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DIAS, Katiúscia Sousa; FARIAS, Gabriela Belmont de. Diálogos entre Competência em Informação e Educação
Profissional e Tecnológica. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação
contínua, 2023, e023041. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023041.
DIÁLOGOS ENTRE COMPETÊNCIA EM
INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
E TECNOLÓGICA
Dialogues between information literacy and professional and technological education
Katiúscia Sousa Dias (1), Gabriela Belmont de Farias (2)
(1) SENAC / Universidade Federal do Ceará, Brasil, katiusciadsousa@gmail.com
(2) Universidade Federal do Ceará, Brasil, gabibfarias@gmail.com
Resumo
A valorização da informação e do conhecimento na sociedade contemporânea trouxe mudanças no mundo
do trabalho e na educação, com novos paradigmas decorrentes da globalização. Em um ambiente cada vez
mais competitivo, as organizações procuram profissionais com competências desenvolvidas além das
necessárias para suas atividades específicas, que combinam conhecimentos e habilidades adquiridos em sua
formação geral, formação profissional e experiências. Nesse sentido, a Competência em Informação deve
fazer parte de todos os níveis educacionais, inclusive, na Educação Profissional, modalidade educacional
que objetiva a formação de trabalhadores. Este artigo tem como objetivo discutir sobre a competência em
informação na perspectiva da educação profissional e tecnológica. Trata-se de uma pesquisa do tipo
exploratória, de abordagem qualitativa, que possui como instrumento de coleta de dados a pesquisa
bibliográfica e documental. Ao se considerar que a qualificação dos trabalhadores nem sempre é suficiente
para que estes sejam capazes de entregar os resultados esperados pelas organizações, acenamos com este
artigo, a possibilidade para os professores, em especial, os da educação profissional e tecnológica, a incluir
em suas práticas pedagógicas atividades baseadas no desenvolvimento da competência em informação para
impulsionar mudanças realmente significativas na formação de seus alunos.
Keywords: Competência em informação; Educação Profissional e Tecnológica; Educação para o trabalho;
Ação docente
Abstract
The appreciation of information and knowledge in contemporary society has brought about changes in the
world of work and education, with new paradigms resulting from globalization. In an increasingly
competitive environment, organizations are looking for professionals with skills developed beyond those
necessary for their specific activities, which combine knowledge and skills acquired in their general training,
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Profissional e Tecnológica. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação
contínua, 2023, e023041. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023041.
professional training and experiences. In this sense, Information Literacy must be part of all educational
levels, including Professional Education, an educational modality that aims at training workers. This article
aims to discuss information literacy from the perspective of professional and technological education. This
is exploratory research, with a qualitative approach, which uses bibliographical and documental research
as data collection instruments. When considering that the qualification of workers is not always enough for
them to be able to deliver the results expected by organizations, we wave with this article, the possibility
for teachers, especially those of professional and technological education, to include in their pedagogical
practices activities based on the development of information literacy to drive significant changes in the
training of its students.
Keywords: Information Literacy; Professional and Technological Education; Education for work;
Teaching action
1 Introdução
A Ciência da Informação é um campo interdisciplinar do conhecimento abrangendo
diferentes tipos de estudos voltados à informação e ao conhecimento e os fenômenos relacionados
à informação, ao conhecimento e contextos sociais conforme apontam autores como Borko (1964),
Saracevic (1995) e Choo (2006).
Enquanto área do conhecimento que não se mantém estática, amplia sua relevância para a
sociedade e sua responsabilidade social ao investigar a diversidade de problemas informacionais
centrando seus estudos não sob a ótica dos registros do conhecimento, mas, seu impacto em
múltiplos contextos como o político, social, educacional, organizacional, tecnológico, dentre
outros.
