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NOBREGA, Paula Pinheiro da; FARIAS, Gabriela Belmont de; SILVA, Andréa Soares Rocha da. Atuação dos
Bibliotecários na Educação a Distância em Universidades Brasileiras. Brazilian Journal of Information
Science: research trends, vol. 17, publicação contínua, 2023, e023056. DOI: 10.36311/1981-
1640.2023.v17.e023056.
ATUAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS NA EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA EM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
Performance of the librarians in distance education in Brazilian universities
Paula Pinheiro da Nóbrega (1), Gabriela Belmont de Farias (2),
Andréa Soares Rocha da Silva (3)
(1) Universidade de Fortaleza (Unifor), Brasil, ppnjc@hotmail.com
(2) Universidade Federal do Ceará (UFC), Brasil, gabibfarias@gmail.com
(3) Universidade Federal do Ceará (UFC), Brasil, andreasrs07@gmail.com
Resumo
O presente artigo tem o objetivo de compreender a atuação dos bibliotecários no contexto da educação a
distância em instituições de ensino superior brasileiras, considerando ações de ensino, pesquisa e extensão.
Caracteriza-se por um estudo de campo realizado com bibliotecários de seis cidades brasileiras; usa o
método de análise de conteúdo e apresenta categorias que traduzem a sua prática profissional. No tocante
à atuação dos bibliotecários na EaD, dos seis bibliotecários participantes da pesquisa, quatro profissionais
falaram que exercem a atividade inerente à sua formação básica; um afirmou estar trabalhando como
designer instrucional, e o outro disse que soma dois papéis, o de tutor e o de conteudista. Concernente ao
público que os bibliotecários atendem, foram citados seis perfis de usuários: coordenador de EaD, professor
conteudista, professor-tutor, designer instrucional, bibliotecários e alunos de EaD. Quanto à percepção dos
bibliotecários sobre a sua participação na EaD, eles têm uma visão positiva a respeito da sua atuação e
confirmam a sua relevância dentro das equipes de EaD. Infere-se, então, que os bibliotecários podem ocupar
e assumir outros papéis como profissionais da informação no contexto da educação a distância, tais como:
professor, tutor, designer instrucional, dentre outros.
Palavras-chave: Biblioteconomia; Bibliotecários; Educação a distância; Ensino superior.
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Abstract
This article aims to understand how librarians work in the context of distance education in Brazilian
universities, considering teaching, research and extension actions. It is characterized by a field study carried
out with librarians from universities in six Brazilian cities; it uses the content analysis method and presents
categories that reflect their professional practice. Regarding to the role of librarians in distance learning, of
the six librarians who took part in the research, four said that they carry out this activity as part of their
basic training; one said that he was working as an instructional designer, and the other said that he plays
two roles: tutor and content designer. With regard to the public that librarians serve, six user profiles were
mentioned: distance learning coordinator, content teacher, teacher-tutor, instructional designer, librarians
and distance learning students. Regarding to librarians' perceptions of their participation in distance
education, they have a positive view of their role and confirm their relevance within distance education
teams. It can therefore be inferred that librarians can occupy and take on other roles as information
professionals in the context of distance education, such as: teacher, tutor, instructional designer, among
others.
Keywords: Librarianship; Librarians; Distance education; Higher education.
1 Introdução
No momento em que se decide pela idealização, planejamento e implementação de cursos,
treinamentos, aperfeiçoamentos, capacitações na modalidade Educação a Distância (EaD) on-line,
surge a necessidade de seguir requisitos com o intuito de alcançar um processo de ensino-
aprendizagem de qualidade e, consequentemente, obter resultados satisfatórios. Todavia, há de se
considerar esse processo como algo bastante complexo, pois envolve vários aspectos, “atores” e
ações.
Um dos aspectos a observar está no fato de que é preciso o empenho de toda a equipe
multidisciplinar, no sentido de lograr êxito quando houver a pretensão de criar e implantar um
projeto na modalidade EaD. Outro fator relevante diz respeito à elaboração de conteúdos didáticos,
os quais devem ser claros e objetivos, para que cada discente consiga apreender os conhecimentos
embutidos neles e entenda o paralelo entre o que foi estudado e a realidade vivenciada na
sociedade, gerando, então, mudanças que visem a melhorias na vida dos sujeitos.
