1
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (PDCIn) para a População
LGBTI+:
atitudes, comportamentos, habilidades, valores e conhecimentos
Structure of an Information Literacy Development Program (PDCIn) for the LGBTI+ population:
attitudes, behaviors, skills, values and knowledge
André Luiz Avelino da Silva (1), Elizete Vieira Vitorino (2)
(1) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil, andre_luiz93@live.com.
(2) elizete.vitorino@ufsc.br
Resumo
Tem como objetivo apontar uma estrutura teórica de um Programa de Desenvolvimento da Competência
em Informação voltado para a população LGBTI+, além de trazer conceitos das características desta
metacompetência. Refere-se a uma revisão de literatura, apontando os conceitos de atitudes,
comportamentos, habilidades, valores e conhecimentos. A presente pesquisa se caracteriza como
bibliográfica, documental e descritiva, de abordagem qualitativa. Além disso, considera os temas abordados
na pesquisa, dentre os quais se destacam como principais Competência em Informação e seus componentes,
Programa de Desenvolvimento da Competência em Informação e população LGBTI+. Neste sentido, a
concretização deste artigo em estruturar um programa de desenvolvimento da Competência em Informação
para a população LGBTI+ com foco em atitudes, comportamentos, habilidades, valores e conhecimentos
ocorrerá de forma teórica. Compreende-se a importância e necessidade de trabalhar em prol do combate as
vulnerabilidades sociais de grupos minoritários, como a população LGBTI+, pelo viés da Competência em
Informação.
Palavras-chave: Competência em Informação; Programa de Desenvolvimento da Competência em
Informação; População LGBTI+; Vulnerabilidade social.
2
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
Abstract
It aims to point out a theoretical structure of an Information Literacy Development Program aimed at the
LGBTI+ population, in addition to bringing concepts of the characteristics of this meta-competence. It
refers to a literature review, pointing out the concepts of attitudes, behaviors, skills, values and knowledge.
This research is characterized as bibliographical, documental and descriptive, with a qualitative approach.
In addition, it considers the topics addressed in the research, among which the main Information Literacy
and its components, the Information Literacy Development Program and the LGBTI+ population stand out.
In this sense, the implementation of this article in structuring a program for the development of Information
Literacy for the LGBTI+ population with a focus on attitudes, behaviors, skills, values and knowledge will
occur theoretically. It is understood the importance and need to work towards combating the social
vulnerabilities of minority groups, such as the LGBTI+ population, from the perspective of Information
Literacy.
Keywords: Information Literacy; Structure of an Information Literacy Development Program; LGBTI+
population; Social Vulnerability.
1 Introdução
A sociedade passa por diversas transformações no decorrer dos anos, sejam mudanças
ambientais, tecnológicas, sociais, econômicas, políticas - todos os segmentos seguem caminhos
que levam a mudanças. Na Sociedade da Informação os avanços também acontecem, não na
mesma dinâmica de velocidade, mas com transformações próprias desse contexto.
As Tecnologias da Informação e comunicação (TIC), aliadas à internet, alavancaram as
evoluções informacionais. Nesse sentido, diante de novas demandas advindas desse panorama
como o fenômeno das fake news e a desinformação, assim como a sobrecarga de informações e,
mais recentemente, a Inteligência Artificial , é necessário considerar novas formas de lidar com
tais dilemas.
Por conseguinte, a Competência em Informação, como um conjunto de comportamentos,
habilidades, valores, atitudes e conhecimentos que proporcionam o desenvolvimento do
pensamento crítico e ético na busca, acesso e uso das informações (ALA, 2016), pode contribuir
para o empoderamento das pessoas pelo viés do campo informacional. Vitorino e Piantola (2020)
e Vitorino e De Lucca (2020), elucidaram diversos aspectos, tanto da Competência em Informação,
como das dimensões desta e da necessidade de se desenvolver a esta metacompetência nas pessoas.
3
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
A contribuição também se estende aos conhecimentos que partem de um processo de
construção (BECKER, 2001), envolvendo a aquisição de novas informações (ALVES; SANTOS,
2018) de modo a influenciar nas habilidades. O comportamento é influenciado pelo contexto social
e cultural (SAMPAIO, 2005; ANDERY, 2011) se ligando ao desenvolvimento humano, uma vez
que a dimensão psicossocial aponta para as interações sociais e relações humanas que contribuem
para esse processo. As atitudes se ligam aos comportamentos, pois exercem influências devido à
socialização das pessoas, ao passo que os julgamentos e avaliações de mundo fazem parte das
atitudes (RODRIGUES, 2012).
