta experimental Stan Brakhage e o filósofo da cognição Immanuel Kant - em torno do tema da percepção não conceitual. Nosso objetivo é o de ampliar as perspectivas de compreensão desses autores pelo confronto de suas abordagens de um tema caro a ambos: a natureza da sensibilidade e da faculdade sensível imaginativa. O artigo está dividido em cinco seções. Na primeira, apresentamos a poética cinematográfica de Brakhage, no Prelúdio do filme Dog Star Man (1961) e na primeira parte de seu manifesto Metáforas da Visão (1963), tomando como guia sua metáfora do olho não tutelado por conceitos. Na segunda, situamos a perspectiva de Brakhage à luz do debate contemporâneo sobre o não-conceitualismo kantiano. Na terceira, apresentamos brevemente aspectos da teoria kantiana da percepção que nos permitem confrontá-la com a proposta de Brakhage. Na quarta, buscamos ampliar a análise da experiência perceptual na perspectiva da imaginação em ambos os autores. E na seção final, para concluir, procuramos extrair algumas consequências desse confronto.

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Biografia do Autor

Mateus Araújo, Universidade de São Paulo (USP)

Professor do Dep. de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) e do PPGMPA da ECA-USP, Doutor em Filosofia pela UFMG e pela Univ. de Paris I (Panthéon-Sorbonne)

Patrícia Kauark-Leite, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Professora do Departamento de Filosofia da UFMG, Pesquisadora do CNPq, Doutora pela École Polytechnique de Paris.

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Publicado

2021-07-10

Edição

Seção

Artigos/Articles