Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis <p>A&nbsp;<strong>Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia</strong>&nbsp; é uma revista eletrônica acadêmica na área de Filosofia que tem por missão&nbsp;publicar e divulgar pesquisas de pós-graduandos e pós-graduados a partir de um criterioso processo de avaliação. Surgiu em 2009 da iniciativa conjunta dos pós-graduandos em Filosofia do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Marília-SP.&nbsp;</p> pt-BR revistakinesis@ymail.com (Ricardo Pereira Tassinari) revistakinesis@ymail.com (Editores) Mon, 17 Aug 2020 22:32:01 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 NOTAS SOBRE HEGEL E MARX EM RELAÇÃO À FILOSOFIA DO DIREITO https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10637 <p>O intuito do presente trabalho é deslindar nas concisas linhas adstritas, a relação entre Hegel e Marx sobre a filosofia do direito, esta última marcada pelo momento da <em>Sittlichkeit</em> (“eticidade”, que será explicitada adiante), manifesta a oposição aparente entre o conceito de sociedade civil burguesa (<em>bürgerliche Gesellschaft</em>) e de Estado, tendo em vista este âmbito como objeto de teorização da vida ético-política no contexto histórico de ambos os pensadores e suas divergências ideológicas. Deste modo, enquanto a concepção hegeliana sustém a prevalência despótica do Estado (em defesa da monarquia constitucional), Marx defende a tese da dissolução do Estado político, que implica por consequência, a do Estado não-político (sociedade civil).</p> Thiago de Souza Salvio Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10637 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 O CONCEITO DE LIBERDADE EM CÍCERO E MAQUIAVEL À LUZ DO REPUBLICANISMO DE QUENTIN SKINNER EM SUA FASE INICIAL https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10638 <p>Trata-se, neste artigo, de elucidar a aproximação proposta por Quentin Skinner entre Cícero e Maquiavel no curso da assim chamada fase inicial da carreira do primeiro intérprete: quando então identificava uma concepção de liberdade negativa no republicanismo dos dois últimos autores. Sendo assim, num primeiro momento do trabalho, pretendo demonstrar como a referida interpretação está fundamentalmente baseada no que Skinner concebe como um paradoxo da liberdade nos dois clássicos autores republicanos: o próprio avesso da liberdade (ou seja, a lei) como seu instrumento de realização. Num segundo e último momento do trabalho, trata-se de questionar se não haveria algum anacronismo nessa definição de um conceito republicano de liberdade, residido em Cícero e Maquiavel, com contornos tão próximos ao liberalismo. Nesse sentido, trago à tona as interpretações de Michel Villey e John Pocock, bem como as polêmicas leis agrárias republicanas romanas, chegando à seguinte conclusão. Se, por um lado, notadamente sobre Cícero, corrobora-se muito da posição skinneriana discutida até então, por outro lado, impõe-se para ela algumas dificuldades, especificamente no que diz respeito à sua interpretação de Maquiavel.</p> Bruno Santos Alexandre Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10638 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 UM ESTUDO SOBRE A POSIÇÃO ORIGINAL E OS DOIS PRINCÍPIOS DE JUSTIÇA EM JOHN RAWLS https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10639 <p>O presente trabalho pretende analisar e interpretar dois importantes conceitos das obras <em>A Theory of Justice</em> (1999) e <em>Political liberalism</em> (1993) de John Rawls, a saber, a posição original e os dois princípios de Justiça (Liberdade e Igualdade). Em um primeiro momento, será feita a explanação da teoria de Rawls com o intuito de apresentar as bases fundamentais que possibilitaram garantir as condições adequadas para intuir acerca da estrutura básica da sociedade. Posteriormente, será analisada a posição original e todos os seus elementos constitutivos. Em seguida, serão expostos os dois princípios da justiça com a avaliação dos tipos de justiça procedimentais possíveis na teoria de Rawls. Por fim, argumentar-se-á acerca do espectro social dessa teoria.