O contexto educacional é um campo em que as relações sociais e interações humanas
ocorrem pelo viés do ensino e aprendizagem, influenciando nas atitudes e comportamentos das
pessoas. Isto contribui para a aquisição de habilidades e novos conhecimentos, mas também na
internalização de valores. São estes que direcionam a vida e a ações que uma pessoa possa ter,
embasando-se na sociedade e impactando as atitudes e os comportamentos de pessoas ou de um
grupo social (GOUVEIA et al., 2011). Os movimentos sociais LGBTI+
(1)
, dentro desse cenário,
são impulsionados por valores de justiça social, por exemplo, que solidificam o combate às
desigualdades sociais e vulnerabilidades de um determinado grupo, como no caso das pessoas
LGBTI+.
No intento de contribuir para minimizar os efeitos de um cenário carente de educação para
a informação às pessoas LGBTI+, esta pesquisa
(2)
apresenta a estruturação de um Programa de
Desenvolvimento da Competência em Informação (PDCIn) voltado para a população LGBTI+. O
conteúdo investigado se dará em atitudes, comportamentos, valores, conhecimentos e habilidades
e na necessária reflexão e pensamento crítico, tal como o compartilhamento de informações e seu
uso ético (MIRANDA; ALCARÁ, 2019).
Quanto aos aspectos metodológicos da pesquisa, esta se configura como bibliográfica,
documental e descritiva. As buscas ocorreram no fim do segundo semestre de 2022 ao primeiro
semestre de 2023 e foram realizadas nas bases de dados: Base de Dados Referencial de Artigos de
Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), Web of Science (WoS), Scientific Electronic
Library Online (SciELO), Portal de Periódicos Capes, utilizando booleano “AND” para as buscas
4
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
sobre os temas: Competência em Informação, Atitudes, Comportamentos, Valores,
Conhecimentos, Habilidades, Programas e pessoas LGBTI+, sem recorte temporal. Na análise de
conteúdo foi realizado as seguintes etapas: I. pré-análise de conteúdo; II. Leitura de conteúdo; III.
Uso dos conteúdos. Aplicando critérios de exclusão, artigos que não eram de acesso aberto, artigos
repetidos e aqueles que não se encaixavam no escopo da pesquisa; para os critérios de inclusão,
todos aqueles que estavam disponíveis para acesso e que abordavam o tema da pesquisa. Ademais,
a estrutura do programa será proposta de modo conceitual e teórico.
2 Componentes da Competência em Informação: atitudes, comportamentos,
habilidades, valores e conhecimentos
Na literatura, teóricos, ao conceituarem a Competência em Informação, mencionam
algumas características, como, por exemplo: “habilidades”, que aparece em American Library
Association (2016), em Belluzzo, Santos e Almeida Júnior (2014) e em Dudziak (2003). As
“atitudes” são mencionadas por Dudziak (2003). os autores Almeida e Damian (2021)
relacionam os “valores” como parte da Competência em Informação.
As cinco características atitudes, comportamentos, habilidades, valores e
conhecimentos são mencionadas por Righetto e Vitorino (2019). O conhecimento perpassa
todos os conceitos de forma implícita ou explícita, uma vez que, a partir das informações
encontradas, as pessoas terão uma base para construir conhecimentos que sejam úteis para suas
demandas informacionais.
Assim sendo, tais características são mencionadas por autores, de forma isolada,
combinadas, ou todas juntas. Dessa maneira, tendo como ponto de partida o argumento de que a
Competência em Informação é composta também por atitudes, comportamentos, habilidades,
conhecimentos e valores, faz-se necessário trazer a conceituação desses termos para o âmbito da
Ciência da Informação.
Nessa perspectiva, atitudes, comportamentos, valores, habilidades e conhecimentos foram
internalizados em prol de um movimento intelectual, ligado à Competência em Informação. Nesse
sentido, compreendendo que tais características fazem parte do cerne da Competência em
5
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
Informação, tem-se como escopo a construção conceitual desses termos, em separado, e
correlacionando-os com a Competência em Informação, no intuito de construir uma base
conceitual sobre os temas.
