Altas habilidades/superdotação no Brasil Artigos
Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, v. 10, n. 1, p. 11-26, Jan.-Jun., 2023 11
https://doi.org/10.36311/2358-8845.2023.v10n1.p11-26
is is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License.
AltAs hAbilidAdes/superdotAção no brAsil: umA revisão de literAturA
no período de 2012 A 2022
HigH abilities/giftedness in brazil: a literature review from 2012 to 2022
Juliana Andreatta FABER
1
Adriana Gomes ALVES
2
RESUMO: segundo estudos recentes, as primeiras abordagens sobre o tema altas habilidades/superdotação no Brasil ocorreram
há mais de 90 anos. Apesar das crescentes pesquisas, o tema ainda é desconhecido para a maioria das pessoas, inclusive para os
diversos educadores que não sabem lidar em sala de aula com alunos que apresentam um nível superior, dicultando assim um
atendimento de qualidade. Mesmo com o avanço das políticas públicas no decorrer desses anos, as mesmas são pouco conhecidas,
comentadas ou discutidas, inibindo assim as ações estabelecidas pela legislação. O presente artigo se congura como uma pesquisa
de revisão de literatura e objetiva investigar as atualidades referentes ao tema, suas principais discussões, teóricas e metodológicas
utilizadas atualmente para incluir e atender estes alunos, realizando um levantamento dos estudos nos últimos dez anos. A pes-
quisa resultou em 37 produções que após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão resultaram em 13 publicações analisadas,
distribuídas entre as seguintes categorias: Políticas Públicas, Prática Inclusivas e Atendimento Educacional. Concluiu-se que muito
se avançou neste período, no entanto, há um longo caminho a ser percorrido; devido a desinformação, mitos e crenças sobre AH/
SD ainda permeiam o pensamento de muitos prossionais envolvidos na educação, dicultando a identicação destes indivíduos
e principalmente a oferta de um atendimento adequado que possibilite o pleno desenvolvimento de seus potenciais. Diante disso,
ca claro a relevância de trabalhos voltados a esta área, uma vez que pesquisas relacionadas a este público ainda são escassas, e se
trata de uma temática de importância não apenas acadêmica, mas também social.
PALAVRASCHAVE: Altas Habilidades/Superdotação. Revisão de Literatura. Práticas inclusivas. Políticas Públicas. Atendimento
Educacional.
ABSTRACT: according to recent studies, the rst approaches to the subject of high abilities/giftedness in Brazil occurred more
than 90 years ago. Despite growing research, the topic is still unknown to most people, including many educators who do not
know how to deal with students who have a higher level in the classroom, thus making it dicult to provide quality care. Even
with the advancement of public policies over the years, they are little known, commented on or remained, thus inhibiting actions
protected by legislation. is article is congured as a literature review and objective investigation regarding the current situation
regarding the theme, its main theoretical and methodological discussions currently used to include and assist these students,
completing a survey of studies in the last ten years. e research resulted in 37 productions that, after applying the inclusion
and exclusion criteria, resulted in 13 entries, distributed among the following categories: Public Policies, Inclusive Practice and
Educational Service. It was concluded that much progress has been made in this period, however, there is a long way to go; due to
misinformation, myths and beliefs about AH/SD still permeate the thinking of many professionals involved in education, making
it dicult to identify these individuals and especially to oer adequate care that enables the full development of their potential. In
view of this, it is clear that works aimed at this area are loved, since research related to this public is still scarce, and it is a topic of
not only academic importance, but also social importance.
KEYWORDS: High Abilities/Giftedness. Literature review. Inclusive practices. Public policy. Educational Service.
Mestre em Educação. Integrante do grupo de pesquisa Observatório de Políticas educacionais do Programa de pós-graduação em
Educação da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). E- mail:juliana_faber@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-
0002-4405-7848
Doutora em Educação. Professora do Programa de pós-graduação em Educação, da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).E-
mail: adriana.alves@univali.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8960-6006
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FABER, J. A.; ALVES, A. G.
introdução
Buscando superar toda uma história de segregação, discriminação e preconceito, a
inclusão educacional deve proporcionar a todos os alunos o pleno desenvolvimento, para que esses
possam exercer seus direitos de cidadania por meio de uma educação de qualidade. Na Perspectiva
da Educação Inclusiva, a educação especial passa a fazer parte da proposta pedagógica do ensino
regular promovendo atendimento educacional especializado aos alunos com deciência, transtorno
Global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, considerando suas necessidades
especícas e assegurado o atendimento educacional especializado diferenciado (BRASIL,
2008). A mesma política dene os estudantes com altas habilidades/superdotação aqueles que:
“Demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas:
intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes, além de apresentar grande criatividade,
envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.” (BRASIL, 2008).
