Quando se diz mais no mais não dizer.

Autores

  • Guilherme Castro ORTEGA

DOI:

https://doi.org/10.36311/1808-8473.2006.v1n3.1369

Resumo

Afora o momento do despertar sendo tocada pelo Sol, são períodos mínimos os utilizados pela autora. Estes períodos mínimos – como “Ablui as crianças, aleitei-as e aleitei-me.” ou “Ele não veio”, seguido por “Tomei um melhoral e deitei-me novamente” – demarcam o cotidiano de Carolina. Um cotidiano em que “os dias se repetem iguais e monótonos no ritual de fome-trabalho-sobrevivência”. Em que é construído, durante a narrativa, “uma espécie de dia-metáfora de todos os dias” (VOGT, p. 210). Todos os dias, por exemplo, a autora alimenta e lava as crianças. Bem como ainda muito cedo vai buscar água na única torneira existente na favela do Canindé. Ao passo que estes períodos curtos identificam também a escassez material e a imediaticidade da vida de Carolina e de todos os outros moradores da favela.

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Como Citar

ORTEGA, G. C. (2011). Quando se diz mais no mais não dizer. BALEIA NA REDE, 1(3). https://doi.org/10.36311/1808-8473.2006.v1n3.1369