2.1 Atitudes e Comportamentos
Na Psicologia Social, Aronson, Wilson e Akert (2015) entendem que as atitudes são como
as pessoas avaliam o mundo ao seu redor, ou seja, opiniões sobre algo, gostar ou não de certas
coisas. Em síntese, as atitudes se referem ao modo de ver algo, alguém ou ideias, avaliar e, a partir
disso, construir uma opinião a respeito. É com base nessa construção inicial que tomamos
determinadas atitudes sobre algo, e isso está ligado a decisões prévias sobre algo, ou seja, se
alguém não gosta de ir em determinado local, seja por quaisquer motivos, ela não irá ou evitará ir
àquele ambiente, gerando a atitude de ir ou não ir, por exemplo.
Rodrigues (2012) afirma que as atitudes são um dos tópicos mais estudados na psicologia
social. Busca-se compreender como são modificadas as posições favoráveis ou negativas a respeito
de determinado objeto social, assim como quais seriam os elementos essenciais dos mesmos. A
partir de momentos de socialização em que as pessoas compartilham e interagem entre si, são
formadas percepções acerca de algo na qual temos contato em determinada situação, isto está
relacionado aos pensamentos e posicionamentos que as pessoas podem ter sobre algo ou alguém,
influenciando o agir de cada um (RODRIGUES, 2012).
Em se tratando do conceito de atitude, Cavazza (2008) aponta que sua primeira aparição
remonta aos anos de 1918, pelos sociólogos Thomas e Znaniecki. Essa primeira referência ao
termo se deu em razão da pesquisa dos autores acerca de emigrantes. Cavazza (2008, p. 16)
conceitua a atitude “como processos da consciência individual que determinam a ação”, na
perspectiva da psicologia social. Ou seja, a atitude é um estado de uma pessoa anterior à ação,
sendo este o processo que causa a ação, de modo que a pessoa faça algo em relação a alguma
situação.
Neiva e Mauro (2011), também na perspectiva da psicologia social, corroboram com o
argumento anterior ao afirmarem que as atitudes influenciam o modo de ver o mundo e o
6
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
comportamento de uma pessoa. Sendo assim, quando alguém sabe sobre determinadas atitudes
que uma pessoa possa ter sobre determinada situação/ideia/algo/alguém, é possível que ocorra
identificação, gerando um vínculo entre essas pessoas.
Na mesma linha de Neiva e Mauro (2011), para Atkinson et al. (2002), as atitudes podem
ser compreendidas como gostos e aversões. Trata-se das avaliações e reações que as pessoas têm
sobre determinado objeto atitudinal pessoas, objetos, situações, ideias abstratas, políticas
sociais, ou outros aspectos do mundo sendo favorável ou desfavorável. Nesse sentido, o afeto,
as emoções e os sentimentos compõem as atitudes influenciando o comportamento que uma pessoa
pode ter em relação a alguma situação, alguém ou algo. Além disso, as atitudes possuem três
componentes: afetivo, cognitivo e comportamental.
Por conseguinte, Atkinson et al. (2002, p. 642, grifo nosso) exemplificam os componentes
das atitudes da seguinte forma: [...] ao estudarem atitudes negativas em relação a grupos, os
psicólogos sociais fazem distinção entre estereótipos negativos (crenças e percepções negativas
sobre o grupo o componente cognitivo), desta maneira, o preconceito encaixa-se no
componente afetivo, uma vez que este relaciona-se com os sentimentos que uma pessoa tem em
relação a algo ou alguém, no caso da discriminação esta se encaixa no componente
comportamental pois desencadeia ações em si, a pessoa sai das percepções e age com base no que
ela sente (ATKINSON et al., 2002).
É ressaltado por Rodrigues (2012) que muitas definições de atitudes, mas que uma
grande parte inclui dois principais elementos: “a existência de um sentimento pró ou contra um
objeto social e; a existência de uma estrutura cognitiva relativamente duradoura” (RODRIGUES,
2012, p. 79). Isto posto, de acordo com a definição apontada pelo autor, as atitudes possuem carga
afetiva (negativa ou positiva) em relação a determinado objeto social (uma pessoa, um time de
futebol, um alimento, entre outros), gerando uma ação coerente com essa carga afetiva
desenvolvida de modo pessoal em relação ao objeto em questão.