Em uma sociedade competente em informação os indivíduos desenvolvem a capacidade de
identificar a veracidade de informações e usar fontes de informações confiáveis para exercer
plenamente a sua cidadania. O uso de tecnologias de informação e comunicação disponíveis são
recursos empregados tanto para o exercício profissional quanto o educacional e o social e, não
saber utilizá-los, pode se constituir em fator de exclusão social. Mas, o foco não deve ser restrito
às questões de acesso, é preciso dotar os indivíduos de competência para analisar e usar as
informações de maneira crítica, sabendo identificar o que, como e onde buscar as informações para
satisfazer as suas próprias necessidades informacionais (HATSCHBACH; OLINTO, 2008).
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Num mundo marcado pela alta competitividade, a informação passou a ser um recurso
estratégico dentro das organizações tornando crescente a necessidade de profissionais com
formação de qualidade, com capacidade críticas, criativas e reflexivas para lidar com ela.
No contexto profissional não se trata apenas da qualificação formal do indivíduo voltada
para desenvolver tarefas relacionadas a um determinado tipo de trabalho, mas sim, de sua
qualificação real baseada nas competências essenciais, conhecimentos e habilidades originadas de
sua formação geral, profissional e experiências de trabalho. Torna-se fundamental que os sujeitos
organizacionais saibam converter o conhecimento tácito que possuem (conhecimento individual)
em conhecimento explícito (conhecimento coletivo) e possuam atitude voltada para o
aprendizado ao longo da vida (DELUIZ, 1996, p. 74).
Hatschbach e Olinto (2008) destacam que a Competência em Informação (CoInfo)
ultrapassam as fronteiras da Biblioteconomia e Ciência da Informação, possuindo grande interface
com outras áreas do conhecimento, entre as quais podemos mencionar a educação, as ciências
sociais, a psicologia cognitiva, a comunicação, o marketing, o direito e a informática. Constitui
terreno fértil no que diz respeito ao comportamento e práticas informacionais.
A American Library Association (ALA) possui um dos conceitos mais usados no mundo
sobre Competência em Informação (CoInfo). Por meio de sua subdivisão Association of College
and Research Libraries (ACRL) definiu em 2000 a CoInfo como um conjunto de habilidades
indispensáveis ao indivíduo para reconhecer quando uma informação é necessária e ter habilidades
para localizá-la, avaliá-la e usá-la eficazmente para aprender com ela (AMERICAN LIBRARY
ASSOCIATION, 1989, tradução da autora). Essa competência deve ser desenvolvida durante toda
a vida dos cidadãos, especialmente no período de educação (IFLA, 2008, p. 4). E a partir desse
conceito, a ACRL apresentou um modelo com cinco padrões para CoInfo, são eles: determinar a
natureza e a extensão da informação necessária; acessá-la efetiva e eficientemente; avaliar suas
fontes criticamente e incorporar informação selecionada em sua base de conhecimento e sistema
de valores; utilizar a informação efetivamente para cumprir um propósito específico; compreender
os vários temas econômicos, legais e sociais em torno do uso ético e legal.
A educação por não estar dissociada desse cenário de transformações gerado por nossa
sociedade globalizada é desafiada a migrar da postura tradicional e transmissora de informação
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e de cultura para tornar as pessoas protagonistas de seu próprio desenvolvimento nos modos de
aprender e de pensar, exigindo dos educadores a fuga de metodologias de ensino mecanizadas,
orientando e auxiliando seus educandos em suas próprias construções do saber (FONSECA;
SPUDEIT, 2016).
Para Saviani (2007) trabalho e educação são atividades atribuídas à espécie humana, ou
seja, apenas o homem trabalha e educa, compreendendo o trabalho como a ação do homem sobre
a natureza transformando-a de acordo com suas necessidades, e a educação como o processo de
aprendizagem desenvolvido através da produção de sua própria existência. O autor defende que
trabalho e educação não devem ser abordados de modo dissociado, pois, o ser humano depende de
ambos para viver e sua formação enquanto indivíduo deve ser baseada por uma educação que tenha
o trabalho como princípio educativo.