</p> Victor Hugo Maia Osório Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10639 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 APONTAMENTOS SOBRE A CRÍTICA DE JUDITH BUTLER À TEORIA DO RECONHECIMENTO DE AXEL HONNETH https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10640 <p>Este artigo tem como objetivo fazer uma análise crítica da teoria do reconhecimento de Axel Honneth. Judith Butler percebe algumas contradições nesta teoria e busca apontar aspectos que podem colaborar para uma reconstrução teórica do reconhecimento na sociedade atual e como chegar ao objetivo comum que ambos autores têm: autocrítica social e direcionar as lutas sociais para um movimento emancipatório dos grupos sociais vulneráveis.</p> Mizânia Mizilílian Pessoa Barradas de Brito Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10640 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 TRABALHO E GÊNESE DO SER SOCIAL: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ONTOLOGIA DE LUKÁCS https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10642 <p>O objetivo deste trabalho está em analisar a tese de Lukács acerca da gênese do Ser Social. Em sua obra, <em>Para uma Ontologia do Ser Social</em>, em especial, no capítulo <em>O Trabalho</em>, Lukács propõe uma das premissas centrais do seu pensamento, que em sua interpretação constitui o cerne estruturador do pensamento de Marx, a saber, o trabalho enquanto atividade fundante do ser social. De acordo com esta premissa, é a ação do trabalho que demarca a especificidade e singularidade do ser social, uma vez que por meio dele, o homem opera uma transformação no mundo natural e, por sua vez, produz uma nova forma de objetividade cujas características são determinadas pelas intenções previamente idealizadas na consciência humana.</p> Maicon José Fortunato Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10642 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 A TEIA DE RELAÇÕES HUMANAS E A FORMAÇÃO DO MUNDO COMUM: A PLURALIDADE NA FILOSOFIA POLÍTICA DE HANNAH ARENDT https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10643 <p>Este trabalho consiste numa análise da relação entre a noção de <em>teia de relações humanas</em> e o conceito de <em>mundo comum</em> no pensamento de Hannah Arendt (1906–1975). O <em>mundo comum</em> é público em oposição ao oculto que caracteriza vida privada. Constitui-se por um espaço que existe apenas na medida em que homens se vinculam por seus discursos e ações e, desse modo, revela seus atores. Este vínculo criado pelos homens, pela via dos atos e das palavras, é denominado pela autora como <em>Teia de relações</em>. Ao contrapor-se às formas de dominação totalitária, nas quais indivíduos encontram-se isolados e igualmente, destituídos de discurso político, Arendt compreende que discurso e ação referem-se à mediação que os indivíduos estabelecem entre eles por meio dos seus interesses. Desse modo, constituindo uma realidade mundana objetiva.</p> José Valdir Teixeira Braga Filho Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10643 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 O INIMIGO NO ESPAÇO COLONIAL E O DISCURSO SOBRE RAÇA COMO OPERADOR BIONECROPOLÍTICO https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10644 <p>O presente artigo busca pensar, tomando como base as obras de Achille Mbembe (2018) e Grada Kilomba (2019), a construção da figura do “inimigo”, ou do “Outro”, a partir do advento do conceito de raça e das práticas de racismo no seio das sociedades colonialistas. Isso porque a lógica colonial, de acordo com os autores supracitados, não admite qualquer tipo de vínculo entre o conquistador e o nativo ou o escravizado que não seja a partir da negação, da exclusão e da violência exercida por aquele no corpo destes, de tal sorte que o espaço da colônia se converte em um grande laboratório <em>bionecropolítico</em>. Para compreendermos, portanto, a necessidade de hierarquização entre uns e outros –e da consequente inferiorização do Outro-, partiremos da proposição de Mbembe, em seu ensaio <em>Necropolítica</em> (2018), na qual o autor identifica o racismo como a “condição para aceitabilidade do fazer morrer”. Nesse sentido, a conversão daqueles considerados inferiores, com base em critérios construídos pelo discurso europeu sobre “raça”, em inimigos passou a atuar como forma de justificar o exercício do poder punitivo e do poder de morte sobre esses corpos. Por fim, à guisa de conclusão, tentamos ressaltar que o considerado passado colonial e escravocrata ainda se faz presente em nosso cotidiano e na maneira de fazer política na contemporaneidade, ao atentarmo-nos para os frequentes episódios de genocídio do povo negro ainda no século XXI.