Entretanto, a atividade de desenvolver conteúdo é uma ação difícil e abrangente, porque
exige do professor, além de conhecimentos especializados (teóricos e práticos), a percepção sobre
o público que utilizará as informações dispostas naquele conteúdo. E mais, torna-se primordial que
o docente desenvolva ou selecione materiais didáticos e de apoio que sejam adequados aos
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objetivos educacionais estabelecidos para aquela ação formativa, bem como aos estilos de
aprendizagem de cada indivíduo. Reiterando a importância de selecionar materiais educacionais,
Lima et al. (2016) descrevem que a essência do conteúdo é fundamental para a formação dos
estudantes, daí a importância de o docente conhecer o perfil e a necessidade dos seus alunos, a fim
de elaborar um material contextualizado à realidade em questão.
Portanto, além do professor e do aluno, para que o referido processo aconteça
eficientemente, somados a eles estão os demais profissionais que compõem a equipe
multiprofissional que atua na EaD, sobretudo no cenário da produção de aulas, como é o caso dos
designers gráficos, programadores e bibliotecários.
Particularmente o bibliotecário, por organizar, gerenciar e disseminar informações, ocupa
um papel relevante dentro dos processos educacionais. Aliado a essas habilidades técnicas, ele
dispõe de competências que auxiliam no discernimento a respeito dos usuários de uma
comunidade. Uma delas é a competência em informação. Lucca, Pinto e Vitorino (2019 p. 186)
afirmam que:
A competência em informação, que teve origem no mesmo contexto da educação
de usuários o contexto da explosão informacional também tem sua história
atrelada ao “fazer” bibliotecário. Compreende o sujeito além de um usuário
dotado de uma necessidade a ser atendida por meio da informação: trata-se, nessa
concepção, de um ser social, participante da esfera pública, que vivencia
situações análogas passíveis de serem solucionadas por meio da informação.
A partir da competência em informação, no caso da EaD, as autoras do presente artigo
acreditam que o bibliotecário poderá identificar os perfis dos aprendizes, facilitando o trabalho do
professor conteudista, o qual direcionará melhor os conteúdos e escolherá os materiais de acordo
com o que os aprendizes buscam. Corroborando a assertiva, no campo de estudo de usuários, que
também é uma disciplina vista nos currículos de Biblioteconomia no país, esta fornece bases para
que o bibliotecário trace o perfil do público o qual está atendendo, sendo uma ação crucial para
conhecê-lo mais detalhadamente e para que as suas necessidades de informações sejam satisfeitas
(Cunha; Amaral; Dantas 2015).
Reforçando, o bibliotecário pode incrementar e contribuir para a melhoria contínua do
processo de ensino-aprendizagem em EaD, isso porque ele traz em seu escopo profissional um
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conjunto de saberes advindos dos conteúdos estudados nas disciplinas durante a sua formação
universitária. Deste modo, além de estudo de usuários, disciplinas como formação e
desenvolvimento de coleções, catalogação, classificação e indexação, por exemplo, podem
subsidiar a implementação de bibliotecas digitais, acervos cruciais para o aprofundamento dos
discentes e docentes no que concerne às teorias. Assim, é essencial o bibliotecário ter saberes
ligados às tecnologias educacionais, conforme considera Soares, Luce e Estabel (2022).
Outra disciplina que contribui para a atuação do bibliotecário na EaD é a Editoração, pois
quando os professores vão usar materiais didáticos, precisam decidir se utilizarão recursos
didáticos existentes ou se criarão os seus. Então, o bibliotecário poderá orientá-los sobre direitos
autorais. Outros exemplos de áreas biblioteconômicas que dão suporte à EaD são fontes de
informação, normalização bibliográfica e pesquisa bibliográfica. No tocante a fontes de
informações, o bibliotecário é conhecedor dos critérios de usabilidade de obras e, por conseguinte,
poderá indicar títulos confiáveis aos professores. Quanto à normalização bibliográfica, o
bibliotecário auxilia a comunidade acadêmica nas regras de elaboração de trabalhos acadêmicos
e/ou científicos e, na EaD, além disso, o profissional revisa os materiais didáticos, deixando-os no
formato adequado às normas vigentes.
Ao realizar pesquisa bibliográfica, o bibliotecário tanto colabora para que professores
tenham fontes atuais e que contemplem os seus objetivos quanto ele orienta docentes e alunos a
fazerem levantamentos bibliográficos em bases de dados. Por tais razões, o bibliotecário pode
participar do planejamento de cursos em EaD.