Como princípio educativo, é fundamental considerar que o trabalho não se limita à
execução de tarefas mecânicas, nem deve estar restrito à prática meramente tecnicista do "aprender
trabalhando" ou "trabalhar aprendendo" pelos indivíduos. Em vez disso, ele deve ser integrado à
formação humana por meio de reflexões sobre a cultura, as correlações de forças existentes, os
saberes e as relações sociais que se estabelecem na produção e na sociedade enquanto vivenciam
e constroem a própria formação (MOURA, 2007). Para tanto, é necessária uma prática pedagógica
politécnica que promova o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas, sem distinguir
a formação para o trabalho da cultura, ciência e tecnologia.
Inspirado nas reflexões de Gramsci sobre o trabalho como princípio educativo da escola
unitária, Saviani (2007, p. 161) destaca que a formação politécnica não deve ser baseada em uma
abordagem tecnicista, mas, sim, em uma perspectiva crítica e reflexiva a fim de permitir o
“domínio dos fundamentos científicos das diferentes técnicas utilizadas na produção moderna”. A
formação deve possibilitar emancipação e apontar caminhos e perspectivas de uma mudança na
Educação como um todo, voltada para a sociedade humana que tanto queremos. Propondo
argumentos e ideias que buscam a superação da realidade dicotômica que separa a técnica da
dimensão humana. “Problematizando a formação que prioriza a técnica, discutindo a partir da
reflexão filosófica a práxis dos indivíduos que compõem a Educação em todos os seus níveis,
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fazendo com que estes sujeitos construam uma sociedade mais ética e humana” (DUARTE;
OLIVEIRA; KOGA, 2016, p. 3).
Quando compreendemos a relação entre educação e trabalho na construção da existência
humana, somos capazes de formar indivíduos não alienados em relação ao seu trabalho e à
sociedade. Essa compreensão é fundamental para a formação de um homem consciente de sua
importância como agente transformador da realidade social, cultural, política e econômica em que
está inserido.
Busca-se, portanto, uma unidade entre teoria e prática na formação profissional, em que a
educação não esteja restrita apenas à preparação para o mercado de trabalho, visando atender às
demandas do sistema capitalista. Ao contrário, o trabalho deve ser visto como princípio educativo
fundamental para que os indivíduos possam desfrutar dos benefícios advindos do trabalho humano,
independentemente de sua classe social.
Para Moura (2007, p.20) uma formação integrada deve proporcionar aos cidadãos a
capacidade de compreender a realidade social, econômica, política, cultural e do mundo do
trabalho, de modo que possam inserir-se nela e atuar de maneira ética, competente, técnica e
politicamente consciente, visando contribuir para a transformação da sociedade em prol dos
interesses sociais e coletivos.
A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) tem como premissas o trabalho, a ciência, a
tecnologia e a cultura como categorias indissociáveis para uma formação humana e integral. Essas
premissas trazem implicações significativas para o papel da escola e ao ofício docente, sobretudo,
na relação dos estudantes com o mundo do trabalho.
A educação que se concentra no aprimoramento de competências tem, na visão de Berte
(2016), poder de contribuir para o desenvolvimento humano, no sentido do desenvolvimento
integral de pessoas e das organizações, se for referenciada em organizações de aprendizagem
permanente. A capacitação e o desenvolvimento de pessoas nas organizações que buscam a
excelência, transcendem a visão restrita de apenas treinar para o desenvolvimento de funções
específicas, abrindo espaço para a concepção de um sistema de desenvolvimento que integra
diversas abordagens, dentre elas, a competência em informação.
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Considera-se um aluno competente em informação quando este compreende sua
necessidade de informação, é capaz de identificar quais recursos estão disponíveis para exploração,
sabe como encontrá-los e acessá-los.
2 A competência em Informação
Abordar o tema das competências humanas na EPT é uma tarefa complexa, dada a
polissemia do termo e as diferentes visões políticas e filosóficas que o cercam, como relata
Depresbiteris (2005).
Na literatura da educação profissional, o surgimento do termo competência”
parece ter ocorrido, primeiramente, em alguns países industrializados, sobretudo
naqueles que apresentavam maiores problemas em integrar seus sistemas
educativo e produtivo. Desta maneira, o modelo de competência surgiu como uma
proposta para a educação profissional, formulado sob influência do setor
produtivo, como uma decorrência das mudanças do mundo do trabalho que
apontavam para a necessidade de um novo perfil do trabalhador
(DEPRESBITERIS, 2005, p.3).
