Educação escolar e antropologia

a educação indígena e o combate ao sexismo, à homofobia e ao racismo direcionado à cultura Afro-Brasileira

Autores

  • Marcel de Almeida Freitas Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG

DOI:

https://doi.org/10.36311/2236-5192.2021.v22esp2.p73

Palavras-chave:

Antropologia e Educação Escolar, Educação Indígena, Misoginia

Resumo

O artigo objetiva apresentar contribuições da Antropologia para quatro realidades da educação escolar: a educação indígena, a discriminação contra mulheres e contra pessoas homossexuais e transexuais e o racismo contra práticas culturais e religiosas afro-brasileiras. No que diz respeito à metodologia, foi utilizada a revisão narrativa sobre estes temas em interface com a educação escolar. Aqui a escola é entendida como a principal manifestação da educação formal no Ocidente e a partir do conceito de campo educacional: de suas estruturações históricas, sociais, políticas, econômicas e, notadamente, culturais, visão com a qual a Antropologia pode contribuir enormemente. Advoga-se que a Antropologia se volte mais para a Educação e, especialmente, para uma de suas aplicações práticas, a Pedagogia, e que essa se abra mais às contribuições do campo antropológico como faz em relação à Sociologia e à Psicologia, por exemplo.

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Biografia do Autor

Marcel de Almeida Freitas, Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG

Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG - Mestre em Psicologia pela FAFICH / UFMG - Bacharel em Ciências Sociais pela FAFICH / UFMG; Professor Adjunto da Universidade do Estado de Minas Gerais, UEMG

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Publicado

2021-12-22