Notas sobre processos de criação em currículos

por uma Educação “PORVIR”

Autores

  • Cláudia Aparecida Santos Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.36311/2236-5192.2021.v22n2.p133

Palavras-chave:

Educação, Currículos, Teorias pós-críticas

Resumo

O artigo em questão apresenta um panorama da difusão das teorias pós-críticas no campo educacional. Trata-se de um estudo teórico-conceitual que tem por interesse problematizar o “pensamento-identidade” e seu espelhamento nas composições curriculares. Como escopo teórico, acolhem-se as filosofias da diferença, enquanto possibilidade de movimento frente aos modelos majoritários instituídos, sendo Deleuze (2006), Deleuze e Guattari (2010; 2012), e Corazza (2012), em suas elaborações de perspectiva pós-nietzschiana, alguns dos principais interlocutores da discussão. Ainda propõe pensar o currículo como um território a ser construído, que prioriza a diferença ao invés da identidade. Inscrevemos assim um currículo educacional afeito por inflexões, que acontece pelas composições singulares, associações e linhas de fugas.

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Biografia do Autor

Cláudia Aparecida Santos, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, 2020). Mestre em Educação pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ), 2015. Graduação- Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 2010. Graduação em Desenho e Plástica - Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 2008. Graduação - Licenciatura Plena em Pedagogia (UNICESUMAR), 2020.

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Publicado

2021-08-13

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Artigos