No Brasil, a proposta de trabalhar a competência na EPT foi formalizada pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, Lei 9394 (BRASIL,1996), que dedica um
capítulo especial para a Educação Profissional. O Art.39 da lei cita que a educação profissional,
ao ser integrada aos diferentes níveis e modalidades de educação, ao trabalho, à ciência e à
tecnologia, conduz ao desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva, o que implica a
mobilização de outras dimensões dos saberes. Nesse contexto, trabalhar em prol do
desenvolvimento de competência dos alunos, articulando a evolução do ensino com as demandas
do mercado, pode ser um diferencial significativo e trazer grandes avanços para a EPT.
Depresbiteris (2005) afirma que “o aumento da complexidade do trabalho, que não se
restringe apenas à aquisição de novos conhecimentos decorrentes da introdução de novas
tecnologias, mas também pela reformulação das próprias formas de organização, passou a exigir
muito mais do que apenas o saber-fazer”.
Catts e Lau (2008) enfatizam que, além de possuir um conhecimento teórico sólido em suas
respectivas áreas profissionais, as pessoas precisam desenvolver competência em informação para
enfrentar as demandas de seus ambientes de trabalho. Isso engloba a capacidade de explorar
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informações, estabelecer conexões com diversas fontes de conhecimento e aplicar essas
habilidades de maneira prática na compreensão de situações e nas tomadas de decisões. Surge
então um movimento que defende a articulação de vários elementos, como: o acesso à informação,
os saberes, as manifestações científicas e culturais, dentre outros, para acompanhar as
transformações do mundo contemporâneo e desenvolver novos processos produtivos (SANTOS,
2017).
A expressão information literacy, traduzida neste artigo como competência em informação,
surgiu pela primeira vez em 1974 no relatório The information service environment relationships
and priorities do bibliotecário americano Paul Zurkowski. Nesse documento, Zurkowski
descreveu produtos e serviços oferecidos por instituições privadas relacionando-as com as
bibliotecas e propôs um movimento para que os Estados Unidos adotassem a competência em
informação como ferramenta educativa para que o trabalhador norte-americano pudesse lidar com
o excesso de informação “por meio do aprendizado de técnicas e habilidades no uso de ferramentas
de acesso à informação” (DUDZIAK, 2003, p. 24).
Inicialmente concebido para atender à demanda de aprimoramento profissional da indústria
norte-americana conforme evidenciado em Dudziak (2003), a competência em informação evoluiu
ao longo do tempo, deixando para trás sua concepção instrumental para a classe industrial na
década de 1970.
Pereira (2015), revela um rompimento do conceito inicial nos anos 1980, passando a
enfatizar sua importância no processo educacional para a classe bibliotecária, fato que despertou
o interesse de pesquisadores e agentes sociais.
Karol C. Kuhlthau, foi pioneira no desenvolvimento de discussões e pesquisas
estabelecendo uma relação entre a competência em informação como uma prática pedagógica. A
autora promoveu uma aproximação entre a competência em informação e o currículo escolar ao
publicar em 1987 a obra Information Skills for an Information Society: a review of research, na
qual delineia os fundamentos do conceito de competência em informação combinado ao processo
educacional como mais uma prática pedagógica capaz de contribuir para a formação de indivíduos
competentes em informação (PEREIRA, 2015).
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O interesse nos estudos e a importância sobre a temática da competência em informação
começaram a criar forma ultrapassando fronteiras e gerando a necessidade do emprego do termo
em outros idiomas, porém, a tradução não ocorreu de forma uniforme e consolidada. Em inglês o
termo permaneceu como ‘Information Literacy’; em francês adotou-se Maîtrise de l´Information’;
em espanhol uso dos termos ‘Alfabetización Informacional’ como tradução literal de
Information Literacy, ‘Alfabetización em información’, ‘Competencia informacional’ e
‘Desarrollo de Habilidades Informativas (DHI)’ esse último mais utilizado no México. No
cenário luso brasileiro temos variação nas terminologias adotadas, ‘Literacia da Informação’, e
‘competência da Informação” em Portugal; e, ‘Alfabetização Informacional’, ‘Alfabetização em
Informação’, ‘Competência Informacional’ e ‘Competência em Informação’ no Brasil
(HATSCHBACH; OLINTO, 2008, p.23-24).