Dessa forma, é possível notar, de acordo com o argumento de Rodrigues (2012), que as
atitudes estão ligadas ao comportamento que determinada pessoa terá em relação a algo,
7
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
ressaltando os componentes cognitivos, afetivos e comportamentais referente às atitudes,
pontuados anteriormente por Aronson, Wilson e Akert (2015).
Os três componentes se influenciam e estão interligados entre si, pois o afeto, a cognição e
o comportamento seguem uma tendência de serem coerentes, de coexistirem de forma harmônica.
Nesse sentido, Rodrigues (2012, p. 79) exemplifica que, “[...] se somos contra algo, temos
cognições acerca desse algo que justificam ou explicam nosso sentimento negativo e, em
consequência, tendemos a nos comportar de forma hostil ou aversiva em relação a tal objeto”.
Zimbardo e Ebbesen (1973, p. 7) afirmam que “as atitudes têm sido consideradas como
prontidão mental ou predisposição implícita que exercem influência geral e coerente numa classe
relativamente ampla de respostas de avaliação”. Sendo que essas respostas são direcionadas a
algum objeto, uma pessoa ou grupo, os autores afirmam que as atitudes são predisposições
aprendidas, não sendo essas inatas, o que faz com que as atitudes possam ser suscetíveis às
mudanças.
Perante o exposto, as atitudes podem ser entendidas como características que influenciam
no comportamento de pessoas, estando diretamente ligadas às influências e persuasão, por meio
dos grupos e relações sociais que as pessoas tenham no decorrer de suas vidas, impactando os
comportamentos que elas possam ter diante de situações ou pessoas. Tais características descritas
neste tópico estão sintetizadas no Quadro 1.
8
SILVA, André Luiz Avelino da; VITORINO, Elizete Vieira. Estrutura de um Programa de Desenvolvimento da
Competência em Informação (Pdcin) para População LGBTI+: atitudes, comportamentos, habilidades, valores
e conhecimentos. Brazilian Journal of Information Science: research trends, vol.17, publicação contínua,
2023, e023039. DOI: 10.36311/1981-1640.2023.v17.e023039.
Quadro 1 Características das Atitudes
Características
Autores
Avaliações de mundo; Opiniões; Julgamentos.
Aronson, Wilson e Akert (2015)
Posicionamentos sobre algo;
Avaliações;
Processo de socialização.
Rodrigues (2012)
Processo de consciência individual;
Subjetivas;
Causa ação.
Cavazza (2008)
Avaliações sobre algo;
Podem ser aprendidas;
Sofrem mudanças.
Zimbardo e Ebbesen (1973)
Sofrem influências;
Influenciam o comportamento;
Identificação com algo.
Neiva e Mauro (2011)
Gostos e aversões sobre algo;
Avaliações.
Atkinson et al. (2002)
Fonte: Elaborado pelos autores (2023).
Conforme o Quadro 1 demonstra, as características das atitudes envolvem principalmente
o processo de avaliação acerca de algo. Isto desencadeia julgamentos, influências, opiniões,
podendo sofrer mudanças e impactar no comportamento.
Os comportamentos estão relacionados com as atitudes. Segundo Aronson, Wilson e
Akert (2015), se as pessoas mudam suas atitudes, mudam também o seu comportamento. Quando
o objeto da atitude tem estímulo positivo, por exemplo, o comportamento seguirá no mesmo
caminho. Os autores utilizam como ilustração uma propaganda americana na qual a
conscientização sobre o câncer, em sendo assim, as pessoas podem mudar sua atitude sobre o
cigarro, influenciando no seu comportamento ao parar de fumar, caso a influência ocorra.
Rodrigues (2012, p. 248), por sua vez, afirma que “o comportamento humano é muito
complexo e inúmeros são os fatores motivacionais que os instigam”. O autor pontua que este fator
motivacional parte da própria pessoa, ou seja, cada um escolhe com o que se permitirá ser
influenciado. Embora estes fatores dependam também de situações sociais, os contextos em que
cada um está inserido fará com que o fator motivacional influencie ou não uma pessoa.