Esta denição baseou-se na denição trazida no relatório de Marland em 1972, trazendo alguns
tópicos da conceituação apresentado por Joseph Renzulli (1986), quando dene comportamentos
superdotados como aqueles que:
Reetem uma interação entre três agrupamentos básicos de traços humanos – sendo
esses agrupamentos habilidades gerais e/ou especícas acima da média, altos níveis de
comprometimento com a tarefa e altos níveis de criatividade. Crianças superdotadas e
talentosas são aquelas que possuem ou são capazes de desenvolver esse conjunto composto de
características e aplicá-las a qualquer área potencialmente valiosa do desempenho humano.
As crianças que manifestam ou são capazes de desenvolver uma interação entre os três grupos
requerem uma ampla variedade de oportunidades e serviços educacionais que normalmente
não são fornecidos por meio de programas educacionais regulares. (Renzulli, 1986, p. 11-12)
Torna-se relevante destacar que a SEESP/MEC apresenta em suas publicações a teoria
de Renzulli desde 1995, por meio das diretrizes gerais para o atendimento educacional aos alunos
portadores de altas habilidades/superdotação e talentos (BRASIL, 1995 apud PÉREZ, 2021, p.182).
Nesse sentido, Virgolim (2007) ressalta que:
As pessoas com altas habilidades formam um grupo heterogêneo, com características diferentes
e habilidades diversicadas; diferem uns dos outros também por seus interesses, estilos
de aprendizagem, níveis de motivação e de autoconceito, características de personalidade e
principalmente por suas necessidades educacionais. Entendemos que é tarefa dos educadores,
sejam eles professores ou pais, compreender a superdotação em seus aspectos mais básicos e
assim se tornarem agentes na promoção do desenvolvimento dos potenciais, de forma a poder
atender as necessidades especiais desta população. (VIRGOLIM. 2007, p. 11)
Embora os educadores compreendem sua responsabilidade em ser agentes no
desenvolvimento de seus alunos ou lhos, o desconhecimento prejudica estas ações. Mesmo este
assunto não sendo recente, todo o processo de identicação e o atendimento educacional a esses
alunos ainda é visto com complexidade pelos educadores em geral, carregados de barreiras e mitos
que contribuem para a exclusão desse público. Independente do crescimento simultâneo nos
últimos anos, relacionado às pesquisas referentes ao tema altas habilidades/superdotação, os debates
acerca desta temática ainda são desaadores na área da Educação.
Já se passaram mais de 90 anos desde a primeira abordagem sobre o tema altas habilidades/
superdotação no Brasil. Delou (2007) aponta que, os primeiros livros sobre a temática publicados
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no país datam da década de 1930, iniciando pesquisas e eventos na área; sendo que o primeiro
seminário nacional sobre superdotados foi realizado somente em 1971, pela Universidade de Brasília
(FREITAS; PÉREZ, 2009). Em 1994, a Declaração de Salamanca, utilizando a nomenclatura super-
dotados, já incluía os alunos com AHSD como alunos com necessidades educacionais especiais. Ao
longo da história esses alunos foram confundidos com alunos prodígios, alunos precoces ou até
mesmo vistos como gênios; foram considerados seres incomuns e autossucientes.
A frequente associação equivocada das AH/SD ao desempenho escolar extraordinário, à
criatividade, à precocidade, ou à genialidade, de forma isolada, provoca muita confusão na
identicação e banaliza o conceito teórico que deve ser denido, esclarecido e explicitado nos
documentos educacionais (PÉREZ; FREITAS, 2014, p.635).
Estes mitos e preconceitos, perpassam gerações e dicultam o olhar para as necessidades
destes alunos e para um atendimento de qualidade. Na realidade das escolas a falta de conhecimento
e amparo aos educadores dicultam a prática pedagógica, cando nítido o longo caminho a ser
percorrido, para se alcançar o que está previsto na legislação a estes alunos.