</p> Isabela Simões Bueno Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10644 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 POPPER E OS PARADOXOS DA SOBERANIA: POR QUE NA POLÍTICA SEMPRE DEVEMOS ESTAR PREPARADOS AO MÁXIMO PARA O PIOR? https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10645 <p>O presente artigo tem por objetivo uma breve análise da alegação do filósofo Karl Popper (1902-1994) de que em relação à política sempre devemos estar preparados “ao máximo para o pior”. O autor mostra que organizar as instituições políticas de uma forma adequada a evitar que os governantes incompetentes ou malfeitores gerem demasiados estragos é um dever de toda a sociedade que preza pela liberdade. Essa abordagem revela-se profícua ao superar a ingênua noção de que a democracia é meramente o “governo da maioria”; apontando que esse regime é aquele que, sobretudo, é capaz de disponibilizar a todos os cidadãos meios democráticos ou pacíficos de controle governamental. Concluiremos, a partir disso, que a soberania é demasiadamente paradoxal e, por meio de um contraste epistêmico entre a visão liberal, abraçada por Popper, e planificadores centrais, veremos a ilimitação do poder como inconcebível.</p> Daniel Mota Vieira Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10645 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 ARENDT CONTRA HAYEK: ORDEM ESPONTÂNEA, HISTÓRIA E POLÍTICA https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10646 <p>Tendo como fio condutor a questão geral da liberdade, no presente artigo é elaborada uma breve reflexão sobre os conceitos de ordem espontânea, História e política. Segundo Friedrich Hayek (1899-1992), na obra <em>Direito, legislação e liberdade</em> (1973), existem dois tipos de ordem: uma delas criada pela mente humana (<em>taxis</em>) e outra que se realiza espontaneamente (<em>kosmos</em>). A ordem<em> taxis</em> relaciona-se a uma perspectiva racional-construtivista e é característica de uma economia planificada ou dirigida, ao passo que a ordem espontânea conecta-se a uma compreensão evolucionista e corresponde a uma ordenação liberal de mercado. A partir dessas bases, Hayek elaborou uma teoria abarcante sobre os princípios liberais de economia e justiça, quese tornou um dos estandartesdo liberalismo na contemporaneidade. Nessa conjuntura, a indagação aqui proposta procura compreender se a existência de uma ordem espontânea, natural, não acaba interferindo nas possibilidades humanas de transformaçãoda realidade histórica e política. Um tal tipo de ordem, em última análise, não conduziria a sociedade derradeiramente para o fim da História, para a apatia e o conformismo? Nessa discussão sobre ordem espontânea, História e política, o conceito de liberdade irá desempenhar um papel preponderante. O pensamento político de Hannah Arendttambém oferecerávaliosos subsídios interlocutórios para a consecução do intento proposto.</p> Fabrício Fonseca Machado Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10646 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300 EDITORIAL https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10636 <p>É com satisfação que a Kínesis – Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia publica o Número Especial “Filosofia Política e do Direito”, Volume 12, Número 32, 2020.&nbsp;Agradecemos aos autores por confiarem suas pesquisas à Revista Kínesis e aos pareceristas <em>ad hoc</em> pelo trabalho criterioso de avaliação. Convidamos nossos leitores para apreciarem mais um número da Kínesis.</p> Rafael dos Reis Ferreira, João Antonio de Moraes, Pedro Bravo de Souza, Nathália Cristina Alves Pantaleão, Yago Antonio de Oliveira Morais, Marcelo Marconato Magalhães, Ricardo Pereira Tassinari Copyright (c) 2020 Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/10636 Tue, 21 Jul 2020 00:00:00 -0300