A construção de padrões comerciais nas relações Brasil-China

Autores

  • Ana Tereza Lopes de Sousa UFABC

DOI:

https://doi.org/10.36311/2237-7743.2021.v10n3.p578-604

Palavras-chave:

Relações Brasil-China. Comércio Bilateral. Padrões Comerciais

Resumo

Neste trabalho, o nosso objetivo é analisar a evolução das relações Brasil-China desde o seu restabelecimento oficial, em 1974, até o início dos anos 2000, dando-se enfoque aos padrões comerciais que se constituíram nessas interações. Mostramos que foi no fim da década de 1990 que se consolidou o atual padrão nas relações comerciais entre os países – caracterizadas, pelo lado do Brasil, pela venda de produtos básicos e importação de manufaturados chineses, e, pelo lado chinês, o processo contrário: venda de manufaturados e compra de bens básicos brasileiros. Argumentamos que o estabelecimento de tal padrão no fim da década de 1990, e que permanece nos dias de hoje, reflete, de um lado, a forma como os países se inseriram nas dinâmicas mais amplas da economia internacional, e, de outro, as próprias escolhas internas acerca de quais caminhos de desenvolvimento seguir. Para a realização do trabalho, utilizou-se revisão bibliográfica e levantamento de dados em fontes primárias.

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Biografia do Autor

Ana Tereza Lopes de Sousa, UFABC

Doutora em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais "San Tiago Dantas" (UNESP/UNICAMP/PUC-SP - 2016), com auxílio de bolsa CAPES, Mestre em Ciências Sociais (linha de pesquisa: Relações Internacionais e Desenvolvimento) com auxílio de bolsa FAPESP pela UNESP Marília (2012) e Bacharel em Relações Internacionais pela mesma universidade (2008). Realiza pesquisas acadêmicas na área de Relações Internacionais, com ênfase em Economia Política Internacional, Sistema Financeiro Internacional, Política Externa, China e Brasil. É professora adjunta na Universidade Federal do ABC nos Bacharelados de Ciências e Humanidades e de Relações Internacionais, e no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais. É membro do OPEB - Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, e da Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina).

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Publicado

2021-12-30

Edição

Seção

Artigos