Os estudos acadêmico-cientícos indicam diferentes percentuais quando se trata de
assumir uma estimativa quanto ao número de alunos com AHSD. Segundo Renzulli (1986, p. 9),
tradicionalmente se assume o percentual de 3 a 5% para a entrada em programas de atendimento
especial a superdotados. Segundo Renzulli, na entrevista concedida a Perez (2022, p.102), existem
certas armadilhas inevitáveis nas quais estamos fadados a tropeçar se aceitarmos a crença de que a
superdotação pode ser denida por 3 a 5% da população, assim estaríamos aceitando “o mito de
3 a 5%, então aceitaremos implícita e operacionalmente também o mito igualmente insustentável
de que superdotação e QI são a mesma coisa” (Renzulli, 1986, p. 27). Em sequência Renzulli
(2022) arma que quando se trata de superdotação criativo-produtivo, “simplesmente não sabemos
quantas pessoas se enquadram nessa categoria, o que sabemos é que as pessoas nessa categoria são
aquelas que zeram contribuições signicativas para qualquer área de estudo ou trabalho em que
estejam envolvidas” (PEREZ; RENZULLI, 2022, p. 105). Apesar disso, Renzulli (2004) aponta
que a maioria dos alunos das melhores universidades vem dos 20% mais destacados da população
geral; um forte indicativo de altas habilidades/superdotação. Referente a este assunto, Virgolim
ressalta que:
As modernas teorias da inteligência não percebem que a habilidade superior possa ser medida
apenas por testes psicométricos (VIRGOLIM, 2009), já que estes abarcam apenas 1 a 3% da
população. Quando incluímos outros aspectos à avaliação de superdotados, como, por exemplo,
liderança, criatividade, competências psicomotoras e artísticas, as estatísticas sobre altas
habilidades aumentam signicativamente, chegando a abarcar uma porcentagem de 15 a 30%
da população. Assim, torna-se essencial a utilização de técnicas mais apuradas de identicação,
instrumentos mais amplos e precisos de diagnóstico e bons programas de desenvolvimento e
estimulação do potencial destas crianças (VIRGOLIM, 2014, p. 589).
Conforme publicado no censo escolar apresentado pelo INEP em 2022, o total de
estudantes matriculados na educação infantil e ensino fundamental no Brasil, em 2021, é de
29.932.811. Especicamente, pensando nos alunos com AHSD pode-se perceber uma disparidade
no número estimado de estudantes com AHSD e no número de matrículas especícas registradas.
Levando em consideração os dados do INEP e a maior estimativa percentual tradicional de 5 %
apontada nos capítulos anterior, o número de estudantes chegaria a quase 1,5 milhões, ao passo
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FABER, J. A.; ALVES, A. G.
que, se considerarmos a média estimativa de 20% apresentada por Virgolim (2014) aos alunos com
indicadores de AHSD ou por Renzulli (2004) aos alunos que se destacam, o número de estudantes
com AHSD poderia chegar a quase 6 milhões, em todo o território nacional. Em contraste, o
número cadastrado de matrículas desses estudantes, em 2021 (INEP, 2021) é de apenas 23.758 no
Brasil inteiro, um número que representa a ínma parcela de 0,08 % do total de alunos matriculados.
Fica claro que a invisibilidade dos alunos com AHSD ainda é um fato atual que precisa
ser revertido, estes alunos precisam ser identicados e cadastrados como alunos com AHSD,
para que haja mais discussão sobre a temática e investimento no atendimento educacional. A
falta do reconhecimento deste aluno e sua essencial necessidade de um atendimento educacional
especializado, nos faz presenciar uma educação apenas preocupada em sanar as diculdades de
quem está abaixo da média e homogeneizar os demais, desestimulando assim, quem está acima da
média geral.
A mais de 20 anos se reete sobre a equidade na educação. Alencar e Fleith (2001)
destacam a importância de se buscar uma equidade na educação para se estabelecer um ensino de
qualidade, ressaltando que este ensino não signica uma educação igual para todos. É fundamental
que o sistema educacional saiba que uma educação voltada apenas para estudantes medianos ou
abaixo da média, pode signicar a falta de identicação e de estímulo do talento dos mais capazes,
e como efeito, o não aproveitamento de suas habilidades. As mesmas autoras ressaltam que nos
vinte anos anteriores a sua publicação, observam-se avanços signicativos nos estudos sobre diversos
aspectos relacionados às AHSD, sobretudo nas áreas de currículo, desenvolvimento socioemocional,
aconselhamento psicológico e propostas educacionais. Por outro lado, nota-se que a resistência
à implementação de programas e serviços a esse grupo continuam presentes em um grande
número de educadores, como consequência, os alunos com AHSD são pouco compreendidos e
completamente negligenciados pelo contexto escolar. As autoras complementam que para esses
alunos, a escola pode se tornar um ambiente desfavorável, sem desaos e pouco receptivo às suas
ideias criativas, produzindo baixa motivação e, muitas vezes, um rendimento acadêmico aquém de
suas potencialidades.
Segundo Virgolim (2007), a construção do conhecimento a respeito desse público com
altas habilidades/superdotação ainda é regada, em nosso país, por muitos desaos, tais como: (a) falta
de especialista para atender as demandas desta população; (b) materiais adequados às necessidades do
grupo; (c) currículo e programas adaptados aos diferentes níveis em escolas públicas e particulares;
(d) cursos de graduação e pós-graduação nas universidades brasileiras especícos para área; (e) mais
recursos governamentais para programas voltados para o desenvolvimento da superdotação em todo
país; (f) técnicas mais modernas de identicação; (g) mais literatura especializada em nosso idioma,
e principalmente; (h) maior número de pesquisas sobre essa população na realidade brasileira.