Diante do exposto, o conhecimento adquirido pelo bibliotecário ao longo de sua formação
pode ser empregado nas fases que compõem um programa de EaD on-line, haja vista o caráter
interdisciplinar da Biblioteconomia “como uma área que dialoga com todas as outras, devido à sua
práxis, não poderia ter um currículo voltado para si, uma vez que esta prática não favoreceria sua
práxis, a qual é interdisciplinar por excelência” (Moraes, 2015, p. 9).
Pelas razões supramencionadas, os bibliotecários que desempenham atividades no âmbito
das instituições de ensino superior (IES) podem apoiar e incrementar a oferta do ensino a distância.
Assim, o presente artigo elenca uma pesquisa de campo realizada com seis bibliotecários que
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trabalham em IES, sendo duas públicas e quatro privadas, tendo o objetivo de compreender como
eles atuam no contexto da educação a distância, considerando ações de ensino, pesquisa e extensão;
pilares estes essenciais, pois exprimem o que uma IES produz, bem como fornece respostas à
sociedade por meio de ações que levam o conhecimento e a cultura às comunidades.
2 O processo de ensino-aprendizagem em EaD
O processo de ensino-aprendizagem inicia com um planejamento criterioso das ações
propostas pelo ofertante da ação formativa por meio da EaD, onde são organizadas e definidas
etapas que englobam desde a concepção à avaliação de um curso, de acordo com o estabelecimento
de um modelo de ensino para um público específico que deseja aprender.
Segundo Masetto (2012, p. 33-38), o processo de ensino-aprendizagem tem como
fundamentos:
1) conceito de ensino-aprendizagem; 2) concepção e gestão do currículo; 3)
integração das disciplinas como componentes curriculares; 4) compreensão da
relação professor-aluno e aluno-aluno; 5) teoria e prática da tecnologia
educacional; 6) concepção do processo avaliativo e suas técnicas para feedback;
7) planejamento como atividade educacional e política.
Contudo, para obter sucesso durante o processo de ensino-aprendizagem e, evidentemente,
alcançar a conquista de uma aprendizagem eficiente e eficaz, precisa ser levada em conta a
comunicação, para que haja a mediação e, assim, ocorra a interação entre os interlocutores do
programa educacional. É igualmente importante reconhecer que no processo de ensino-
aprendizagem acontece a formação dos cidadãos, e a universidade ocupa um papel fundamental
para que isso aconteça, porque segundo Rowe (2004, p. 1), ela “tem o papel de formar cidadãos
capazes de enfrentar as mudanças do mundo contemporâneo”, cujos sujeitos possam ser capazes
de formular suas críticas, construir novos conhecimentos, discernindo a realidade na qual estão
inseridos, para transformá-la em uma sociedade mais justa.
Isso traduz uma aprendizagem significativa, na qual
O conhecimento é concebido como resultado da ação do sujeito sobre a realidade,
estando o aluno na posição de protagonista no processo de aprendizagem
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construída de forma cooperativa, numa relação de comunicação renovada e
reflexiva com os demais sujeitos (Behar, 2009, p. 16).
O protagonismo do aluno ganha forças à medida que as tecnologias e, em particular, a
Internet possibilitam a mediação e a oportunidade de produção de conteúdo, requerendo, portanto,
um novo modelo de educação. Assim, desponta a EaD on-line, que confere ao discente o ensejo
de ter mais independência e autonomia, no que diz respeito à autorregulação do seu tempo e de
suas atividades e a considerar seus conhecimentos prévios, para que ele consiga construir novos
saberes.
Em 2020, com a pandemia causada pelo coronarus, o mundo teve que se adaptar a uma
nova realidade na qual todos foram obrigados a cumprir o isolamento social. Deste modo,
mudaram suas rotinas, como as ligadas à área educacional, cujo campo precisou implementar aulas
remotas on-line, para que os discentes não tivessem déficits em seu aprendizado. Vale salientar
aqui, que as aulas remotas não se configuram como educação a distância, pois esta segunda requer
um planejamento cuidadoso e se caracteriza como uma modalidade de ensino regida por diretrizes
que visam à qualidade e à aprendizagem eficiente dos alunos, como é o caso dos referenciais do
Ministério da Educação (Brasil, 2007).
No entanto, acredita-se que, com o uso maior da Internet provocado pela pandemia, as
pessoas começaram a despertar quanto ao valor da EaD, e isso pode ser comprovado pela
ampliação da procura pela referida modalidade. Para o Instituto Rui Barbosa (2022):
a sinalização de um importante processo de transição para o modelo de ensino
a distância. O caminho que se apresenta aos que além de necessidade de
conhecimento possuem gosto pelos estudos é que o EaD se torne tendência cada
vez maior [...].