O termo Competência em Informação é mais reconhecido e utilizado por pesquisadores da
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil. Dudziak (2001, 2003), Belluzzo (2004,
2008), Campello (2009) e Gasque (2013) são algumas autoras que apresentam reflexões,
discussões e diretrizes e que dão luz às pesquisas sobre Competência em Informação. Adotado de
forma ampla, a competência em informação é compreendida como um processo que corresponde
às etapas de localizar, selecionar, acessar, organizar e usar a informação para fins de gerar
conhecimento, com o intuito de facilitar a tomada de decisão e a resolução de problemas de
informação.
Segundo Vitorino e Piantola (2011), a competência em informação envolve aspectos tanto
objetivos quanto subjetivos, podendo ser abordada de forma individual ou coletiva, resultando em
quatro dimensões interligadas. A dimensão objetiva está diretamente relacionada à capacidade de
utilizar tecnologias de informação e comunicação, enquanto a dimensão subjetiva se refere às
experiências pessoais de cada indivíduo. A abordagem individual está relacionada à ética do
sujeito ao utilizar informações disponíveis, e a abordagem coletiva está ligada à capacidade de
exercer a cidadania.
No âmbito do governo brasileiro, os princípios educacionais que norteiam essa modalidade
de ensino estão definidos pelo Ministério da Educação (MEC). Estes princípios incluem o estímulo
ao pensamento crítico, o desenvolvimento da habilidade de aprender continuamente, a promoção
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da aprendizagem ao longo da vida e o fomento à autonomia intelectual (BRASIL, 2009). Esses
aspectos centrais alimentam as discussões sobre as interações entre trabalho, emprego, educação
e profissão com o objetivo de fornecer uma formação que priorize as relações sociais e aspiram à
criação de cidadãos engajados nas esferas políticas e produtivas da sociedade (SANTOS, 2017).
Desse modo, destaca-se a importância que os estudos do uso e das necessidades de
informação possuem e devem avançar em direção a
Análise dos motivos que geram as necessidades de informação e como essas
necessidades são percebidas, representadas, definidas e vivenciadas. Também é
importante estudar como a informação é usada, entender como a informação
ajuda o usuário e avaliar os resultados do uso, inclusive seu impacto, seus
benefícios e sua contribuição para a noção de eficiência ou desempenho (CHOO,
2006, p. 70-71).
Nesse contexto, o autor considera que tão importante quanto o estudo do objeto informação
é o estudo daqueles que a utilizam.
No ano de 2004, a ALA estabeleceu nove diretrizes da CoInfo para a aprendizagem dos
alunos, dividindo-as em três categorias: competência em informação voltada ao manuseio da
informação; competência em informação voltada à aprendizagem autônoma e independente; e
competência em informação voltada à responsabilidade social conforme o Quadro 1.
Quadro 1: Diretrizes para a CoInfo
O aluno com
competência em
informação:
O aluno com aprendizagem
independente:
O aluno com responsabilidade
social:
Acessa a informação
de forma eficiente e
efetiva;
Sabe buscar com persistência
a informação relacionada aos
seus interesses pessoais;
Reconhece a importância da
informação para a sociedade
democrática;
Avalia a informação
de forma crítica e
competente;
Aprecia a literatura e outras
formas criativas de expressão
da informação;
Coloca em prática o
comportamento ético em relação à
informação e à tecnologia da
informação;
Usa a informação de
forma precisa e
criativa.
Procura obter excelência na
busca de informação e
geração de conhecimento.
Participa efetivamente de grupos
para buscar e gerar informação.
Fonte: Adaptado de American Library Association (2004).