Muitos são os desaos encontrados no campo educacional para atender estes alunos de
forma adequada. Freitas e Pérez destacam que:
O pouco conhecimento e mesmo o desconhecimento da legislação educacional pelos professores,
gestores e pelas próprias famílias dos estudantes com AHSD é uma constatação muito frequente,
especialmente dos dispositivos que determinam os seus direitos. A obrigatoriedade do AEE para
estes estudantes não raramente é uma surpresa para as administrações escolares... O mesmo
ocorre com as reais diculdades e necessidades dos estudantes com AHSD (PÉREZ; FREITAS,
2014, p. 634).
Altas habilidades/superdotação no Brasil Artigos
Revista Diálogos e Perspectivas em Educação Especial, v. 10, n. 1, p. 11-26, Jan.-Jun., 2023 15
Analisando as revisões de literatura realizadas nos últimos dez anos, encontraram-se três
artigos. Nakano e Siqueira (2012) que analisaram as publicações brasileiras sobre superdotação
entre os anos de 2002 e 2009, encontrando 19 artigos que abordam diversos temas relacionados ao
tema e concluíram um recente interesse pela temática, à época, justicando notáveis diculdades
encontradas, tais como divergências na denição do conceito e a falta de instrumentos especícos
validados e normatizados. Chacon e Martins (2014) realizaram um levantamento com base de dados
nas teses e dissertações brasileiras sobre AH/SD, demonstrando o crescimento de pesquisas sobre
esse tema com predomínio de publicações na área da Educação. Pederro et al (2017) publicaram
uma revisão de produções cientícas sobre altas habilidades/superdotação no Brasil no período de
2011 a 2015, objetivando caracterizar os principais assuntos debatidos e demonstrar os avanços na
área das Altas Habilidades/ Superdotação. Nesta revisão concluiu-se que é necessário realizar mais
estudos de intervenção, pois grande parte dos artigos baseia-se em estudos teóricos, dessa forma,
poderão ser construídas propostas de identicação e atendimento adequadas à realidade brasileira.
Diante disso, este artigo apresenta uma revisão da literatura correspondente à inclusão
dos alunos com altas habilidades/superdotação, com foco na análise de pesquisas que permeiam
o atendimento educacional ofertado a estes alunos nos últimos 10 anos, objetivando investigar
as atualidades referentes ao tema, suas principais discussões, teóricas e metodológicas utilizadas
atualmente para incluir e atender estes alunos.
DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Este estudo se congura com uma pesquisa de revisão de literatura. As buscas foram
realizadas por meio da pesquisa simultânea que comtempla as bases: Portal CAPES, EBSCO, Scielo
Livros, Scielo Periódicos, Biblioteca A, Saraiva, Vlex, Portal de Periódicos Univali, Acervo Univali,
Diretórios de Acesso Aberto. As publicações selecionadas estão datados entre os anos de 2012 e
2022 e a busca se às bases se deu em abril de 2022. Com a Política Nacional de Educação Especial
na Perspectiva da educação inclusiva de 2008, ainda em vigor devido a revogação do Decreto n°
10.502/20, novos olhares se abriram para a temática das altas habilidades/superdotação, de 2009
a 2011 criaram-se legislações e diretrizes voltadas para o atendimento a este público e a partir
daí, estudos mais aprofundados começaram a surgir neste sentido, sendo assim, considerou-se
importante incluir na revisão estudos a partir do ano de 2012 até os dias atuais.
Para renar os resultados, realizou-se a busca avançada, além da delimitação do período;
acrescentaram-se artigos nacionais, analisados por especialistas e voltados para a educação, com
os descritores: altas habilidades OR superdotação AND atendimento educacional; nesta busca
foram encontradas 37 publicações, entre artigos, teses e dissertações referentes ao tema de estudo.
Todos as publicações foram importadas para o software Mendeley que me auxiliou na busca do
texto completo, possibilitando a leitura, destaques e anotações no próprio texto, facilitando assim a
organização e o gerenciamento.
As publicações foram selecionadas com critérios de inclusão e exclusão, tendo como
critérios de inclusão: 1. Textos completos que incluíam o tema altas habilidades/superdotação, 2.
Publicações com relatos da inclusão dos alunos com altas habilidades/superdotação, assim como
suas políticas. 3. Artigos com experiências do atendimento educacional ou práticas educacionais
oferecidas aos alunos com altas habilidades/superdotação. Como critérios de exclusão foram
denidos: 1. Estudos referentes ao atendimento realizados apenas nas salas de recursos ou sala
multifuncional, 2. Estudos referentes à identicação e avaliação desses alunos, 3. Estudos duplicados,