Portanto, diante da referida situação de enfrentamento à Covid-19, e no mundo pós-
pandemia atual, onde a educação conta com o apoio das tecnologias, comprova-se cada vez mais
a relevância da EaD. Ainda no que diz respeito às transformações causadas pela pandemia, Oliveira
et al. (2022, p. 100) afirmam que “Diante da mudança abrupta imposta pela pandemia, o
pensamento crítico e criativo tem sido decisivo não em relação à carreira, mas também à vida
pessoal desta e das próximas gerações.” Os autores, inclusive, sugerem “a diversão, o significado
e a colaboração no processo da aprendizagem” (Oliveira et al., 2022, p. 100).
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Daí a EaD, por ter diversificados recursos e tecnologias a seu favor, pode fomentar um
aprendizado com significados para os alunos. Moreira e Masini (1982, p. 7), ao interpretarem o
idealizador da aprendizagem significativa, o psicólogo David Ausubel, a conceituam como
um processo pelo qual uma nova informação se relaciona com um aspecto
relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo. Ou seja, neste processo a
nova informação interage com uma estrutura de conhecimento específica, a qual
Ausubel define como conceitos subsunçores ou simplesmente, subsunçores
(submers), existentes na estrutura cognitiva do indivíduo.
Para Santos (20--), a aprendizagem significativa acontece, de fato, quando são seguidos os
passos que conduzem à reconstrução do conhecimento, listados, assim, por ele: sentir, perceber,
compreender, definir, argumentar, discutir e transformar.
No primeiro passo, sentir durante a aprendizagem, o aluno já chega com uma visão sobre
o contexto e, claro, por suas vivências e expectativas concernentes ao que virá, ele abriga em si
muitas sensações. Após estas sensações, surge o segundo passo, perceber. Como o verbo denota,
o estudante começa a ter necessidade de conhecer cada detalhe a respeito dos conteúdos que está
aprendendo (Santos, 20--).
Compreender é o terceiro passo e se nota maior amplitude, pois nessa etapa o discente
formula conceitos que poderão ser aplicados para estruturação de conhecimentos em qualquer tipo
de contexto. Depois vem definir, cujo passo corresponde ao momento no qual o aprendiz define
os conceitos. No outro passo, argumentar, o estudante usa a lógica agrupando os conceitos, tanto
em texto falado quanto escrito, bem como por intermédio da linguagem verbal ou não verbal. No
penúltimo passo, discutir, o aluno torna-se capaz de criar argumentos e desenvolve habilidades
para debater a realidade e compreendê-la, devido ao seu raciocínio estar bem concatenado. E, por
fim, o passo transformar diz respeito à ação de intervir na realidade (Santos, 20--). Para o autor, a
aprendizagem só atinge seu objetivo se a transformação for real.
No âmbito das universidades, a concepção de aprendizagem significativa ganha ainda mais
destaque, isso ocorre porque elas formam pessoas não apenas para desenvolver competências e
habilidades para atuarem no mercado de trabalho, mas acima de tudo, cooperam para que os
discentes tornem-se profissionais preparados, com senso crítico para discernirem sobre o mundo
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que os envolve e, principalmente, possam ter a capacidade de compreender os fatos, para que
façam, quando necessárias, intervenções na realidade, exercendo seu papel de atores sociais e
exercitando a cidadania em prol do bem-estar humano.
Será discorrida a seguir a atuação do bibliotecário no contexto das instituições de ensino
superior (IES).
3 O bibliotecário na EaD no ensino superior
O bibliotecário dentro de uma instituição de ensino superior atende a toda comunidade
universitária, formada por corpo docente e discente, bem como por pessoal técnico-administrativo.
Trabalha não apenas em bibliotecas, mas exerce funções em editoras e imprensas universitárias,
realizando normalização bibliográfica, organizando índices, elaborando fichas catalográficas,
solicitando o International Standard Book Number (ISBN), International Standard Serial Number
(ISSN), Digital Object Identifier (DOI) e, muitas vezes, faz parte do corpo editorial.
Na conjuntura hodierna, o bibliotecário que trabalha no ensino superior tornou-se atuante
em outros ambientes informacionais fora da biblioteca, sendo a EaD um exemplo desses novos
espaços. Suas atividades são muitas, de processamento técnico, desde a catalogação, classificação,
indexação à criação de documentos que facilitem ao usuário o acesso à informação com mais
rapidez e precisão, até a assessorias especializadas, como também levantamentos de pesquisas, das
mais simples